segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ame, apenas ame


Um dilema bem normal nessa nossa vida é a típica pergunta: “O que é o amor?”
Levaria-se talvez dias para dissecar as diversas ramificações desse ser complexo e abstrato que ora nos aflige a alma, ora nos traz toda a felicidade que sonhamos.
Acho que nem um pirata em busca de seu tesouro corre tanto quanto nós corremos atrás de amor.
Seja como ele for, o que queremos é apenas senti-lo e ter reais motivos para escrever um texto romântico ou explicitar uma linda e factual experiência de amor.
O que parece é que ele tem várias cores, raças, formas, odores etc. E ficamos a pensar qual dessas combinações ele utilizará para vir até nós. A espera é longa. Às vezes não.
Ah o amor (estou suspirando (muito) rsrs). Coloco uma música, abro os braços, fecho os olhos e inclino a cabeça para trás, num gesto de hipnose-romântica.
Ops! Perdão por ter fugido da linha de raciocínio...
É que é tão difícil conter um sentimento (ou uma prévia dele) que nos arrebata a racionalidade e nos converte em ingênuas crianças fáceis de persuadir.
Ora, não sejamos hipócritas. Quem nessa vida nunca se deixou levar... Haja coração de pedra para resistir a um beijo, palavras ou até um abraço de um amor.
Pena que nem sempre acontece como na televisão (maldita seja essa formadora de opiniões). É tudo tão bonito, beijos tão sensuais e corpos que se encaixam como porca e parafuso. Tudo é cheio de palavras tão bem colocadas. Tudo acontece na hora certa. Quando esperamos ou não, no fim tudo acaba bem.
Mas nossa vida não é ficção. Tristes são aqueles que só viveram paixões. Para mim a paixão é um trem cujo destino é incerto, entramos em um de seus vagões e quando a viagem acaba, descemos numa estação em que a mais simples das esquinas nos é estranha como uma grande metrópole em fluxo.
Mas estávamos falando de amor né?
Pois bem, é que não podia deixar de comentar sobre seu inimigo número um. Cuidado com a paixão! Tente diagnosticar o mais rápido possível a natureza do sentimento e, o mais racionalmente possível, optar por seguir em frente ou não.
E... Acho que por hoje não tenho mais nada a dizer.
Tente apenas amar o máximo possível. Não falo apenas de uma pessoa para outra, mutualismo. Sua namorada, os animais, a natureza, a arte, a si próprio, ao outro e a Deus.
Ame. Apenas ame.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A Dermas



Todos os finais felizes juntos de todas oito as últimas novelas das oito da Globo não são capazes de competir com a felicidade que mora nos sentimentos de Juditinha.
De fato, ela é muito feliz, mas muito mesmo. É, não estou exagerando!!!
Ao acordar, enquanto se espreguiça já cantarola com voz rouca da manhã os romances de Caetano Veloso. Ela consegue percorrer pelo menos uns dois discos até a hora do almoço (por que têm aquelas pausas dedicadas a Fernando Pessoa, é praxe rs)
O cheiro do almoço compartilha a companhia do suave odor pós bainho do qual Juditinha desfruta antes de sentar-se à mesa. Três pequenas guarnições (arroz, pepino, e... ...mas pepino rs (ela adora)) acompanham o mini chickem improvisado em virtude da distração romântica de Veloso fundido à Pessoa.
Enquanto a comida se assenta na barriquinha lisinha de Juditinha o toque do celular justifica a pausa nas antologias poéticas. É Dermas, cinco minutos franzindo as duas sobrancelhas e um sim como resposta encerram a terna, cândida e idílica dialética (aff rs).
Pode-se imaginar o tamanho da comemoração do outro lado da linha, não é qualquer um que convence a linda moreninha a simplesmente dar uma volta, como fez o sortudo Dermas...
Às seis em ponto e como combinado, o homem bate à porta a espera da moça. Passos que ganham volume podem ser ouvidos pelo jovem mancebo que, à essa altura conseguiu realizar a proeza de lançar ao chão três pétalas das rosas que segura em sua insegura mão esquerda que treme mais que britadeira em dia de obra. Enfim ela abre lentamente a porta, numa cortesia de deixar que seu perfume saia primeiro e num golpe baixo ao enlouquecer ainda mais o pobre.
Bom nesse ponto da história, a calçada lhes é palco de uma conversa que pode ou não render. O importante mesmo é que o grande Dermas conseguiu, ao convencê-la do passeio, assumir o papel de protagonista. Vida longa a Dermas!!! “Ê Juditinha (pensamento ímpar)!!!”

