sábado, 20 de fevereiro de 2010

Hoje


Há dias em que nada nem ninguém é melhor companhia do que o silêncio
A liberdade de poder manter a porta fechada torna-se um conforto
As vezes me alivia o fato de poder transitar nu pela casa ouvindo a música que quero no volume que quero
Conversar com meu cachorro e ler alguns conselhos em seu olhar transparente me faz entender que sou compreendido por alguém
Pra ser bem sincero, ainda não fiz nada disso hoje, mas tudo isso faz parte das coisas que mais me acalmam
Tenho um cd de solos de gaita, (putz!) como é bom (aliás estou ouvindo ele agora).
Saí pra tocar ontem, recebi meu menor cachê, quebraram quatro cordas da minha guitarra, eu estava cantando e fiquei rouco no meio do show, rs, parece piada!
Meu pai acabou de entrar no meu quarto xaropando porque eu não fui almoçar. Ele não sabe que tinha rango na geladeira. Aliás, ele nunca sabe. O que interessa a ele são só os ovos e o refrigerante.
Mas estávamos falando de mim não é mesmo.
Mas pra ser bem franco, acho que por hoje acabou assunto. Secou a fonte. Foi-se a inspiração.


Cara (putz!) agora eu tô ouvindo a faixa 11 do cd de gaita. Se quiser, posso fazer uma cópia pra você amigo leitor. É só enviar o pedido para: juniorsattamini@gmail.com , não esqueça de colocar endereço com CEP e eu envio gratuitamente. É sério!!!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Música


Eu ontem vi um Girassol amando um pássaro
Não tinha asas nem bico, não voava, não era um pássaro
Sonhava em ter um beijo do bichinho voador
Queria voar o dia inteiro ao lado do seu amor

E veio a ave, sacou alguns olhares daquela flor
Pensou ligeiro, vou sentir seu cheiro, o seu odor
Duas espécies diferentes se amaram sem cobertor
Mais uma prova que não há limites pro amor

Não, não há limites pro amor
Não, não há limites pro amor
Não, não há limites pro amor
De um Girassol e um Beija-flor

Dá série: "Só pra não passar batido..."


"Sem sombra de dúvidas, o maior prazer do ser humano consiste no ato de mijar!"

Jr.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O samba


O samba tá nas veias do brasileiro

Da primeira hora do dia

Até o minuto derradeiro


Ele samba pra sair de casa

Rumo ao trabalho diário

Ele samba sozinho no juízo

Até que consegue um atalho


Senão, o pobre brasileiro

Se atrasa e não chega no horário

Não confia só na lotação

Que não cumpre seu itinerário


Volta ao lar sambando feito louco

Pra beijar a patroa

E saciar a fome

Sobre o velho pão com ovo

Na casinha de madeira

Quase no pico do morro


Termina o dia do brasileiro

Junta as forças pra no outro dia

Juntar um pouco mais de dinheiro

No seu velho samba de breque

Não sei como alguém consegue

Sorrir com tanto molejo...


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Teimosia


Por um triz você pega
Ou por dois trizes você me cega
Pois apela ao me ver com ela
Com um paliteiro quase minha vista afeta

A repreensão tu não encerra
Vou-me embora
Deixo a porta entreaberta
Num xingamento de alfa a beta

Procurei a pista certa
Nesse vaivém que num cessa
Perguntando mesmo: “Se você te presta?”
A reconciliar-te com um cabra que num acerta

A arriscar em outra paixão incerta
O querer tão raro
Que numa outra vida ou que seja nessa
Vais amar, amar, amar à bessa

Mas vou narrar um fato
E ouça só, ouça essa
Existia um cara, com a seguinte escrita:
“Te chifrei”, no meio da testa

E com tal chapa na fronte só lhe resta
Adivinhar as fuleiragens e festas
Para aproveitar o bagaço
Pois será tudo o que lhe presta

Tão pequeno moído que passará na fresta
Da porta que firmemente agüenta
As fortes batidas e moléstias
De brigas e amores infinitos e sem modéstias

A um amigo meu... (...baixo roubado)


Te levaram, e agora?

