quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Grude


- O que que e isso Janivaldo?!? Porque que eu vi a coberta chacoalhar na altura da sua cintura?

- Vê se dorme mulher! É que quando eu to dormindo eu tremo!

- Ah é? E por que que tá molhado aqui ó? (ela aponta)

- Acho que sonhei mijando!!

- E mijo gruda?

- Mijo de homem gruda. Nunca ouviu falar?

- Mijo de homem e mijo de mulher é tudo a mesma coisa Senhor Janivaldo!!!

- É não! O mijo masculino torna-se viscoso pela contribuição do componente pretenhogicesfrausticsilinheadospotocsiraentunereneçandelouis.

- Não acredito.

- Tsc! Mulher grudenta!

- É só parar de mijar em mim, unf!!!...

(ToMa!)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Um brinde!!!


Magali se levantou e firmemente esbanjou certeza:

- Não devemos votar na Dilma;

Francisco interrompeu:

- Não devemos uma ova! E não me venha com esse papo de desenvolvimento sustentável, não voto na Marina nem a pau!

Gerson sabiamente:

- Gente, guardem suas opiniões pra urna, pois no fim das contas é lá que estarão depositados todos esses protestos, berros, e anseios. Tenho dito, e desce mais uma Skol garçom...

Mariana curiosa questionou Magali:

- Cumadi, só pra constar, porque não devemos votar na Dilma?

- É óbvio. Se a Dilma ganhar quem será a Primeira Dama?!?!?!?

(Silêncio....)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Estranho e o Amor"


Onde o amor está

Ali procuro um banquinho

Para ao lado me sentar

Tento puxar assunto

Para amigo dele me tornar

Tento saber entre indiretas

Que rumo ele vai tomar

Pois se fugir ao meu itinerário

Poderei extraviar

Para que na esquina mais próxima

Eu gire na mesma órbita

De quem sabe o que é amar

Mas não fuja de mim

Não queira meu canto calar

Nem minha chama apagar

Você é o único combustível

Que faz meu fogo queimar

E se você se acabar

Simplesmente não vou acreditar

E apenas com minha fé

Hei de fazê-lo ressuscitar

Tornando-me merecedor

Aquele que deu vida ao amor

Que em troca lhe mostrou o que é amar...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

A camiseta vermelha que eu te dei


Espero parar de sofrer
Ou ficar de boa com você
Arranjar um emprego legal
Pra gente poder viver

Ter você de volta na minha
Te abraçar vendo um filme
Te amar sem oscilações
E te chamar de Pretinha

Um picolé e uma água de côco
De um jeito que não acabe
Deitados nuns tnt's
Curtindo domingo no parque

Cuidando de você
Mesmo estando longe
E mantando a saudade
Através do telefone

E ali chorar
Você por fora
E eu por dentro
A gente se ama
Cada um do seu jeito

Você sensível
E eu meio rude
E pra me tornar compatível
Confesso:
Fiz o que pude

Seu jeito alegre
Mesmo em melancolia
Me mostra o esforço
Mesmo num dia torto
Em me passar alegria

Mas ao que me parece
Isso não foi suficiente
Pra nos deixar juntinhos
Precisamos de águas presentes
E removermos esses moinhos

Nem em casa e nem na rua
Não há bons amigos
E tenho medo de morrer
No fundo no fundo
Sinto um medo profundo
Pois só tenho você

Você pediu pra eu não escrever
Me perdoe Não pude me conter
Quando subitamente
Bateu uma saudade de você

Daí aqui me afoguei
Nesse poema enorme
Sobre algo que tortura
Abstrato e uniforme

É porque
Em se tratando de você
Haja linhas e haja tempo
Cuidado e develo
Tudo isso a escrever

Estou melhor
As lágrimas secaram
Mas que droga!
É só tocar no assunto e pronto
Elas voltaram...