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

The "Ari" s...


Hei, hei, hei..., gritou Marina, mas Ari não ouvia (ou não queria ouvir). Até que Marina indignou-se e jogou-lhe uma pedrinha.

“Na mosca", ela comemorou. Ari olhou, pensou, olhou de novo e começou a fazer xixi no poste que estava à sua frente, uma atitude corajosa de Ari, pois marina odeia quando ele faz isso.

Para se vingar, Marina destila o veneno que destrói Ari, Marina espera ele terminar e grita: "Me espera Aristóteles!!!".

Ari(stóteles), indignado com a provocação que mais lhe enfurece virou-se para o poste e tentou fazer xixi novamente para se vingar de Marina mas a "fonte" havia secado.

Até que ela o alcançou, e Ari, ao deparar-se com a beleza de Marina que ele já conhece, encosta suas mãos molhadas (molhadas de que?!?!?!) no rosto de Marina e... e... e... e...

(uma voz grita)

Aristóteles!!! Aristóóóóteles!!! Acorda minino!!! Olha a hora!!!!

Ari acorda indignado, era tudo um sonho. Agora ele está realmente indignado: "Já acordei, e não me chame de Aristóóóóóóteles!!!!!"

Desímpar "O carma dos Raimundos Nonatos"


Todos os poderes significam nada para Raimundo. O que mais o chateia é que ele é um... um... um... um Nonato!!!

Ele tinha tudo, tinha a todos à direita, à esquerda, à frente e à retaguarda. Era amado e odiado, mas ele seguia a filosofia "falem bem ou falem mal, mas falem de Raimundo e não toquem em Nonato!!!".

Era seu carma. Já brigou com a mãe, espraguejou o pai, mas nada adianta, nada mitiga o repúdio que tem por "Nonato", sua marca registrada. Isso tudo porque Raimundo tem tudo - ou melhor, quase tudo - o que sempre quis.

Mas tem algo que lhe confrange o coração, algo que impede o maior anseio de Raimundo: ser diferente, ser único!!!

O desespero de Raimundo instalou-se no dia em que leu uma frase de outdoor, a frase que o tornava não diferente como queria. Mas o tornava normal como o mais simples dos homens. Como o mais simples dos brasileiros. Em bom português, a frase dizia assim: "Todo Raimundo é Nonato!!!"