Quem vai falar por nós? Ou por mim?

Quem vai agora arrancar-te os sorrisos?

E que dir-te-á ao bailar?

E há de bailar contigo, ó tocador?

Te desafiar à porrada em suas grossas cordas?

Mirar-te da ponte ao cabeçote?

Da solda fixada ao captador de dedos?

Onde estará tua profunda atividade senão na palma de teu dono?

Ó meu instrumento de extenso de braço anabolisado!

Contra trastos a mais, e casas a sobrar em meus membros unhosos!!

Crescem as exclamações para meus gritos!!!

Esperando tu expelires tais melodias!!!

Quais fores tuas mãos guias!!!!!

Sejas melódico e contagiante!!!!!!

Pois já contagiaste a um. Contagia, agora pois, a outro ser!!!!!!

Faze-o requebrar nesses compassos estranhos que outrora soaste!!!!!!!

Fora, sim, aceso em chulas caixas...

Mas que em sentimentos mil, sobrepujaste o cantador irado pela tua performance!

Ouvindo tudo o que ouviste!

Digo-te só uma coisa:

Sejas vivo por uma época!

E sejas companheiro e conserva-te sem arranhões..

Até nos encontrar novamente.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Baladas e futilidades


Pensei em analisar a noite de hoje! Pois bem , analisemos!

Fui à uma balada, (antes de tudo, estou embriagado! Desculpe-me os erros )

Vi mulheres lindas, dignas de uma breve cobiça, a não ser pelo fato de exigirem uma certa racionalidade, no mínimo. Não havia ninguém! Absolutamente ninguém!

Eu estava bêbado, absolutamente! Mas não perdi minha consciência tampouco meu senso de intelecto! Mesmo bebido, comecei a meditar nos motivos de uma delas se sentir gostosa!!! São tantos: Bunda grande, rebola bem, tem uma boca sexy, ou uma fama qualquer... etc...

Para mim não passa, de subterfúgios para ser “pegada”, da uma com um cara que tem um som massa no carro ou algo do tipo.

A gente (homens) não é ta queimado quando freqüenta este tipo de ambiente, mas vcs (mulheres) caem na brasa da boca do povo! Enfim a galera acha que ta tudo liberado quando vocês estão nesse tipo de lugar!!!

Poxa vida, eu estava nessa festa só para extravasar um pouco, para beber e conversar, mas chegaram muitas coisas aos meus ouvidos que me motivaram a escrever isto!

Poxa vida, eu sei que vocês não devem nada a ninguém! Mas se cuidem um pouco mais. Às vezes os ambientes lhe são uma característica (e tanto) ...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Intenso e desnecessário


Não sei porque você falou aquilo naquele dia

Tu deve ter achado

Que eu não iria sacar nada

Só porque eu tava na euforia


Nada me deixou menos lúcido

Nem o Brown, nem a cerva

Só dei uma voada

Quando você começou com aquelas merdas


Aí cara! Não me leve a mal

A noite tava boa

Mas seu comentário intenso e desnecessário

Acabou com todo o astral


Fiquei puto pra caralho

Tentando achar um motivo

Para as palavras que você disse

Impróprias para o horário


Poxa irmão, desencana!

