terça-feira, 22 de março de 2011
Saber-se, sabes o que vem a ser?
É conhecer o tal de si mesmo que existe dentro de você.
É ter certeza, do é e do que quer, você.
É esse complicado ser
Que insiste em querer saber
O que mais falta saber de você
Sem sequer tropeçar no querer
Cada vez maior, querer.
É amar o que te dá prazer
Conhecer o seu bem querer
Refletindo o que há de bom em saber
Que a maior dádiva do humano ser
Está na capacidade de saber.
Falta pouco
Hoje quase não pensei em cigarro e de quebra, acentuei minha certeza sobre abandoná-lo. Eu esperava por me convencer disso como um noivo espera sua amada no altar, rs. Houve um momento à tarde, senti vontade, mas foi mais leve do que nas primeiras horas que comecei evitar.
Quando a gente sai de um grilhão tão forte, a insegurança nos acompanha como se fosse um carma de quem é libertado. Eu por exemplo, sei que não quero mais tragar, mas estou inseguro quanto a não me render ao “prazer” de fumar. A única coisa que poderá me refrear serão as lembranças do quanto me sentia mal cheiroso, carente de bem estar pessoal, sem voz para cantar etc. Parece que o pesadelo está acabando para mim, e muitas coisas ficaram no caminho. Não que o cigarro tenha me roubado as coisas que tinha, mas me ajudou a perdê-las. Agora é lutar e recuperar.
Gostaria de dedicar essa vitória a uma pessoa que não esta mais ao meu lado mas me acompanhou por um bom tempo, e que torcia para que eu conseguisse vencer esse mal.
“Obrigado minha amada”.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Tô quase chegando lá
Ontem é que foi foda. Vocês precisavam ver. Eram mais ou menos vinte e duas horas e eu caminhava ao lado da praça. Num bar que a defrontava encontrei alguns amigos e um outro chegou depois. E que merda! Quase todo mundo ali fumava. O mais engraçado é que eu tinha que segurar o cigarro deles quando iam tocar violão na roda que fizemos. Achei muito massa! Consegui ficar com aquele troço na mão por várias vezes sem me render a ele.
Parece que hoje minha vontade de fumar está um pouco menor. Mas o mais curioso não é isso. O que mais me chama atenção é que psicologicamente eu não me sinto mais um fumante, parece que me convenci que não quero mais isso. Gostaria que soubessem como me sinto, é tão bom!
Pode parecer uma coisa muito simples para quem nunca fumou, mas tenho consciência que estou me livrando de um câncer que poderia se manifestar em qualquer lugar do meu corpo, ou de impotência sexual etc.
Esse lance de fazer a minha parte para o meu próprio bem é realmente difícil. Às vezes a gente não liga muito para o nosso bem estar em longo prazo e só queremos sentir prazer e prazer. Sendo que o resultado depois de alguns anos pode ser um desprazer seguido da própria morte. Ainda bem que eu estou parando a tempo de reparar os danos que esse vício me causou. Pelo menos eu acho.
domingo, 20 de março de 2011
"My precious"
Ontem (sábado) à noite eu estava indo a um barzinho aqui da cidade para tocar. No caminho, me lembrei que tinha que comprar cigarro – o meu havia acabado. Me bateu uma dúvida. Metade de mim mandava eu comprar e a outra metade me fazia lembrar o quanto eu estava cheiroso e com um bom hálito sem o pequeno roliço nicotínico!
Mas antes fui comprar um sanduíche e usei esse ínterim para refletir. À caminho do show e balançando um sanduba para frente e para trás numa sacola verde, decidi fazer um teste comigo mesmo. “Não vou comprar merda de cigarro nenhuma!”: disse eu para mim mesmo (a marra fica por conta do sensacionalismo do texto).
É meio foda ficar num lugar onde praticamente oitenta por cento das pessoas fazem coisas que você está se segurando para não fazer, no meu caso era fumar. Só sei que declarei o fim da minha vida de fumante na tarde ontem, eram mais ou menos dezessete e trinta quando o show acabou, junto com os cigarros. Já se passaram mais de vinte e quatro horas que não acendo meu assassino favorito e tudo (ou quase tudo) me faz lembrá-lo e querê-lo, até açaí!
Esperou ter forças para mandar o cigarro pra casa do caralho definitivamente. Depois escrevo novamente sobre como anda minha fuga.
Abraço!
domingo, 30 de janeiro de 2011
Do que eu preciso
Tive uma fase difícil no amor. Os últimos dias foram penosos para suportar, fiz até ameaças de suicídio, rs.
Por mais tosco que esse final pareça ser, a parte engraçada é a que possui a menor parte na história. Onde eu e a outra sofremos muito. Sei que ela ainda me ama e eu a amo muito também. Foi aqui que descobri de uma forma natural o que é amar, ela me pedia tempo e percebi que o tempo me ensinou a amá-la a ponto de esperar.
Sinto muito a falta dessa bela garota, ao passo que uma música e um pensamento ativam glândulas lacrimais guardadas nas pálpebras e na órbita óssea, fazendo isso tudo entrar em ação e motivando isolamento.
Ontem, antes de um show, desejei tê-la comigo, as luzes do palco ainda estavam inativas donde me vali da situação para prantear sobre a bateria. Conduzido pelas melodias de Sagi Rei verti copiosas gotas de saudade sobre o instrumento.
A dor se compara a como se ela tivesse morrido e nunca mais pudesse vê-la ou como se eu tivesse morrido e como castigo, pudesse vê-la viva sem poder aparecer nem como espírito para deixar uma última mensagem de meu sentimento ou materializar um último tenro e macio beijo.