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O óbito


Aquela faca cortou fundo...
Ele sentiu a dor depois que o vermelho tomou conta do tapete e o interessante é que não ouvia nada. As cenas se passavam, homens fardados corriam de um canto a outro carregando algumas ferramentas que pareciam ser instrumentos médicos. Até que um deles se aproximou, pegou no pulso direito e tentou impedir que o sangramento prosseguisse, mas ele já havia perdido muito sangue e desmaiou.
Algumas horas depois quando acordou, viu uma luz forte e branca, olhou para os lados e concluiu que estava um leito de hospital. Não enxergava direito, não ouvia muito bem nem tampouco sentia seus membros. Uma mulher, não muito atraente, trouxe alimento e alguns comprimidos, ele preferiu os comprimidos, a comida estava com uma cara péssima e um cheiro horrível, sem falar que Márcio odeia fígado.
Até que entra outra mulher (essa sim era atraente) e deu-lhe um beijo na boca que deve ter durado uns cinco segundos, talvez mais. Márcio virou o rosto em forma de protesto. Não queria ver ninguém, muito menos Marina, sua noiva. Eles haviam brigado feio, tudo por causa de um mal entendido que fora causado quando Marina viu Márcio se despedindo de uma amiga da faculdade, a amiga havia lhe beijado a boca acidentalmente na despedida e Marina viu.
Os planos de vingança fluíam paulatinamente na cabeça de Marina.
Ela se arrependeu de ter acusado o noivo daquela forma tão veemente e chorou durante alguns minutos ao pé da cama onde estava Márcio. Uma enfermeira tentou oferecer algum consolo e conseguiu retirá-la do quarto. Os cigarros, o wisque, a tv, a família, nada nem ninguém finalizava a aflição que assolava Marina, e que também assolava, a essa altura, a família do rapaz, os amigos mais próximos, companheiros de trabalho e de faculdade. A essa altura, quase uma multidão preenchia a porta e os corredores daquele hospital localizado no centro de São Paulo. Tamanha movimentação trouxe ao local também, nada mais que a imprensa, a grande imprensa, os primeiros repórteres a chegar foram os da Folha de São Paulo, pouco a pouco, O Globo, O Estadão, O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil tinham no local seus representantes. O motivo pelo qual tantos jornalistas estavam presentes podia ser agora ouvido pelo noticiário da Tv: “Um enorme grupo de jovens está concentrado na entrada e nos corredores do Hospital Regional de São Paulo, tudo para que todos possam visitar o amigo Marcos Brandão Nunes de 23 anos, estudante de direito da USP, que teria cometido uma tentativa de suicídio logo após discutir com a noiva Marina Morena Escalante de 22 anos. Os jovens, na boa intenção de visitar o Marcos, acabaram congestionando dois corredores do hospital e conseqüentemente atrapalham, neste exato momento, o trabalho dos médicos que tentam socorrer oito vítimas de um acidente automobilístico que ocorreu há aproximadamente 20 minutos na Via Dutra.
Mas infelizmente os médicos que cuidam do caso de Marcos acabaram de informar que o jovem não resistiu e foi à óbito.
Pode-se observar uma cena curiosa na entrada e corredor central do hospital: os jovens estão cantando a música I’am outta time da banda britânca Oásis em homenagem ao jovem que acabou de falecer.
É uma cena marcante! Vozes e lágrimas se misturam e ecoam pelos corredores do hospital num tom de inconformidade com o fato. Os jovens cantam toda a letra enquanto se abraçam e choram copiosamente. É mais uma cena chocante que anunciamos com grande pesar, mais uma vida que se foi.
Voltamos para os estúdios.

Amor em Cíanos


A cidade resplandecia em tons de azul com verossimidades de cíano de tão suave que era sua cor. Os amores uniam-se nos banquinhos branquinhos da praça bem iluminada. E o vendedor de rosas atendia à demanda.

Quando as mãos se uniam, concomitantemente a respiração aumentava e paulatinamente os batimentos do coração aumentavam. Os pensamentos dedicam-se a fabricar frasezinhas românticas e de impacto. E o amor aumentava. (Quanta redundância!)

Pode-se observar de longe os coraçoezinhos vermelhos flutuando por entre os pares de rostos apaixonados. A essa altura o cupido já está gastando quase que a última de suas infalíveis flechas na praça que fica no bairro ao lado.

Até que ela vence pela insistência, a primeira gota de lágrima não pode ser contida, e as posteriores também não. Ele a consola com um abraço, daqueles que lhe envolve a dor e toma para si. Ela se sente melhor, mas apenas o abraço não é suficiente para mitigar a dor de Marina.

"São apenas dois meses, só mais dois meses". Marina sofria de câncer, lhe restavam apenas dois meses de vida, e isso lhe confrangia o coração, pois há três semanas conhecera Luciano - seu grande amor.

"Serão dois meses de intenso amor, tenha certeza!" Exclamou Luciano, que passou a passar as noites com Marina na inspiradora praça, rendendo-lhe discursos laudatórios e juras de amor. Porém, o tempo não lhes perdoara e cumpriu sua parte, passou e passou.

Luciano dedicava-se o dia todo a pensar na amada que partiria. Já não se concentrava mais no trabalho, as notas da faculdade caíram, também emagrecera cerca de oito quilos.

Marina já não pode mais ir à praça. Agora, a UTI lhe é abrigo, é também de Luciano, o qual não levanta dali um minuto sequer. Fica ao pé da cama observando-a pormenorizadamente. E beija-lhe de cinco em cinco minutos. Até que os médicos observam... e pedem que Luciano os deixem à sós com Marina. Este reluta, mas entende que é necessário. Luciano deixa a sala, mas espera na porta juntamente com a família da moça.

"Ehhh, infelizmente..." Luciano não espera o médico encerrar o veredicto e desesperadamente invade a sala aos prantos e abraça o corpo de Marina. Ninguém o tira dali. A não ser quando o corpo é recolhido para ser preparado para o velório.

