segunda-feira, 18 de maio de 2009

Finalmente


Depois de quase cair no mar bravio, depois de tanto remar à esmo e procurar por todo lugar. Depois de beber uma impura água, depois de respirar um impuro ar, eu encontrei vocês.
Depois de tanto chorar de tristeza, e desfalecer porque me doei e a recíproca nunca era verdadeira, depois de tanto empresar, ou até mesmo dar, depois de confiar e até defender a causa, nunca dava certo, mas eu encontrei vocês.
Depois de ouvir juras de amizade cheias de eloquência que chegaram a me convencer, vocês nem me disseram nada, mas nossa amizade é empíricamente comprovada.
Vocês preenchem meu vazio, me fazem esperar ansiosamente pela sexta-feira, e depois que ela chega, tudo que eu não quero é que a segunda-feira chegue.
É muito bom estar aqui, é muito bom ter um espaço que me caiba no coração de vocês. É muito bom tocar violão por noites, tardes e manhãs a fio. É muito bom transcender a má fase, é maravilhoso sair da depressão, vocês são divinos, vocês são ímpares.
Agora tudo está em calma pra mim, nem um estoque de maracujina me acalma tanto quando estar em vossa companhia, eu precisava de paz e acho que encontrei.
Eu encontrei vocês.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Hamas, terrorismo ou libertação?



Engraçado, quando estou a conversar sobre assuntos do tipo: guerra, terrorismo, Oriente Médio e conseqüentemente a longínqua guerra entre israelenses e árabes, é normal (normal até demais) ver aquele estereotipado sentimento de raiva para com o grupo Hamas.
Afirmo com veemência que não há motivos para odiar tanto esse grupo sem ao menos saber a razão pela qual ele existe, luta, bombardeia ou sei lá, use sua imaginação...
O Hamas, ao contrário do que a grande mídia brasileira prega e tacha, não é um grupo de seguidores de Osama Bin Laden doidos para serem como o mestre. Muito pelo contrário, é um grupo politicamente organizado que, pasmem, ganhou as eleições democráticas da Palestina em janeiro de 2006 e desde então está no controle do tão subjugado país.


MAS QUAL É O MOTIVO DESSA GUERRA?


É importante que relembrar o principal motivo da guerra que já dura mais de meio século. Como está registrado nos anais da história do Oriente Médio, os judeus que não foram mortos no holocausto promovido por Adolf Hitler na Alemanha foram remanejados pela ONU a terras que até então pertencia aos palestinos. O resultado dessa imigração foi uma ocupação final de 78% do território palestino que ocorreu após a homologação do Estado de Israel (na terra dos islãs) que ocorreu em 14 de maio de 1948. Embora a terra prometida estivesse sendo entregue nas mãos dos judeus, a estrela de Davi erguida pelos israelenses vem sendo ofuscada pela falta de diplomacia que, desde então, reverbera em todo o mundo em virtude da guerra contra os árabes.


E O QUE O HAMAS TEM A VER COM ISSO?


O Hamas, além de governar (e muito bem) a Palestina, exerce o papel de defensor do território e dos valores morais e religiosos do país. Pois, como se não bastasse a Israel receber (repito) 78% de um país todinho só para ele, mata milhares de civis nos ataques às terras palestinas.
Com citei acima, o Hamas ganhou as eleições e governa muito bem o país. Isso é fato, mas não é pregado pela mídia. Embora o grupo tivesse o objetivo central de implantar ideologias religiosas e militares no início do governo, isso não foi posto em prática. Não no tempo esperado pelo grupo, pois as necessidades de um governo que fosse melhor que o anterior, sobrepujaram os planos em longo prazo do Hamas. O governo, que estava sob o domínio o Fatah (em árabe, essa sigla significa “Movimento de Libertação Nacional da Palestina”) estava corrompido quase que por completo. O que se via eram Escândalos políticos e governantes esbanjando prosperidade que contrasta com a pobreza existente em grande parte da Palestina. Isso causou grande fúria por parte da população que, a essa altura, esperava por algo que lhes conferisse segurança, proteção.
É aí que o Hamas entra. Consertou a casa, trouxe à tona a luta pelo direito à não ocupação das terras que lhes sobraram e promove um islamismo aparentemente saudável à população. Lutam por uma vida melhor e mais justa aos pobres, criam programas para resolver problemas mais emergentes e, por isso, tiveram que dar um tempo nas metas de longo prazo, como a luta pela recuperação total de seu território.


A PALESTINA NÃO ESTÁ SÓ


É difícil explicar, mas grande parte dos movimentos de libertação politicamente organizados na Palestina abandonaram a luta pela resistência conta Israel. O Hamas veio em um tempo oportuno, e não merece ser tido como “o único que sobrou”, mas sim como pessoas que embora não tenham valores morais compatíveis aos de todos nós Ocidentais, demonstram uma coisa em comum com nós brasileiros, “não desistem nunca”.

