terça-feira, 9 de novembro de 2010

Meu e-mail à Defensoria Pública da União



Prezados

Há alguns meses me inscrevi no ENEM, assim como milhares de jovens pelo Brasil. E assim como grande parte desses inscritos, eu me decepcionei. Não recebi a carta que indicaria meu local de prova, nem tampouco mensagem em meu aparelho celular ou em minha caixa de entrada de e-mail. Ou seja, fiquei à mercê de minha telepatia, que não funcionou. Mas é aí que mora a coincidência, por que o site de vocês também não funcionou, bem como o serviço de telemarketing. Tudo que o que eu queria era uma senha de acesso ao sistema do INEP, que chegou no dia seis de novembro exatamente às 4:28 da madrugada (ok, em tempo). Com a senha em mãos e feliz, pensei: "Legal, não vou perder a prova".
Puro devaneio desse jovem mancebo. Ao adentrar novamente o referido site, a senha não me serviu, ou o site estava congestionado por putos da vida como eu.
Enfim, não deu certo! E agradeço a vocês por me mostrar que no Brasil a gente vira ladrão por que tem que virar sozinho, sem capacitação...

sábado, 6 de novembro de 2010

"Querido diário...



Hoje é como se chovesse ácido e corroesse o restinho de felicidade de ontem.

Como se o asfalto estivesse com raiva de mim e cavasse buracos em si próprio.

Como se o vento soprasse areia nos meus olhos.

Como se meu dinheiro se gastasse sozinho pra me deixar na dureza.

 Como se meu celular pirasse por querer pra você não me ligar.

Como se meu violão quebrasse as cordas como quando a gente quer arrancar os cabelos.

Como se minha garganta queimasse pneus na goela pra comida não passar.

Como se as paredes da minha casa parassem de suar pra eu morrer de calor.

Como se a lua sumisse pra eu não pegar aquela minha.

Como se esse texto valesse a pena."

Situações



Você disse que estava mal
Isso é engraçado
Porque tu apareceu
Quando eu disse que
Tratava-se de um recado

Era de um brother
Que está bem longe
Pediu que eu me referisse
Ao discurso dele de ontem

Mas acabei dando meu recado
E você na sua sutileza
Teve de ouvir os dois
Primeiro o meu
E o dele depois
Mas os dois quem narrou fui eu

Difícil isso
Ser essa tal ponte
Porque eu não quis sê-la
E você sabe amigo
Ainda há Lika na minha fronte
Não faça mais isso comigo

Mas eu te quebrei esse galho
E você me quebrou as pernas
Nós dois com caras de otário
Fazendo textinhos pra ela

Agora vou dormir
E quando voltares aqui
Sentaremos nós três
Tomando uma cerveja
Colocando os flertes na mesa
Dispararemos a sorrir

(sentimento bom)
(amo vocês dois)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Momento nostalgia




 Você sempre faz uma careta quando não sabe o que dizer

Ou então me beija

Você sempre diz: “Idem”. Quando lhe faltam argumentos

Ou simplesmente me beija

Você também gosta de deixar a louça pra mim

E pra eu lavar, me beija

Lembra aquela conta caríssima daquele restaurante chique que eu paguei sozinho?

Pois é, você me beijou antes de se levantar

E quando seu pai me expulsou da sua casa

(risos) Você me beijou na frente dele

No nosso primeiro encontro, quando eu tentava ser educado

Seu “oi” foi um beijo na minha boca

E quando eu estava triste, e com aquelas ressacas morais de quem havia se drogado muito na noite anterior

Você me curava em com beijo e tolhia meu pranto

Eu também já te beijei quando você estava chorando

E como você chora...

E como você beija também.  Como você beija bem.

Tsc.

Não rola mais não é?

Eu sei, desculpe.

Deu vontade de tocar no assunto, só isso.

Até mais.

Um beijo.

Talvez parem de encher o saco!!!




Todo músico tem um fuso horário particular

A gente funciona diferente das outras pessoas

Temos outra visão, sobre a arte, porque a vivenciamos

Muita gente não sabe, mas na maioria dos shows, a gente recebe menos do que o combinado.

Todo mundo acha que todo músico é galinha e come geral.

Todos os drogados acham que somos drogadas, e nos oferecem cocaína e maconha o tempo todo.

Em alguns estabelecimentos, os proprietários acham que músico não come.

Todo show é bom desde que toquemos todos os pedidos. Do contrário: “Esse merdinha não toca nada!”

Sempre tem alguém para nos tirar a concentração só para pedir uma música no momento em que estamos 
executando outra. Tem uns que vêm falar no pé do ouvido, cuspindo.

Toda garçom é lerdo. Volta e meia eles esbarram no pedestal dando-nos uma microfonada na boca.

Todo mudo acha que somos enciclopédias musicais ambulantes.

O show não pode acabar nunca. Se você é músico, tem que tocar a noite toda. Porque afinal de contas, tocar não cansa não é? E cantor nenhum fica rouco!!!

E outra: “Nada de intervalo, musico bom vai direto até o final. Que se foda o show de amanhã!”

Toca Raul cantor filho da puta!!!!