Luciano não compareceu ao velório, nem ao enterro. Foi um pedido de Marina, que só queria a presença de Luciano enquanto ela estivesse presente. Em vida. O pedido de Marina foi respeitado pelo amado, que, agora, tenta (inutilmente) não pensar nos bancos brancos que outrora foram palco do maior amor vivido em todos os tempos.

...


Com o amor interrompido, assim Paulo sofreu, - O amor era tão sincero! (pensou) Como eu o perdi, deslizou como a água que não posso conter nas mãos, que agora estão secas e precisam de tua umidade meu amor. Mas que amor? Ele não havia sido interrompido?
É mesmo, (lembrou Paulo) tô viajando muito na maionese.
Paulo foi ao armário (ah, eram 9:47 da manhã) e lançou a mão no waffer de nozes, só que ele lembrou que "esse é o último daquela compra que eu fiz com..."
Foi à sua cadeira manjada de todas as manhãs, com o dedão do pé esquerdo ligou o estabilizador, com o dedão do pé direito ligou a cpu. E, como que de propósito, ninguém estava online no msn, e só havia recebido toneladas de vírus no Orkut (um palavrão lhe escapou pelos lábios). As esperanças também lhe escaparam, cabia ao waffer conferir-lhe uma última lembrança. Nesse dia ele não queria sair de casa, tentou proferir uma melodia mas o violão de cordas de aço de tensão pesada não mediava nenhuma emoção, só acordes. "Onde estão meus sentimentos?" (questionou Paulo)
Estavam todos ali, no waffer, que, por sinal, estavam próximos do fim (do pacote). A inquietude crescia, e o amor retornava ao seu lugar de origem, os waffers de nozes enfim realizavam sua missão aqui na terra!
Foi aí que Paulo recorreu àquela roupa, aquela bem bonita, e saiu pela porta à procura de Mônica, mulher com a qual fez sua última compra dos 37 pacotinhos de waffers de nozes.
O amor havia renascido!!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Falta de assunto


É impressionante como nos falta assunto na hora em que mais precisamos dele. Digo isto porque meu professor pediu-me uma crônica e não sei sobre o que falar, sobre qual tema dissertar e nem por onde começar.

Percebo nessas horas de aflição que a falta de inspiração é um mal que assola toda a comunidade de estudantes em todos os níveis. Isso mesmo, do fundamental ao superior falta-nos argumento justamente na hora “H”. Remonto-me aos tempos de menino quando a Tia pedia para a gente escrever sobre nossa família e nossos amiguinhos. Nossa! Como eram minutos difíceis! Parece que todo mundo era craque e todos os textos eram perfeitos e bonitinhos menos o meu.

Mas o martírio não para por aí. Logo depois vem o ensino fundamental onde a pré-adolescência bate à porta juntamente com novas idéias e a formação da mentalidade. Mas parece que nossa capacidade de compor um texto não corresponde à nossa formação mental, física e de caráter (não que isso tenha algo a ver com o tema (ou com a falta dele)). Não foram poucas as vezes que passei apuros entre uma mesa e uma cadeira para fazer uma redação sobre a falta de água no planeta, a violência no meu bairro ou a corrupção no Brasil. Donde concluo que eu havia crescido, mas não plenamente.

Mas pensando bem, não tenho certeza de que esse problema teria algo a ver com má formação em alguma de minhas faculdades mentais, pois, logo após a fase supracitada, entramos num período da vida onde a palavra “cobrança” nos acompanha onde quer que estejamos. É o ensino médio que, por natureza, nos remete a palavra vestibular. E é sem dúvida, uma fase na vida do jovem, onde essa cobrança ininterrupta forma uma camada de peso na consciência por ter que ser o melhor em testes didáticos e decidir logo o futuro. A essa nossa época cabem exemplos verídicos de pressão psicológica que nos fazem falhar na hora de escrever pra valer: são os vestibulares, concursos a torto e a direita e afins. A pressão de ter que ser o melhor nessas horas é, em alguns (muitos) casos, o motivo pelo qual não conseguimos por no papel nossas idéias de maneira clara ou às vezes o argumento nem nos vem à cabeça.