Como vou recomeçar se você não está mais aqui

Me lembro que em meus últimos recomeços você foi quase protagonista

Mesmo longe era legal. Era mesmo legal

De uma coisa estou certo. Você é a menina certa

Só que eu fiz com que o momento parecesse errado

Minhas escolhas fez com que derramássemos lágrimas

Eu vivia cansado e sem grana

E você nem ligava pra isso

E acho que não há mais ninguém assim

Ninguém

Você é linda e eu adoro o seu cheiro

Por favor, me deixe ir ao cinema com você novamente

Passe ao menos mais um domingo no parque comigo

Lembra aquele clipe que gravamos pra faculdade?

Eu fui o cara pra você

E você era a garota pra mim

Ainda somos um para o outro

Disso estou certo

E como estou

Como estou

Te amo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

rasneP


E eu pensando que viver fosse uma coisa. Descobri que é outra totalmente diferente. Que eu ainda não sei o que é. Por enquanto como complicou Descartes: “Só sei que nada sei” (porra: foi Sócrates; desculpaeh!!!). A certeza que tenho quanto a isso se acentua na medida em que tento entender o que me parece a cada minuto mais inintendível (entendeu?). Pois é, nem eu! O foda dessa merda toda, é que não sei porque ainda perco tempo com isso, sendo que creio num motivo plausível para continuar confundindo passos com cervejadas, ou enrouquecendo minhas sensíveis cordas para agradar meia platéia que não paga couvert. Parei de ler aqueles filósofos que me fizeram um perfeito pseudointeligente e me tornei um verdadeiro burro feliz. E acho que é melhor assim. Mas ainda há uma melancolia remanescente de meus tempos de pensador.Volta e meia me pego com o dedo indicador da mão direita no queixo sinalizando alguma linha de raciocínio inútil, e que, não obstante, me faz chorar. Digo porque parecem lágrimas à tôa, sacou? Não muda porra nenhuma! No dia seguinte me pergunto a mesma coisa e assim prosseguem meus exercícios cerebrais invariavelmente. Mas eu tô parando com isso. É sem querer mesmo. Acho que estou mudando por osmose. Espero que isso seja mesmo uma metamorfose. Daquelas cuja lagarta lerda e rasteijante sai de cena e dá lugar a borboleta que voa sem fronteiras em meio às flores. Ai que fofo!!!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Reflexo, Reflexão

Você já se viu hoje? Perguntei se você já se viu hoje? É isso mesmo! No espelho! Doooo! É um teste, quando você se vê, você vê o que é, o que quer ser, o que já foi, e o que você jamais quer ser. O espelho, não é apenas seu reflexo, mas o reflexo de suas atitudes. Já parou para pensar que em seu semblante estão estampadas as cicatrizes de suas ações?
Pois é tudo o que você fez para o mundo até hoje aparecem bem focado diante de você todas as manhãs, não adianta fugir disso e nem passar um Veja no vidro, porque a mancha está em você, e não vai adiantar tomar um banho de Veja (danadinho!).
Porque o espelho, lhe mostra até as feridas morais, você chora diante de si mesmo, ou passa a mão no rosto e assopra ao mesmo tempo, ou quando abaixa a cabeça de tanta vergonha, é por que não aguenta mais se olhar. Você pode até ser bonito, Mas o espelho te mostra se o que você fez ontem é tão bonito quanto seu rostinho liso, ou seu cabelo encaracolado.
Não adianta fugir de nossos valores, a gente se autocondena numa boa, só basta se olhar e parar para pensar. Mas também é bom se olhar de bom humor, ahhhh como é bom se sentir o fodão. “Cara, ela me ama”, “Putz, tá mandando bem heim parceiro”... …são inúmeras as frases que o pobre coitado do seu espelho tem que ouvir. Isso sem falar daquelas menininhas à tôas, que torturam o pobre coitado com aquelas fotos ridículas, entortam o beiço pra lá, e ainda tem algumas toscas que nem desligam o flash (aff).
Eu gosto do meu espelho, até troco uma idéia com ele, peço opinião antes de sair, quando tenho algum show, e em momentos difíceis eu evito ele. Porque pudera, é foda se ver numa maré de azar. Mas como todo mar revolto, os ventos passam e vão embora dando a vez a calmas águas e uma imagem bonita no espelho...