(Texto escrito há cinco meses)

Imagine só...


João parecia um bebê. Choraaaaaava...
João estava tão mal que chega a fingir que poste é gente só para abraçar e isso não basta, ele cria amigos imaginários. Uma de suas amizades imaginárias acabou ontem à noite porque Paulo furou com ele, que havia marcado em sua casa para assistir Jackass, e apenas Márcio e Juliana – também amigos imaginários (aliás, Juliana é namorada imaginária) – compareceram ao evento. Mas tudo bem, ele não considerava Paulo um grande amigo.
No lugar de Paulo ele criou seu irmão imaginário Juarez, homem dotado de grande riqueza intelectual e é o melhor atual conselheiro de João. Nada melhor do que pedir conselho para o irmão mais velho não é?
Mas os dias passam, e João troca de amigos como se troca de cueca. Ele não consegue criar nenhum brother. Juarez dava bronca demais, Juliana era muito grudenta, e Márcio estava lhe devendo uma tábua de cortar carne e não pagou.
Mas ele prefere ter decepções inexistentes a voltar a lidar com pessoas de verdade. Já foi passado para trás, traído, assaltado, esquecido, subjugado etc.
Vive de uma pensão vitalícia, o pai deixou uma casa e a mãe o abandonou quando ele tinha cinco anos. Parece ser um histórico ruim, mas ele até que se conforma com o fato de não mais ter a mãe real por perto, pois só assim, pode criar sua mãe imaginária que atualmente está na Itália, ela é diplomata e liga de dois em dois dias para saber como estão as coisas e dar boa noite ao filho.
Agora, João está ligando para alguns amigos imaginários de outras cidades. Ele vai marcar um piquenique num parque de verdade, e ser feliz de mentira...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sem mais


Temos realmente muito poder em nossas mãos para sujar nossas fichas, poluir águas, acrescentar peso à nossa consciência.
Pendemos mais para o erro do que para o acerto. Estamos mais vulneráveis para os fatídicos e afins.
Às vezes as noites sombrias passam em câmera lenta ofuscando a imensa vontade de ver o sol nascer. E muitas vezes precisamos de óculos de um alto grau para vê-lo reluzir trazendo nos raios um rápido calor de esperança por saber que a estrela mais aguerrida, ainda arde em pleno vigor.
Mas com um pequeno toque de pessimismo convertemos essa luz em trevas dentro do nosso ser confuso, e pobre de amor.

Amor...

Amor...

Amor...

Por mais que tenhamos embasamento intelectual filosófico acerca desse sentimento, ele – o amor – torna-se automaticamente uma vítima do nosso estado de depressão. Ele tenta se aproximar e entrar no nosso coração, mas como que de propósito, jogamos a chave fora e não abrimos mais para ninguém.
Nos agachamos nos cantos mais escondidos e escuros como se aquele pequeno espaço nos trouxesse o silêncio que tanto almejamos, como se as sombras que dominam aquele metro quadrado nos fossem uma trincheira contra acusações, cobranças e decepções.
Meus olhos querem lacrimejar, mas, não é suficiente, nem tampouco alivia, só acentua os tão facilmente multiplicáveis dramas metafísicos, outrora e agora, por mim vivenciados.
Queria, sinceramente ter poder suficiente para materializar toda sorte de sofrimento para poder esmiuçá-la com minhas próprias mãos, e só assim, poder descansar em paz por saber que tudo o que era ruim virou pó.

Sem mais...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

É cada uma que me aparece




Realmente eu estou devendo muito. Afundei-me numas dívidas de uns tempos pra cá e tem sido difícil sair dessa maré. Parece até areia movediça, quanto mais eu tento sair, mais eu me afundo. Vai emprestar dinheiro pra que?
Estava eu conversando com uma amiga sobre dívidas e eu contava meus problemas financeiros infindáveis, quando ela disse que havia passado pelas mesmas tribulações. Eu citei exemplos relatei os fatos e disse os porquês de ter emprestado dinheiro a outrem.
E ela decidiu também colocar um pouco de pormenor na conversa. Assim como eu, começou a dizer dos casos até que um me chamou atenção e nos arrancou longos risos.
Dizia ela que um amigo adquiriu uma linda cadela, ainda filhote. Mas, para total desilusão do proprietário, num determinado momento eles puderam notar a ausência de um orifício muito importante na vida de qualquer ser humano, qual seja: o ânus. Isso mesmo: o cú! A pobre cahorrinha veio sem o ‘o’. Mas o amor falou mais alto. Numa tentativa de amenizar ou dar fim ao sofrimento do animal, o dono foi em busca de dinheiro para realizar uma cirurgia “fura buraco” pela qual o serviço veterinário cobrou a significativa quantia de 800,00 R$ (Oitocentos reais).
E foi do bolso da minha amiga que saiu o financiamento do bendito cú.
Podemos imaginar o tamanho da felicidade desse animal e maior ainda do dono, que agora não vê mais o bichinho gritar de dor ao ter que passar o fax pela vagina. É uma pena que, assim como meus devedores, ele não devolveu o dinheiro à minha amiga. Mas de que vale o dinheiro? O mais importante é ver que a cadela agora não sente mais dor, não se sente mais excluída pela comunidade canina, pois pode ser cheirada atrás pelos patrícios também dotados de cú. Ops, de anus...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Status cuo



Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...

Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...

Romântico
É uma espécie em extinção!
Romântico
É uma espécie em extinção!

Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...

Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...

Romântico
É uma espécie em extinção!
Romântico
É uma espécie em extinção!

Românticos são poucos
Românticos são loucos
Como eu!
Românticos são loucos
Românticos são poucos
Como eu! Como eu!


(Música - Vander Lee)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Castelodecartas


Tento ver a menor expectativa possível nas coisas que me ocorrem. Tenho feito textos cheios de esperanças. Escritos coisas motivadoras para mim mesmo – é só ler os de baixo.
Mas, as adversidades nunca descansam, e não tem sido diferente comigo. Parece que quando tudo está na medida em que esperávamos, uma brisa sorrateira derruba nosso lindo castelo de cartas.
E é tão difícil reconstruí-lo, as cartas parecem ficar mais escorregadias, perdemos parte da coordenação motora de uma maneira tal, que não conseguimos passar nem do alicerce. Daí passo a fingir que meu castelo é bonito com ás de ouro e reis nas partes superiores. Mas não passa de cartas espalhadas à esmo, que a gente não sabe se recomeça com o coringa ou sete de paus. Não sabe de que lado começa, ou qual formato terá o novo castelo, se ele será largo ou alto, desafiador ou simples.A frustração chega e as cartas caem no começo novamente dando ar a um desespero que já vem desde a primeira queda. Nessas horas eu abaixo a cabeça, acendo um cigarro e escrevo um texto, para só depois, puxar a primeira carta. A que dará início a um novo castelo cheio de esperanças...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Persistência


Tudo é belo e todos são belos. Basta ter esse ponto de vista. Tudo depende dos óculos que usa. Depende apenas de suas expectativas, de querer ver além dos problemas e suas conseqüências. De acreditar que no fim tudo acabará bem.
Tudo é belo e todos são belos. Todos os momentos por mais adversos que tenham sido, têm belas lições as quais podemos levar para o resto da vida.
Só é preciso um pouco de discernimento. Só é preciso entender as situações e os motivos pelos quais elas acontecem.
Só precisamos exercitar um pouco mais nossa auto-estima, crer em nós mesmos, crer nas pessoas – mesmo que queiram agir com má fé. Fazer nossa parte é fundamental. Colaborar para uma completa harmonia, nos faz sentir bem e ao outro também. Faz bem a todo mundo ser gente boa. Faz bem a todo mundo contar uma piada, cantar uma música, dar um bom dia somado a um abraço com direito a olhos fechados e um beijo nos ombros.
Dizer “eu te amo” é outra tática legal. Dizer “gosto de você do jeito que você é” nos traz alívio. Dizer “você é importante pra mim” nos faz sentir especiais.
Chorar com as pessoas é uma maneira de tomar para nós metade da dor vigente ou de multiplicar por dois a alegria que flui daquele momento. Escrever para um amigo e dizer que “você faz falta...” poderia ser o que ele estava precisando ouvir naquele dia, naquele determinado momento.
Não precisa de palavras bonitas ou poemas consagrados. Basta deixar que o coração fale e passar tudo para o papel. Basta querer ajudar de verdade. Só basta querer mostrar para as pessoas como tudo é belo e como todos, absolutamente todos são muito belos...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Arranjos ou detalhes?