Pergunto-me, não sou um estudante de jornalismo? (eu mereço) É outra pressão. Os jornalistas não são aqueles cuja letra está em todo tempo na ponta da língua e do lápis? Não, não são. Pois, como todo ser humano, somos passíveis de erro, e de maus dias, nos quais não conseguimos assinar nem o próprio nome, quanto mais compor um texto, ou uma simples nota que seja. Uma crônica então, um texto cuja opinião do escritor é o que predomina, exige deste, pleno domínio sobre o assunto. Na crônica, normalmente, o jornalista toma um viés diferente do que é pregado na mídia, dissecando as diversas ramificações de um mesmo assunto. Mas como disse acima, um jornalista é feito de carne e osso e o cronista também. Será que nunca faltou assunto a Ruy Castro, Nelson Rodrigues ou Rubem Braga? Claro que sim.

Afirmo com veemência que houve dias em que um desses sentou à mesa de sempre para compor e tomou um susto ao perceber que naquele dia não havia nada para dizer, o lápis não mediava nenhum sentimento ou a mais simples das idéias, que fosse.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

"Tempo" "Perdido"


Parece que chega uma época na vida da gente que não é preciso ser velho para se sentir velho. Sem amigos, sem aquelas companhias de outrora etc.

A gente chega à idade adulta, mas sem uma preparação que a idade pede, longe dos amigos, das rodas de conversa e risos. Tudo agora demanda responsabilidade e isso é chato, pois ainda há um pré-adolescente dentro de nós que sente falta de agir inconseqüentemente com era de costume.

Sem horários, sem preocupação e sem dinheiro. Éramos assim e vivíamos muito felizes, pois os horários e compromissos de hoje em dia só servem para nos sufocar, e o dinheiro que ganhamos com o tão sonhado trabalho, não compra a felicidade da qual a gente desfrutava gratuitamente. Gratuitamente!

Fico me perguntando continuamente, para que rumo estou caminhando?

Não queria esperar chegar o futuro para saber onde tudo isso vai dar, a filosofia tornou as coisas mais sofridas e difíceis para mim. Agora, questiono e duvido de tudo, virei um pensador, e não sei se isso foi bom, não sei o que é bom, não sei se sou bom, não sei quem é bom...

Dá pra perceber que estou perdidinho né rsrsrs

quinta-feira, 26 de junho de 2008


Fazer o que...

Hoje me dei conta de que sou um péssimo administrador, perdi minha namorada, perco meu dinheiro, perdi minha sal...


Meu pai me ligou e pediu "500 ou 600 reias, tem como?" "Olha pai, não tenho muita certeza, mas acho que tenho esse dinheiro sim, estou num restaurante agora e daqui a mais ou menos uma hora te ligo." Foi essa minha resposta. Ele havia me pedido dinheiro emprestado e eu estava orgulhoso por poder ajudá-lo num momento de dificuldade.
A decepção


Após terminar o almoço, fui rapidamente ao banco verificar meu saldo disponível. Estava torcendo para ter pelo menos 500 em conta, quase caí trás, só tinha 144 reais! Eu havia gastado tudo sem nem perceber, nesse mês recebi dois mil reais de salário e torrei tudo num piscar de olhos. Fui a um atendente para que ele me confirmasse se estava tudo certo mesmo, e ele me assegurou de todos os meus gastos e do que restava do dinheiro.


Não sei como contar para meu velho, ele já me ligou de novo, eu não retornei. Não sei como ajudá-lo. Cogito agora a possibilidade de tomar a referida quantia emprestada de algum banco. Será massante ter que arcar com ela, mas tenho que ajudar meu pai de alguma forma.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Confissões


Eu deveria ter posto um fim antes que a água tivesse chegado ao pescoço. Antes que tivéssemos sido molhados juntamente nas águas do envolvimento corporal.
Os laços já estavam mais forçados do que aqueles de marinheiro, amarramo-nos paulatinamente um ao outro ou outro ao um. Nossa idiossincrasia era uma bela relação, um exemplo de confluência, de convergência, de encontro, de junção...
Mas um deles não estava de acordo, não mais correspondia, nem comprava chocolates ou mandava mensagens pelo site da claro, a parte feminina dava tudo de si e fazia até o que não estava ao seu alcance.
"Tudo pelo homem", parecia ser esse o dilema da moça, mas o canalha, o miserável não correspondia à altura, nem sequer se lembrava de coisas importantes para ela, pode ser que ele nem se lembrava que era comprometido, esquecia-se de tudo, de todos, e dela até...