Tentar descrever é complicado, porque talvez as palavras não estejam do meu lado. Talvez o devaneio esteja flertando comigo, ou a ilusão seja mina melhor amiga, ou a utopia faça parte das minhas verdades, ou a fantasia faça morada em meu discurso. Ou porque esse amor seja tão meu, que nem mesmo a minha amada compreenda minhas insanidades quando falo, ou quando ponho em prática minhas tentativas de ficar ao lado dela. Só para olhar aquele rosto lindo, para ganhar o menor dos beijos, ou para ter um minuto de atenção.
Eu realmente a amo. Realmente. Realmente. Verdadeiramente. Vorazmente.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Frases
'O mistério da vida só acaba quando aparece outro mistério sobre ela.'
'Quando cansamos de ter dúvidas, o conforto é uma dúvida menos frustrante.'
'A vida não nos dá trégua, pois há uma trégua eterna para depois dela.'
'Se você não tiver dinheiro para comprar um lindo quadro, experimente olhar para o céu.'
'Tente não odiar nada ou a ninguém. O amor sempre vencerá o ódio.'
'Estarei certo de que alcancei o sucesso quando eu for plenamente feliz. É uma questão de tempo.'
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Custa nada tentar!
Até que ponto o fazer planos deixa de ser saudável?
Parei pra pensar nisso e nas conseqüências que sofremos quando não conseguimos realizá-los. Parece que a frustração amadurece, vira medo e fica difícil sentar para traçar novas metas no papel, porque a motivação ficou no chão junto com algumas investidas que não deram certo.
Bem, se fossemos ao menos formigas! Mas não, somos humanos mesmo! E teremos de nos contentar com isso para o resto de nossas vidas (risos). Dentro dessa temática ser um homo sapiens inclui trabalhar sozinho e quase nunca (pra não dizer nunca) contar com o próximo. Pois na maioria dos casos isso está apenas na teoria, raramente a praticamos, nos tornamos obsoletos anunciantes de boas novas e mercenários de favor.
Tudo o que podemos fazer ainda é tentar, por que antes do final só mendigamos a certeza de que tentamos.
E é tão pouco assim, pensar apenas isso – “pelos menos tentei” (ah vá...). Somos tão inteligentes e capazes e nos tornamos o inverso quando o assunto é seguir em frente. Assim estaremos meeeesmo fadados a fracassar, bater com a cara no chão, quebrar o nariz e morrer de hemorragia.
Não estou sendo pessimista. Quero apenas abrir meus próprios olhos pra não deixar mais para trás as chances que deixei. Era pra eu ser outro cara hoje. Ou talvez não, sou fruto das lutas que venci e das que perdi ou abandonei.
Desculpe, tentei ser engraçado!
Até a próxima!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Xô pesadelo!!!!!!!!!
Essa noite eu tive um sonho que mais parecia filme. Tipo filme de estratégia. Eu chegava de bicicleta numa casa e der repente eu percebia que também tinham várias pessoas espalhadas pela casa, calculo pelo tempo das ações, umas dez ou quinze pessoas. Dentre elas, estava um cara que eu convivo muito, era meu amigo, e deixou de ser por conta de algumas atitudes que ele tomou.
O que mais me chamou atenção e quase me arrancou uma m ijada a força foi porque todos nós estávamos armados e como esperado, estávamos tentando matar e sobreviver dentro da casa. Daí aconteceu de tudo, eu me escondia esperando alguém aparecer, derrubei um cara, roubei um pequeno rifle dele depois ele veio destemidamente em minha direção e lhe dei um tiro no meio da testa.
Depois de passar maus bocados dentro daquela residência mortal. No final do filme – ops, do sonho – me deu aquela agonia, porque o cara, aquele meu ex amigo foi o único que sobreviveu junto a mim, e eu havia tentado matá-lo, mas falhei. Minha atitude foi pé na tábua desesperado pra ele não me alcançar, eu corri muito antes, ele ficou sentado me vendo vazar e se levantou quando eu já estava longe. Mas mesmo assim o bixo corria pra caralho e me alcançou, não havia misericórdia no sonho mas eu acordei sem saber como ele me finalizou. Porque sei que o fez.
Pesado viu!
domingo, 2 de janeiro de 2011
A dor de tocar
Fato curioso.
Eu sempre senti um levíssimo incômodo na coluna. Quase nada, mas eu sentia que havia algo errado quando acordava ou quando limpo o chão da minha casa (o que me deixava encurvado por uns dez ou vinte segundos).
Mas até aí tudo bem, nunca me pareceu preocupante porque nunca havia chegado onde chegou. Há umas duas semanas eu já estava no palco e o show começara. Para o meu total desgosto, na metade da apresentação eu não me agüentava em pés. Senti uma dor muito chata, que não chegava a ser insuportável, mas não era nem um pouco agradável.
E só sei que de uns dias pra cá, sinto a mesma dor em casa, caminhando, sentado, deitado,e principalmente quando estou tocando, porque nem sempre estou com pique para me mexer no palco. Daí já viu né! Duas horas ou mais parado, minha coluna não agüenta mais e meu violão sente as conseqüências quando essa dor aparece e não me deixa trabalhar direito. Só que quem fica quase mudo na minha mão nessas horas é um cara super pesado chamado contrabaixo porque eu revezo minhas mãos entre o instrumento e um empurrãozinho da coluna de tempo em tempo.
Promessa: Vou ao médico essa semana!
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