Conheci uma garota interessante, e vou descreve-la da maneira como enxerguei qualidades e curiosidades que – supostamente – habitam na pessoa daquela linda morena.
Vamos começar. Como já disse, ela é morena, tem olhos convidativos, lábios cujos arcos são acentuados em cima e em baixo dando vida a um lindo sorriso, cabelos cacheados que lhe são uma adorável peculiaridade, e um corpo perfeito que acredito ter sido cultivado com cuidado pela proprietária. Demonstrou uma personalidade que me faz querer conhecê-la cada vez mais. Uma conversa que fluía originalmente, sem disfarces ou medos, me fez confiar nela, inicialmente, como companheira de confidencias “superficiais a priori”.
Citadas as qualidades das qualidades, quero trazer à tona uma curiosidade que fez pensar numa questão para a qual até hoje eu não havia me dedicado.
Estávamos dentro do meu carro até que, numa tentativa de fazer uma brincadeira, lhe perguntei: “Qual seu nome mesmo?” tão logo ela respondeu com ar de decepção: “Ah, fala sério”...
Nós nos conhecíamos a dois dias, e eu já sabia o nome dela, tentei justificar o que eu disse, mas a reciprocidade parece ter sido negativa, do tipo: “Como esse cara tá aqui comigo e não sabe nem meu nome???”
Aquilo me serviu como um norte reflexivo que me transportou para uma questão do que é de fato relevante num relacionamento que, quem sabe, estará em vias de se estabelecer. Pois o que há de tateável para mim é nada mais, nada menos do que esperanças em forma de pintura abstrata. Não digo utopia porque ela é real, e me transmitiu segurança, decisão, carinho, auto-estima etc.
Mas voltando ao ratiociniu: o nome. Naquele momento a temperatura abaixou, o coração voltava ao BPM corriqueiro, a racionalidade era retomada paulatinamente, e os instintos desfaziam-se como as fumaças de um fumante sob a luz de um poste.
Não penso que detalhes devem reger uma relação, ou o que quer que seja. Os detalhes são nada mais nada menos que pequenos adornos em grandes arranjos, os quais, dão brilho ao momento, à vida a dois, ao amor. O amor por sua vez, deve conter arranjos cujos detalhes lhe confiram essência de confiança mútua, a qual se apega a detalhes sim! Mas que não deixa cair por terra uma história de vida, ou de uma noite que seja, por causa de um detalhe.
Um detalhe é apenas uma parcela, um ponto percentual. Dizem que “ninguém é cem por cento”, ou que “nem tudo é perfeito”, e isso se dá porque volta e meia se esquece de um detalhe que reduz em uma escala de um a cem por cento as chances precedentes. Só depende da interpretação do outro. Não quero ter que medir palavras simplesmente porque uma delas poderá reduzir minhas chances. Isso é da vida, do cotidiano, das convivências. Isso, é detalhe...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Contraste


Só sei que de algum jeito tudo iria ficar muito estranho. No começo era apenas homem x animal, peão contra boi e vice-versa. Para mim, a festa transcorria bem até que a convite de bons velhos amigos me uni a eles numa mesa abatida por jogos de truco ou por banais bêbados empolgados.

Para meu profundo e metafísico incômodo, havia ali uma rosa que lutava por um espaço entre os copos repletos de cerveja e, não obstante, cigarros baratos. Prostitutas, amigos de toda sorte e natureza marcavam presença ao derredor do objeto/palco de minha linha de raciocínio, a mesa.

Pobre da rosa. Tão ingênua como uma criança que está para nascer. Mas foi ela quem ressarciu minha ânsia por manter-se puro. Inalei o odor da rubra planta até perceber o quão inversa, segundo valores morais urbanos, era aquela situação.

Tive pena da rosa que apesar de tão bela, corrompia-se paulatinamente com tanta promiscuidade a assolar sua beleza natural.

Um pequena interregno me motivou a aspirar novamente o tal perfume. Eu precisava sair dali e salvar a rosa, mas me deixei levar por risos e juras de amizade.

Neste momento estou no meu quarto. São duas e cinqüenta e um da madrugada. Saí ileso daquela mesa, abandonando, por mera distração, a causa de ser “O Salvador da Rosa”.

Mas tenho certeza absoluta (mesmo que esteja cometendo pleonasmo) de que a essência daquela rosa permanecerá nos anais da história da minha vida. Continuo sem entender o motivo deste texto, mas hei de discernir o porquê de esse fato ter acontecido. Só não se vou conseguir em meio a tanta confusão que me ocorre agora.

Mas em meio a tantas pessoas que insistiam em puxar assunto, algo com caule e pétalas me chamou a atenção e arrebatou-me os sentidos, e você já sabe o que é.

Novidades...


Quero começar a viver de um novo jeito. Ter outros tipos de compromissos. Esses de agora já me sufocaram e me envelheceram por demais. Estou me sentido como um ranzinza precoce mas consigo esconder esse meu lado caduco numa boa. Mas não quero ter que esconder nada, ou não quero ter nada para esconder. Quero ter motivos reais para pegar o violão e cantar minhas músicas favoritas. Sentar com amigos e falar de minhas investidas e seus resultados, ou simplesmente falar da cor do céu daquela tarde, ou do brilho das estrelas daquela noite. Quero amar intensamente a música e meus cachorros. Quero ter mais tempo para minha família, de um tempo pra cá eu percebi o quanto eles são importantes na minha estabilidade emocional, embora certas desavenças insistam em querer implantar desajustes em nosso relacionamento. Quero conquistar mais amigos ou colegas. Quero arranjar uma namorada, bem bonita, por dentro e por fora. Quero viver um pouquinho mais, para ter certeza de que tudo não foi em vão, de que tantas solas não foram gastas à tôa. De que troquei tantos encordoamentos sem ter tocado um coração sequer. De que fiz tantos acordes sem ter encontrado a harmonia perfeita...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

...