(continua)

domingo, 23 de setembro de 2007

Acho esse texto interessante (não reflete meu "status quo")


Eis-me aqui novamente, dessa vez sem ficção. A fim de, tão somente, "tentar" compartilhar um drama metafísico.
Embora eu já tenha dado inúmeros conceitos para meus maus bocados, acho que continuo sem saber o que mais se aproxima de um... ...quem sabe um substrato. Até agora só cheguei perto dos "pseudos".
Sinceramente, dá uma raiva! A droga da essência do problema não emerge! Já cansei de perguntar para mim mesmo o que que tá pegando, (Ops! Tô subvertendo a linguagem. Desculpe.) mas como sempre, tenho obtido silêncio como resposta.
É, como eu disse num texto (abaixo) massante essa rotina (apesar de que a vida é uma rotina), mas falo dos pormenores, dos ruins, dos aniquiladores de sonhos, esses sim são devoradores de tudo.
E para acabar de acabar, acabou meu dinheiro (tão cedo). Já estou quaser para receber de novo para, tão cedo, devolvê-lo aos outros, aos tantos novamente.
Mas, eu estava falando de problemas, né? Desculpe minha desconexão. Sou desligado mesmo. Você ainda quer ouvir? Então tudo bem. Continuemos o ratiociniu.
Não consigo conversar com ninguém. Se for conversa sincera não. Meus valores estão corrompidos e isso me causa constrangimento. Discorro apenas sobre assuntos supérfluos e não consigo, de forma alguma, exercer dialética com minha família e minha namorada.
Falta-me um norte, ou talvez um oeste, um leste e sul cairíam bem. Na verdade já os tenho, mas não os sigo, e, por conseguinte, extravio. Passo por lugares sombrios, os quais, não encontram definição na mais lúcida racionalidade. É o eu, o inter, o cerne da questão que, com certeza, eu não daria para Freud resolver (ele só sabia falar de sexo).

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Ruina,...

...é essa a denominação de meus últimos dias. Tudo se configura e forma uma situação que demanda (mais uma vez) profunda reflexão. Esse negócio de tentar fazer as coisas, me pesa muito. Qualquer coisa!!! Em certa feita, minha namorada disse que eu era muito exagerado. Concordo. É só aparecer um probleminha que eu faço dele um furacão de 200 Km h (tenho esse dom e não sabia). Mas o que acontece é que quando me vem um desajuste, todos os outros problemas emergem (já deu para perceber que tenho muitos né?), daí fico com tudo aquilo na cabeça, e concomitantemente penso em largar tudo. De vez. E ir embora ou viajar. Mas a voz interior (que todo mundo tem), me diz não, daí eu fico, para, mais uma vez vivenciar tudo de novo. Que massante!!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Crônica das salas vazias


Cheguei atrasado à aula (como de praxe) e fui para o meu lugar de sempre, o fundão. Sou o único que senta lá e isso nunca me foi um problema. Quando eu estudava em escola pública as salas viviam lotadas de uma maneira tal que por diversas vezes foi necessário buscar cadeira em outra sala, por isso alguém tinha sempre que ocupar o fundão, eu estava sempre lá firme e forte. Exceto em uma série (que eu não me lembro qual) em que eu permaneci o ano inteirinho sentado na primeira cadeira da fileira que defrontava (por incrível que pareça) a mesa do professor. Não sei o que houve comigo naquele ano. Foi um surto. Até que entrei na faculdade onde as cadeiras estão em sua maioria vazias e a voz do professor se propaga na sala.