...KKKKKKKKKKKKKKKK...


A vida é mesmo engraçada né? Por isso ainda quero dar boas risadas com ela. Na verdade a vida é uma loooooonga e demorada piada onde a gente sorri até antes dela terminar. Por que o fim da vida, para muitos é uma piada de mal gosto, ondem a absoluta maioria se veste de preto e chora. Mas não estamos aqui pra dar ibope a esses downs espalhados por aí, me esforço pra deixar de ser um e cair na gaitada.
Ninguém pára pra pensar no quanto a gente sorri enquanto se está aqui. É tão saudável para os músculos da cara quando esprememos as bochechas, arqueamos os dois lábios para cima, deixando à mostra o sininho da garganta e as cáries. E depois quando a gente relaxa, parece que recebemos uma massagem beeem caprichada, relaxa pra caraaaaalho morô mermão! Isso porque quando a piada funciona, o cérebro libera edorfina e serotonina, são as droguinhas orgânicas do prazer e da felicidade e que ainda por cima ativam o sistema imunológico dando uma bicuda nas doenças ocasionadas por estresse (kkkkkkkkkk). Porra bixo, quanta vantagem há em alegrar-se, além de relaxar, ainda se vive mais.
Eu acho que, da galera daqui, eu sou o mais mané. Me amarro em soltar minhas gargalhadas que sobrepoem facilmente qualquer vuvuzela. Tem gente que me estranha, quando eu passo dos contínuos e corriqueiros dez minutos rindo direto, sem parar, ininterruptamente, da mesma piada...
Mas fazer o que, eu gosto!
Não joguemos nosso tempo e dias fora, faça valer pena o movimento dos seus pulmões e o sopro de vida que Deus lhe deu, pois no fim das contas o que Ele mais quer é te ver sorrir. E eu comungo o pensamento de Charles Chaplin quando disse que “um dia sem rir é um dia desperdiçado”.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Amor maduro




Em quase tudo você está

Do lado direito do espelho

Me abraçado e verificando

Se me vesti direito


No porta retratos

Que fizemos com cola e varetas

Onde, por sinal,

sempre combinamos as caretas


Nos jogos do Flamengo

Onde a nossa euforia

Tinha mais acréscimos

E ultrapassava o segundo tempo


Naquelas comidas mal feitas (rs)

Não fazia teu estilo

A tal mulher rendeira

Por isso nas horas famintas

Dávamos boas risadas

Assaltando a geladeira


No jeito simples de amar

Sem grana, carro, nem ônus

Você deitava a cabeça no meu ombro

E dormiamos no banco do ônibus


A gente gostava diferente

Você me puxava p/ o escurinho

E eu com todo meu pudor

Te beijava no meio dum monte de gente


Só que passaram os anos

E veio aquele cara, aquele médico

Nos enviar a notícia

Do meu vindouro tédio


E foi dito e feito

No nosso último encontro

Demos um derradeiro beijo

Onde roubei seu último fôlego

Em nosso alvo leito


Mas nada hoje me entristece

Nem o tédio, nem a tarde

Nem o fel da velha idade

Ih! Lá vem nossa filhinha

Falaremo-nos mais tarde.


Sempre te amarei...



sábado, 1 de maio de 2010

Fim de festa


Em plenas seis da manhã, dei de cara com um monte de restos. O show da minha banda acabou às quatro, enrolei mais umas duas horas por lá, entre elogios à banda, comentários sobre a festa, bêbados tentando domar os carros desobedientes e corações partidos por tôcos.

Disse que haviam restos não foi? Pois é, refiria-me aos restos de cerveja nas latinhas, no resto de latas fechadas no freezer, no resto do caldo de feijão (que já estava gelado), no resto de voz que eu tinha no finzinho do show, no resto de energia do batera e do baixista, no resto de insistência dos bêbados que tentavam tomar meu microfone para fazer um back vocal!

Ainda haviam o resto de cantadas fadadas ao fracasso, o resto daquela vodka vagabunda que trouxeram, o resto da minha paciência com aqueles que derramavam cerveja perto da minha pedaleira (toda hora era necessário xingá-los pelo microfone), o resto de som do meu amplificador que ficava desligando.