O que você quer dessa vida? Ela, definitivamente não tem algo duradouro a te oferecer a não ser alegrias e tristezas, dúvidas e certezas. Não se sabe o que virá em maior número, mas costumamos ser otimistas em meio a trovões barulhentos que ofuscam vozes de paz e harmonia.
Droga! Esse texto está horrível! Um assunto tão complexo e batido, tema de pessoas depressivas e que só conseguem ver o lado ruim das coisas. Vivem queixando-se do muito ou do pouco que têm. Nada presta e nunca vai prestar, esse é o lema!
Que nada. As árvores são tão, mas tão verdes que até dá gosto de ficar olhando. Os pássaros sempre cantam no tom, e às vezes rola até uma segunda voz. As formigas, sempre dando lição de moral e coexistência, trabalham feito loucas para poderem ficar de boa, e dar um rolê com a mulher e os filhos na praça sem ter que se preocupar com mantimento. Os cachorros são tão brothers, que a gente nem se sente merecedor de tanta lealdade e companheirismo.
Mas a porra da depressão não deixa ver essas coisas simples. Tem sempre um motivo para chorar de tristeza, para se suicidar, ou largar tudo e sumir...


Daí lá vou eu ouvi Cry for you do Andy Timmons e abaixar a cabeça. Sempre que faço isso no trabalho levo uma bronca do chefe. Porque não tenho ânimo nem para ler os processos ou, simplesmente, ligar o computador que seja...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Incômoda divisão




Hoje é quinta-feira, e já não estou me agüentando mais. Estou sendo um pé no meu próprio calo. É como se usasse o esquerdo para pisar no direito ou vice-versa. Como se usasse a mão direita para beliscar a esquerda; como se o olho direito fizesse um olhar suspeito para o esquerdo; como se o ouvido esquerdo se negasse a escutar e deixasse todo o trabalho para o lado direito; como se metade do cérebro se negasse a pensar; como se eu estivesse respirando apenas metade do ar necessário ao meu corpo devido à greve feita por um dos pulmões que, não obstante, insiste em não se manifestar; como se meus rins estivessem em litígio e um deles decretasse cessação temporária só por birra; como se um dos glóbulos brancos chamasse um dos vermelhos de “vermelho!!!” por puro racismo, causando assim, rixa entre as duas comunidades; como se as pernas perdessem o compasso por que não ensaiaram; como se uma das vias nasais congestionasse a outra para reivindicar ao chefe que está trabalhando sozinha; como se os dedos de uma mão alongasse os outros de qualquer jeito só para vê-los sofrer de câimbra; como se meu corpo estivesse dividido.




Bom, diplomacia nunca foi meu forte. Então vou deixar que eles percebam o quanto essa guerra é ruim!!!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Descrição automática


De casa até a parada de ônibus, é possível, para ele, terminar três cigarros. São suficientes para observar inúmeras coreografias formadas pelas fumaças nicotínicas que têm como tela de fundo as nuvens cinzentas da grande São Paulo. Mais três cigarros servem de passatempo até chegar ao metrô. João desistiu de ir ônibus. Conseguiu visualizar a loira linda de sempre ocupando um assento preferencial para idosos, gestantes etc. “Mas hoje não é dia de dar em cima, nem com o olhar”.
Para João, dar em cima daquela loira, é secundário no dia de hoje. Ele só quer imitar um rosto desfalecido por uma doença qualquer e conquistar um atestado médico para voltar para casa e pensar numa boa e triunfante maneira de se suicidar.
Tanta monotonia está deixando-o paranóico, ele até pôs como nome no perfil do Orkut “João automático”, de tão repetitiva que é sua vida.
Ele já pensou em ser dançarino, professor de história, bibliotecário, prostituto e por aí vai.
Na verdade, João só queria vivenciar um predicado que lhe trouxesse um sentido, o que ele espera.
Bom, não havia médico no posto, então sem atestado, e “mais um dia funcionando no automático”, indignou-se. Ao chegar à repartição, deparou-se com uma pilha de processos, e outra pilha de demandas que iram demandar que ele segurasse qualquer lágrima que insistisse em tentar cair. Ele não queria demonstrar o profundo e infindável desespero para os demais.
Já não sorria, e as piadas improvisadas com ajuda de características físicas dos companheiros não soam mais de sua boca. Só: “Bom dia, boa tarde e tchau”, e isso ainda lhe é penoso de dizer.