Eu gosto de tu pra caramba

Mas na boa, não insista em lutar

Por alguém que não te ama


Por que com esse seu papo paia

Será um pouco tarde

Quando com esse tipo de potoca

Perder algumas boas amizades

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Um pouco de saudade


A saudade pode se tornar um dos males da vida. Depende da ênfase que se dá a ela. Quanto maior o espaço que a gente cede, mais ela se estica.
É fácil de ser alimentada: Uma cadeira vazia na mesa, um espaço a mais no sofá, ou uma ausência no MSN, são meios pelos quais ela se multiplica dentro de cada um de nós. Amigos, algum cachorro legal, um alguém especial (é um flerte fatal).
As músicas lhe são também um eficiente adubo, aqueles temas de Bon Jovi, Creed, Paralamas, fazem a árvore aparecer repentinamente com frutos de melancolia que não queremos deixar de colher. Pois, por mais nostálgicos que nos faça sentir, de um certo (e curioso) modo gostamos de estar assim. Significa que ao menos temos algo para sentir falta, temos um histórico! O vazio que se instalou dá-se porque tínhamos algo ou alguém, e se isso ou esse não retornar, temos a insistente esperança de que um outro está por vir, e quando vier lançará por terra os motivos ruins para caminhar à noite ouvindo músicas depressivas. E trará um ar puro ao pulmão.
Só então, finalmente, sentiremos uma nova saudade, mas só por alguns minutos ou horas. Pois dessa vez haverá alguém por perto.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Desabafo

A confiança é como uma montanha muito alta a ser escalada. Tem aquelas pedras escorregadias, aqueles insetos que a gente não conhece, cipós que não são confiáveis. Não há atalhos nem mapas, tudo é súbito. Enfim é um martírio!
Algumas pessoas que eu não esperava, pisaram em falso e caíram da minha montanha essa semana. Fico pensando no que elas farão para subir novamente (caso queiram né). Eu costumo facilitar o acesso ao topo, como já disse em algum texto anterior: “costumo acreditar nas pessoas” e não é por que isso aconteceu que essa crença será lançada por terra.
Pois apesar dos defeitos, sei que sou um cara legal. Sei ser amigo, gentil etc. Vou continuar dando a mão a quem se predispuser a subir. Vou mostrar como a paisagem lá de cima é bem bonita. Cheia de música e boas palavras.
É isso...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Justificativa


"Digo que sou vagabundo por que creio que o ser humano precisa de períodos de vagabundagem, seja para ficar à toa ou para intraconfinar-se numa reflexão filosófica. Eu por exemplo, reservo alguns períodos para isso!"

Jr. Sattamini

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A música e nós


O guitarrista da minha banda tomou uma decisão. Que me afetou não mais do que a ele.

Como sabemos, a vida é feita de escolhas, suas conseqüências são resultados das somas e subtrações que configuram essas decisões.

Bom, ele estava noivo quando o convidamos para tocar conosco, ele prontamente aceitou a proposta. Mas a noiva do rapaz começou com aquelas crises de possessivos o atacou: “Você escolhe, ou eu ou a música!” A resposta foi quase automática, o guitarrista assinalou a letra “b” na mesma hora e entregou o gabarito. Para terminar ela encerrou: “Tudo bem, então vá para o inferno você e sua música”. Ele não foi para o inferno, mas foi com a gente tocar num show no mesmo dia do fatídico.

Na boa! Isso não entra na minha cabeça (apesar do tamanho dela). Na condição de músico, sei perfeitamente o quanto somos assediados, só que ainda não me jogaram calcinhas nem sutiãs. Isso é normal na nossa profissão, e como observamos acima, essa garota estava insegura quanto à seguinte questão: “Eu não sou essa coisa toda, então se aquele galinha ficar rebolando com a guitarra, alguma piranha mais bonita do que eu vai arrastar a cauda (que ódio)”. É óbvio, ela estava insegura e descontou no camarada exigindo uma decisão um tanto injusta.

Somos músicos e amamos a música assim como podemos amar nossas esposas, namoradas etc. Mas a música será sempre um amor eterno. A música nunca irá pedir divórcio, nem o fim do namoro. A música nunca pedirá para eu largar minha namorada ou esposa, que seja! A música nunca pedirá para ser exclusiva, muito pelo contrário, ela quer ser compartilhada. O egoísmo não faz parte da vida de um músico verdadeiro, está em nós repartir o pão, repartir os sentimentos de cada acorde e dissonância.

A música não é exclusividade nossa e não somos exclusivos dela nem de ninguém, ainda mais de um ser que pode a qualquer momento nos virar as costas.