Isso sem falar no resto de céu aberto que antecedeu a tenra chuva que ofuscou o arrebol, no resto de vontade que eu tinha de ficar ali, no restinho de espaço entre os dançantes para os embriagados se infiltrarem para chegar no portão, no resto de cigarro na carteira dos fumantes desesperados, no resto de mulheres para os galãs desesperados, no resto do cachê que foi pago depois do show, no resto de viciados que insistiam em me chamar para cheirar cocaína (mas não fui), no resto do meu microfone depois da queda que deram nele.

E por fim tinha o resto de uma noite frustrada para muitos, eu só fui lá para trabalhar mesmo, mas o resto da expectativa de muitos já estava no vermelho, houveram discussões entre amigos por causa de mulher, um outro bebeu demais por causa da mina que ele perdeu, um outro lá foi embora porque não gostava de fulano de tal. Porra! Um bando de adultos deixando resquiços de futilidades afetar uma bonita festa de aniversário. Estou estressado depois dessa. Até que a festa foi boa, mas ninguém saiu inteiro de lá, só sobrou o resto, menos da metade...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Música Profissional


Cara! Tô cansado dessa vida de músico. Mas eu estou mesmo cansado! Saturado! Decepcionado! E todos os “ados” cujo prefixo lembre algo ruim. Estamos entre a classe de trabalhadores que mostra o que há de mais bonito no nosso país (além da mulher), e por muitas vezes o que recebemos como recompensa é um tapinha nas costas seguido de um “parabéns, você mandou bem”. Todo mundo quer apreciar a arte, mas poucos se importam com o artista. Reclamam se a gente sobre o valor do cachê, reclamam quando a gente não sabe cantar uma determinada música do fulano de tal (como se fôssemos enciclopédias ambulantes de música) e ainda reclamam quando o show acaba, sem ao menos pensar que a gente não vai aguentar nem dar bom dia amanhã, por que a rouquidão será enorme!!!

Isso sem falar naqueles caras que querem se dar bem às suas custas, também são músicos. Hoje precisam do seu cabo, do seu violão, do seu microfone emprestado. Amanhã passam por você e fingem que nem te conhece, até esbarram em você como se fosse em desconhecido. Não te chamam parar fazer parte do show para te ajudar na grana. Convidam o fulano lá da casa do caralho só porque tem um nome no mercado! Bom, essa parte do texto é só pra lavar a roupa!

Sinceramente, o que eu quero é apenas tocar guitarra, e cantar sem ter que depender disso para comer e vestir. Porque a música se tornou coadjuvante entre a maioria dos músicos de nossa época. Os própios querem ser protagonistas e estão passando por cima de muitos valores morais e éticos. Ferindo uns aos outros, e desligando laços outrora saudáveis.

Por hoje é só, acho que vou ali tocar violão...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Da série minhas músicas: "Judite Maria"


Lá estava Judite Maria às seis da matina
Tomando um um café pra quebrar a rotina
Sair na madruga e acordar meio dia
Judite Maria sai pra dançar todo dia
E vira objeto de extrema cobiça
Se cabra safado pudesse comia

Lhe vi abrindo as janelas
E o vento batia em seus lindos cabelos
Meu peito fervia com tanta beleza que dali surgia
O sol que batia em Judite parece amarelo
De ouro que bate na testa da mina
A deusa vizinha que eu não conhecia

Mas ela me percebeu
Olhou nos meus olhos e me deu um susto
Um baque, um ataque de frases dentro do juízo meu
O sol que jogava o arrebol em cima de Judite
Me fez corajoso, me fez cabra homi
Matei minha fome na boca daquela mina

Lá eu vi o sol nascer (3x)
No arrebol meu bem querer

segunda-feira, 1 de março de 2010

Raciocinando


Tem dias em que se acorda bem, sem pretensões, motivos, vontades e com bom humor. Tudo pode permanecer normal, as coisas podem melhorar ou piorar. É curioso como somos suscetíveis a tudo, e como nos deixamos levar... como nos deixamos levar.

