sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Momento nostalgia




 Você sempre faz uma careta quando não sabe o que dizer

Ou então me beija

Você sempre diz: “Idem”. Quando lhe faltam argumentos

Ou simplesmente me beija

Você também gosta de deixar a louça pra mim

E pra eu lavar, me beija

Lembra aquela conta caríssima daquele restaurante chique que eu paguei sozinho?

Pois é, você me beijou antes de se levantar

E quando seu pai me expulsou da sua casa

(risos) Você me beijou na frente dele

No nosso primeiro encontro, quando eu tentava ser educado

Seu “oi” foi um beijo na minha boca

E quando eu estava triste, e com aquelas ressacas morais de quem havia se drogado muito na noite anterior

Você me curava em com beijo e tolhia meu pranto

Eu também já te beijei quando você estava chorando

E como você chora...

E como você beija também.  Como você beija bem.

Tsc.

Não rola mais não é?

Eu sei, desculpe.

Deu vontade de tocar no assunto, só isso.

Até mais.

Um beijo.

Talvez parem de encher o saco!!!




Todo músico tem um fuso horário particular

A gente funciona diferente das outras pessoas

Temos outra visão, sobre a arte, porque a vivenciamos

Muita gente não sabe, mas na maioria dos shows, a gente recebe menos do que o combinado.

Todo mundo acha que todo músico é galinha e come geral.

Todos os drogados acham que somos drogadas, e nos oferecem cocaína e maconha o tempo todo.

Em alguns estabelecimentos, os proprietários acham que músico não come.

Todo show é bom desde que toquemos todos os pedidos. Do contrário: “Esse merdinha não toca nada!”

Sempre tem alguém para nos tirar a concentração só para pedir uma música no momento em que estamos 
executando outra. Tem uns que vêm falar no pé do ouvido, cuspindo.

Toda garçom é lerdo. Volta e meia eles esbarram no pedestal dando-nos uma microfonada na boca.

Todo mudo acha que somos enciclopédias musicais ambulantes.

O show não pode acabar nunca. Se você é músico, tem que tocar a noite toda. Porque afinal de contas, tocar não cansa não é? E cantor nenhum fica rouco!!!

E outra: “Nada de intervalo, musico bom vai direto até o final. Que se foda o show de amanhã!”

Toca Raul cantor filho da puta!!!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Meu primeiro poema pornográfico


 Ando meio sexual

Por isso a disparidade

Entre o eu e o moral


Quer dizer então...

Que me tornei um amoral?

Que legal...


Sempre quis deixar

De ser um cara normal


Mas se bem, que

 Ser um pseudo tarado sexual

É tão clichê quanto banal


É como cortar um dedo pra ser Lula

Ou como ser a Lula do jantar

O gosto é diferente

Mas o nome é igual...

OssOs dO OrifíciO



(aaaaaaaaaaaaah)

Fala sério!

Não me diga que você tá com medo desse cara

Sabia, que se você o conhecesse saberia se defender

É melhor dar lugar ao fingimento do que tremer

Finja que o conhece

Faça emergir seu lado atriz

Passe um batom (isso mesmo, vá ao banheiro)

Tá vendo como ficou bem melhor (pois é eu disse)

Agora volte pra lá e comece a seduzir o cara

Calma! Não se insinue demais

Cubra um pouco as coxas.

Não não..., foi demais.

Faça do seu cabelo um relógio de hipnose

Jogue-o para a direita, depois para a esquerda

Como se você quisesse refrescar o queixo com esse movimento

Mas faça isso com os olhos fechados

Para mostrar que você consegue ter prazer sozinha

É isso! Você não precisa dele!

Cuidado, a mão dele está na sua cintura

Apenas um pretexto para perseguir o restante de você

E ele o fará.

Acho melhor você dizer logo quanto custa

Afinal de contas

Você é uma prostituta.

...D...e...s...f...i...z...-...m...e...



Eu não aguento mais isso

Nem a você

Aos arredores. Pare com isso

Saia de dentro de mim

É..., sou eu falando comigo

 Me ouça, ó eu

 Me mude, eu mesmo

Faça logo comigo

O que você gostaria

Que você mesmo fosse

Porque não aceito mais esse eu

Nem você aceita

Ser eu é bom

Mas ser você deve ser melhor

Ou ao menos, menos pior

E se esse retrocesso estiver diminuindo

Significa que agora sou mais você

E que finalmente,

Lhe de uma lição, seu eu babaca

Agora você se ferrou eu

(hahahahahahahaha)

Estou rindo de você eu

Agora eu sou você, que também sou eu

Com barba, dois brincos em cada orelha

Cabelo enorme e uma clave de sol tatuada nas costas

Que tal?

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Kiss



Beijar é...

É...

Como dizer?

Se é que há como dizer

Talvez não caiba numa síntese

Talvez não haja nada igual

Não! Não há!

Nem um lento e arrastado blues em tom menor.

Nem uma lua maquiada e sedutora

Não são teus arcos, ó lábios.

Sabe aquele arrebol

Que anuncia o sol?

Você ainda consegue ser melhor

E pior ao mesmo tempo.

Porque a manhã, verei todos os dias

Mas a ti,

A ti não.

Teus lábios estarão anunciando algo

Que não será a cumplicidade dos meus.

Rasgar-lhe-ia a fronte.

Ao passo que

Separaria a boca numa fortaleza

Coberta por mil montes,

cujos quais arranham o céu e rasgam-lhe a epiderme até sangrar o firmamento.

Veja. Minha boca se move de acordo com a sua hipnose.

Toda minha ansiedade o seu beijo cobre. E me afaga, tenro, macio, belo.

Que viagem.

Espero não voltar...

domingo, 31 de outubro de 2010

...

Quero ir embora
E recomeçar em outro lugar.