Reflito, talvez se os donos dessas instituições privadas pensassem de uma maneira menos capitalista, eu até que seria menos injuriado por sentar onde sento, pois estou certo de que ainda existem aqueles que aspiram por um dia quem sabe, poder sentar nem que seja nesse lugar tão questionado nas salas de aula, e certamente, compartilhar comigo os ultrajes dos tutores. Existem é claro, diversos outros motivos pelos quais eu não tenho mais companheiros. Muitos não têm como pagar as mensalidades caras das faculdades particulares, isso sem falar nas públicas, que aplicam provas dificílimas em vestibulares, nos quais os candidatos são submetidos em alguns casos a uma maratona de provas que dura em média dois dias. E aquelas questões que são do tamanho do Salmo 119, sobre isso meu amigo Antônio comentou: “Eu até que sabia resolver às outras questões, mas não tive tempo. Deixei algumas sem resolver”. Bom, ele foi aprovado. E quando conseguem entrar como meu amigo Antônio, começa outro problema. Ninguém sabe realmente quando começarão as aulas, pois as férias foram, não raro, prolongadas pela greve de servidores públicos que (sinceramente) não tem motivo nenhum para murmurar do salário que recebem. Enfim, os professores lutam e relutam para que eu vá pra frente, como se de fato fosse fazer alguma diferença na minha absorção do conteúdo, alguns nem ligam, mas outros ainda tentam de um jeito timidamente simpático arrastar-me para as primeiras cadeiras da sala: “Ô Geraldo! Junta aqui com a gente.” Ou então: “Porque que aquele rapazinho ta lááá no fundo?” etc. Gostaria que, de fato, as universidades fossem entupidas de estudantes, ironicamente eu adoraria ter que esbarrar em pelo menos duas mil pessoas quando quisesse dar uma volta na hora do intervalo, ou ter que desistir de tirar aquela xérox que o professor exigiu por causa do excesso de contingente no balcão. Como seria bela essa visão! Minha aspiração pelo acontecimento dessa utopia dá-se não pelo fato de eu querer que os professores me deixem em paz, mas sim pelos milhares de talentos que estão sendo ignorados por que falta verba, ou simplesmente por falta de paciência dos governantes de fazer um investimento a longo prazo. Sinceramente, daqui do fundo vejo tudo, os meus dedicados amigos, meus competentes professores, e mais que isso, vejo dezenas de lugares vazios à minha volta. Quando tenho vontade, ocupo três cadeiras sozinho.

sábado, 5 de maio de 2007

Ô Brasil preconceituoso.


Estive estudando essa semana sobre um fato que ocorreu no âmbito do projeto oitocentista de criação da nação brasileira. No texto que eu estava lendo dizia que ao andar pelas ruas cariocas você podia normalmente deparar-se com um doente mental e morador de rua. Quando essas pessoas "passavam dos limites", elas eram presas em cárceres ou as vezes em celas especiais de hospitais sem o tratameto devido que lhes devia ser conferido.
Incomodados com esse fato, um grupo de médicos (higienistas em sua maioria), começou a lutar pela construção de um hospício para estes "loucos". Como fruto de sua enfadante luta, o hospital foi construído no início do séc. XIX. Daí acontece uma coisa que me muito me incomodou, a instituiçãonas suas duas primeiras décadas foi péssimamente dirigida, e um inquérito enviado ao governo dizia que a casa era apenas uma prisão de loucos.
Esse parecer nos dá espaço para uma nova interpretação do real propósito da criação desse "hosital psiquiátrico". Pois os alienados eram vistos como perturbadores da ordem pública, obviamente eram presos porque deviam estar perturbando essa "lei ética". Mas esse projeto teve seu desenrolar no mesmo período da criação do projeto que estava sendo criado para o Brasil. Talvez o real propósito (implícito, é claro) dessa higienização, era de higienizar as ruas dessas pessoas, tentar deixar nosso país esteticamente bonito, sem loucos, sem perturbadores da ordem pública, da moral e dos bons costumes.
Realmente os higienistas fizeram jus à sua profissão, higienizaram o local, mas desprezaram o verdadeiro sentido de sua profissão quando deixaram de propagar o amor através das mãos médicas, quando deixaram que o julgamento moral prevalecesse do dom natural ao qual todo homem está destinado, o dom da liberdade.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Ufa...

... que bom! Consegui criar meu Blogspot, só eu sei o que já rodei pela net em busca do dito cujo, bom, já que estou aqui digo que sejam bem vindos. Mesmo! Nao vou pedir para voces comentarem por que eu também não tenho muita paciência para tanto.
Ademais, gosto muito de escrever sobre mim de uma maneira crua e nua, portanto, se vocênao entender meu texto, não ligue, nem murmure, as vezes nem eu me entendo.


'Jr.'