O resto é monotonia, se eu continuar falando sobre João, sairá automaticamente.

terça-feira, 17 de março de 2009

Várias opções


Às vezes é bom viajar um pouco. Não precisa ter grana não. Dentro da mente pode-se ir a qualquer lugar e ser quem quiser. Podemos ir a um show do Pink Floyd, subir ao palco, disputar solos com David Gilmour e sair aplaudido até pelo próprio David; podemos visitar os bastidores de um super filme americano e quem sabe até virar protagonista; podemos ir até a casa da Grazi Massafera e conquistá-la apenas com um olhar sexy; podemos entrar na vida de Sigmund Freud e convence-lo a parar de fumar para que não morra de câncer; posso me tornar o melhor amigo do Roberto Marinho ao ponto de convence-lo a propagar uma cultura que ensine os brasileiros a utilizar de maneira sábia o acesso que têm à informação; podemos voltar à momentos em que cometemos erros, conserta-los e assistir tudo correr normalmente; podemos enriquecer e empobrecer num luxo de apenas um dia; podemos ajudar a quem sofre, acabar com a fome na África e com a guerra no Oriente Médio; podemos estar do lado dos nossos amigos e evitar aquela briga que um dia os separou de nós; podemos entrar numa loja, comprar a melhor guitarra e pendurar na conta do Abreu; podemos dar um volta naquele Bora 2.0 ouvindo Oásis, Switchfoot, Racionais etc; Ou podemos voltar à realidade.
Que droga, acabou a graça...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

PARA TUDO!!!


Engraçado, revoltante e, no mínimo, curioso.
Hoje, ao ir para o trabalho tomei o ônibus 151 cujo itinerário é Guará I, SIA, SIG, e finda na Asa Norte. Pois bem, isso não tem nada a ver com o assunto. O que quero relatar hoje, é que durante a viagem, estava eu fazendo minha leitura matinal tranqüilo e feliz, sozinho em dois bancos – daqueles mais altos – e quando olho para meu lado direito, vejo o que se pode considerar um fatídico: a capinha de um livreto que dizia com todas as palavras: As 50 orações mais poderosas (como?). A mulher que estava sentada ao lado da proprietária do livro não resistiu e pediu para dar uma olhada.
Pois é, só sei que depois dessa foi difícil retomar minha leitura. Alguns poucos segundos foram suficientes para refletir a que ponto os livros de autoajuda estão chegando. Daí, você questiona: “Mas isso não é livro de autoajuda, é livro de oração!!!”
A priori, não sou cristão nem muçulmano, ou o que quer que você possa pensar. Sou um agnóstico, por isso me defino como nada em se tratando de religião. Mas tive oportunidade de estudar um pouco a bíblia.
Pois bem, minha vez de questionar. Se analisarmos do prisma bíblico de modo geral, esse livro não deveria levar esse nome, mas sim As 50 rezas mais poderosas. Parece idiota né? Só mudou uma palavra. Mas a simples palavra reza traz em sua etimologia o verbo repetir, coisa que não acontece quando se remonta aos primórdios do termo orar. Sendo assim, há uma falha neste bem intencionado livreto que é o fato de que, quem o ler, e, por mais tamanha que seja a fé do mesmo, não se estará fazendo nada mais nada menos do que repetir uma oração feita ou criada por outra pessoa.
Afirmo com toda certeza, que do ponto de vista bíblico, oração poderosa, é oração espontânea! Oração poderosa é oração feita com coração quebrantado! Oração poderosa é oração feita por você, de dentro do seu coração!
Estamos chegando ao ponto de que as liturgias estão nos acorrentando dentro de nossas casas, no trabalho, e como explicitei, até dentro do ônibus.“Tem que fazer assim, de tal jeito, falar tal frase, pular tantas vezes, sentir tal gosto, dar tantos passos...”
Não tem que ser assim. Em se tratando de espiritualidade, a única regra é ser sincero com o seu Deus, tentar servi-lo do seu próprio jeito, pois Ele respeita suas peculiaridades, idiossincrasias. E TE OUVE acima de tudo, independente do grau de qualidade da sua oração, se é que se pode dar esse tipo de definição.
Bom, tentei ser imparcial ao máximo, sem fazer juízo de valor, e apenas tentar relatar o que se passou na minha cabeça de melão (minha namorada costuma dizer isso rsrs) naqueles minutos.
Mas eu esqueci de dizer que a dona do livro, vendo o interesse da outra, não hesitou e, sacou: Orações poderosas, + de duzentas rezas PARA TUDO...
As letras garrafais ficam por minha conta...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Psico-Martinho