Hoje por exemplo, ocorreram duas coisas ruins desde que acordei. Mas não vamos falar sobre isso, nada de detalhes. Só o fato de eu ter mudado de ânimo já é uma boa pauta. E porque? Hã? Não sabe né? Não esquenta, eu também não.

Pois é, eu acho que o lance tá na gente mesmo, eu poderia muito bem deixar isso tudo passar batido, procurar uma outra solução e me manter meu estado emocional estável. Mas acho que dei muita bola ao problema e quem marcou gol foi ele. Enfim, acho que preciso de uma estratégia – não digo mudar de estratégia por que ainda não há nenhuma (aff).

(Caralho!!!) Nessas horas a gente não ri nem chora, eu por exemplo começo a mexer todos os pauzinhos ao mesmo tempo pensando: “Preciso de algo novo”. Sei lá, compor uma nova música, arranjar um emprego melhor do que esse, mudar de cidade (ah, como seria bom), casar, separar... É muita coisa para decidir num tão curto prazo de raciocínio que eu acabo por não amadurecer nenhuma dessas idéias e por conseguinte, não colho nenhum fruto.
Mas vamos ver: Eu toco violão bem, já fui locutor de rádio, vendedor, garçom, escrevo, componho músicas, tenho carteira de motorista e beijo bem. Aháá!!! (rs (esse “aháá” não foi nada, só me empolguei mesmo))

Dentro desses meus planos eu não descarto a vontade que tenho de voltar para a igreja, eu era bem mais tranqüilo. Por que no fundo, não sei se sirvo para essas coisas, cigarro, bebidas, baladas etc. Ainda tenho um pensamento muito careta, e gosto de ser assim. É, que texto heim! Desculpa te encher com essas coisas, é que eu tô meio estressado e não consigo ficar aliviado daí escrevo e escrevo!

Mas eu acho que amanhã estará tudo bem, só preciso de um bom banho e uma noite de sono no capricho para me sentir melhor, é óbvio que não vai resolver nenhuma das questões, mas estarei mais disposto para pensar sobre elas, não acha?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Toca aquela!!!


Fazer música é bom, é muito bom. Ser músico é uma dádiva que Deus me deu. Um presente que não sei se tenho como demonstrar gratidão. Mas tem gente que não compreende essa beleza, que resume a música a algo que faz dançar ou o a um simples fundo para preencher um silêncio. Terça agora estava eu num bar aqui por perto. Por lá alguns amigos meus faziam uma noite de música instrumental – onde não há cantor, as letras das músicas são executadas pela guitarra, saxofone, violão etc. Para não ficar só naquilo, há alguns momentos em que eles chamam cantores presentes para dar uma canja e apresentar suas composições. A noite estava boa, fui até convidado a dar uma palhinha, cantei duas músicas de minha autoria. Depois, eles retomaram o som instrumental – que era a proposta da noite. Lá por volta das onze chegou uma mulher alta, loira e desbocada. Sem saber do que se tratava, começou a gritar: “Vai ficar só nisso aí?”, ou então: “Ninguém vai cantar não?”, ou: “Acaba logo isso!!!”, enfim... Putz! Todo mundo no bar se sentiu incomodado, e principalmente os músicos, que não cobram um tostão para realizar a noite. Eu estava sentado ao lado da mesa dela e me virei para repreendê-la. Fui bastante educado e expliquei do que se tratava, expliquei até o que é música instrumental, mas a tosca não entendeu. Ela só sossegou quando a última convidada assumiu o microfone e cantou os clichês de Ana Carolina e Cássia Eller. Acho que ela escolheu esse repertório só pra calar a boca da dita cuja mesmo. Por que ainda assim, se ela se arriscasse a cantar uma música de sua autoria pode ser que de alguém da platéia surgisse um grito tipo assim: “Vai ficar só nisso aí?”, “Que merda! Eu não conheço essa música!”, “Canta Jorge & Mateeeeeeeeeeeeeeeeeus!!! Aff...