Subitamente aparece o sentimento de angústia com a cara dos típicos e melancólicos fins de tarde.
“Seria bom se houvesse uma explicação para todo sofrimento, razão de existência, pós-morte etc.” Refletiu.
Mas Martinho acabara de ler aquele livro, Segredo, e, como que de propósito não encontrara o segredo de nenhuma das soluções para seus corriqueiros e importunos psico-problemas. Se é que se pode definir assim a mania de sofrer do dito cujo.
Certa feita, ao prantear copiosamente sobre uma chaleira, ele aumentara em dois dedinhos o nível de água na qual fervia a água do café matinal. Suas manhãs e noites normalmente têm como trilha sonora os soluços de cada choro praticado involuntariamente (é o que ele diz pra ele mesmo). Isso sem falar das ocasiões em que mudava inúmeras vezes de plataforma apenas para tomar outro carro no metrô e ir da Ceilândia à Estação Central e vice-versa, para pensar na vida. Ele considerava um bom ambiente para reflexões, e como se percebe, não é a toa que resolveu estudar filosofia.
Porém, o intra-relacionamento que Friederich Nietzche registrava em alguns de seus manuscritos, não fez nada bem a Martinho. Dos tantos autores que são percorridos pelo jovem, Nietzsch é o preferido, pois as confusões com crises existenciais refletem o pensamento de Martinho. Mas a principal característica que o faz parecer com o ídolo é o talento para levar invariavelmente todos os relacionamentos ao fundo do poço. A prova disso aconteceu em uma de suas tentativas em que uma garota lhe solicitou pequeno um discurso laudatório que resultou em nada mais nada menos do que vinte minutos de profunda reflexão do prisma filosófico sobre o que se deve dizer a uma mulher num início de relacionamento. Ela foi embora e ele nem viu.
Isso o motivou a parar de ler Freud, porque ele só sabia falar de sexo e Martinho (pudera) não achava contexto para inserir as teorias do psicanalista.
E, numa sexta-feira ao rotineirar a sola dos sapatos pela calçada ondulada de uma praça qualquer, teve as pupilas dilatadas pela visão de uma mocinha que usava óculos de leitura e que, não obstante, estava lendo.
O afinco para com aquele livro, não lhe permitiu que percebesse as oito vezes em que Martinho passou a 0,5 km por hora em sua frente na esperança de obter um olhar como ressarcimento. Este só se deu no momento em que, ao continuar caminhando, distraiu-se (hum, sei!) e tropeçou na quina da calçada.
A mocinha deu um sorriso, deixou Schopenhauer sozinho no banco e foi socorrer aquele rapaz supostamente ferido.
Um segundo, dois, três, quatro, cinco e... “Eu te amo!!!”
O silêncio reinou nos segundos precedentes e até que a moça disse: “Muito prazer, meu nome é Mônica você está machucado?”
“Não, a não ser pelas agressões das antologias da negação do eu e os fracassos em tentar ser humano, demasiado humano. (kkkkk)
Ela rapidamente percebeu que as peculiaridades compartilhavam gostos e soltou a sua: “Assim falou Zaratustra e assim eu digo: Não se deve dizer eu te amo logo de cara rapaz. Para um filósofo, contexto nunca é demais!”
Martinho retrucou: “Acontece que a origem da tragédia está na omissão inteira ou parcial dos sentimentos, mesmo que eles apareçam repentinamente, como se pode presenciar”
Apesar do pouco manejo com cantadas e afins, aquela chance caiu do céu, qualquer coisa que saísse, soava de maneira agradável não fugia do contexto filosófico-romântico.
O diálogo prossegue com cantadas que mais parecem defesa de tese de Filosofia. Mas como diz o ditado: “Cada um dá o que tem”
Ele: “Sempre achei que para além do bem e do mal eu encontraria alguém como você!!!
Ela: “Para mim, capital, preço e lucro não importa, e sim o amor, apenas o amor!!!
Ele: “Pensei muito sobre o suicídio, mas nada que um verdadeiro e puro amor não possa reparar”
Ela: “Agora, o ser e o nada são supérfluos, o que importa é nós dois...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Que seja eterno enquanto dure...


Li uma matéria hoje tããão legal! Falava sobre amor (rsrs).
É uma pesquisa feita por cientistas de uma universidade láááá dos States, que diz maravilhas acerca do dito cujo. Não imaginava que eles pudessem ser tão sensíveis (olha a ambigüidade rsrs).
Na verdade, não são muitas maravilhas, é apenas uma, mas que vale por muitas.
Chega de enrolação! Os tais estudiosos descobriram que a paixão e o amor têm durabilidade. Bingoooo!!!
E vamos aos resultados: em segundo lugar ficou (rufem os tambores) a paixão com um ano de duração – no máximo, rs, coitada. Mas quem sabe um dia ela consegue virar amor né?
E em primeiro lugar ficou... (rufem os tambores, preparem os apitos, chamem o Zeca Pagodinho, e preparem o buffet) ...o Amoooooooor!!! Medalha de ouro pra ele, que, segundo os resultados e constatações, pode durar até os cabelos ficarem branquiiiinhos...
Verdade. Na pesquisa, os cientistas colocavam diante das cobaias (pessoas com no mínimo vinte anos de casados), fotinhas dos cônjuges, e, em alguns casos, a reação do cérebro foi exatamente como de uma adolescente bobinha de paixão e cujo coraçãozinho palpita impetuosamente por aquele rapazinho de cabelos arrepiados do 3º ano...
Talvez não com tanto exagero, mas a exposição das imagens causou estímulo na região do cérebro em que ocorre a produção do neurotransmissor Dopamina - responsável pelos sentimentos de motivação e recompensa. Mas... não são todos os pombinhos que voam tão juntos como a gente achava que fosse. Segundo os resultados, apenas um entre dez casados ainda estão com “el fuego” do início.
Peninha né. Mas por mais tímido que seja o resultado, é bom saber que ainda existem aqueles que se sentem verdadeiramente motivados a organizar um pique-nique, ainda arrumam um jeito de despertar a amada numa inesperada alvorada, ou que arrume coragem para entregar uma simples rosa que seja...

(Com colaboração da Revista da Semana)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ame, apenas ame


Um dilema bem normal nessa nossa vida é a típica pergunta: “O que é o amor?”
Levaria-se talvez dias para dissecar as diversas ramificações desse ser complexo e abstrato que ora nos aflige a alma, ora nos traz toda a felicidade que sonhamos.
Acho que nem um pirata em busca de seu tesouro corre tanto quanto nós corremos atrás de amor.
Seja como ele for, o que queremos é apenas senti-lo e ter reais motivos para escrever um texto romântico ou explicitar uma linda e factual experiência de amor.
O que parece é que ele tem várias cores, raças, formas, odores etc. E ficamos a pensar qual dessas combinações ele utilizará para vir até nós. A espera é longa. Às vezes não.
Ah o amor (estou suspirando (muito) rsrs). Coloco uma música, abro os braços, fecho os olhos e inclino a cabeça para trás, num gesto de hipnose-romântica.
Ops! Perdão por ter fugido da linha de raciocínio...
É que é tão difícil conter um sentimento (ou uma prévia dele) que nos arrebata a racionalidade e nos converte em ingênuas crianças fáceis de persuadir.
Ora, não sejamos hipócritas. Quem nessa vida nunca se deixou levar... Haja coração de pedra para resistir a um beijo, palavras ou até um abraço de um amor.
Pena que nem sempre acontece como na televisão (maldita seja essa formadora de opiniões). É tudo tão bonito, beijos tão sensuais e corpos que se encaixam como porca e parafuso. Tudo é cheio de palavras tão bem colocadas. Tudo acontece na hora certa. Quando esperamos ou não, no fim tudo acaba bem.
Mas nossa vida não é ficção. Tristes são aqueles que só viveram paixões. Para mim a paixão é um trem cujo destino é incerto, entramos em um de seus vagões e quando a viagem acaba, descemos numa estação em que a mais simples das esquinas nos é estranha como uma grande metrópole em fluxo.
Mas estávamos falando de amor né?
Pois bem, é que não podia deixar de comentar sobre seu inimigo número um. Cuidado com a paixão! Tente diagnosticar o mais rápido possível a natureza do sentimento e, o mais racionalmente possível, optar por seguir em frente ou não.
E... Acho que por hoje não tenho mais nada a dizer.
Tente apenas amar o máximo possível. Não falo apenas de uma pessoa para outra, mutualismo. Sua namorada, os animais, a natureza, a arte, a si próprio, ao outro e a Deus.
Ame. Apenas ame.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A Dermas



Todos os finais felizes juntos de todas oito as últimas novelas das oito da Globo não são capazes de competir com a felicidade que mora nos sentimentos de Juditinha.
De fato, ela é muito feliz, mas muito mesmo. É, não estou exagerando!!!
Ao acordar, enquanto se espreguiça já cantarola com voz rouca da manhã os romances de Caetano Veloso. Ela consegue percorrer pelo menos uns dois discos até a hora do almoço (por que têm aquelas pausas dedicadas a Fernando Pessoa, é praxe rs)
O cheiro do almoço compartilha a companhia do suave odor pós bainho do qual Juditinha desfruta antes de sentar-se à mesa. Três pequenas guarnições (arroz, pepino, e... ...mas pepino rs (ela adora)) acompanham o mini chickem improvisado em virtude da distração romântica de Veloso fundido à Pessoa.
Enquanto a comida se assenta na barriquinha lisinha de Juditinha o toque do celular justifica a pausa nas antologias poéticas. É Dermas, cinco minutos franzindo as duas sobrancelhas e um sim como resposta encerram a terna, cândida e idílica dialética (aff rs).
Pode-se imaginar o tamanho da comemoração do outro lado da linha, não é qualquer um que convence a linda moreninha a simplesmente dar uma volta, como fez o sortudo Dermas...
Às seis em ponto e como combinado, o homem bate à porta a espera da moça. Passos que ganham volume podem ser ouvidos pelo jovem mancebo que, à essa altura conseguiu realizar a proeza de lançar ao chão três pétalas das rosas que segura em sua insegura mão esquerda que treme mais que britadeira em dia de obra. Enfim ela abre lentamente a porta, numa cortesia de deixar que seu perfume saia primeiro e num golpe baixo ao enlouquecer ainda mais o pobre.
Bom nesse ponto da história, a calçada lhes é palco de uma conversa que pode ou não render. O importante mesmo é que o grande Dermas conseguiu, ao convencê-la do passeio, assumir o papel de protagonista. Vida longa a Dermas!!! “Ê Juditinha (pensamento ímpar)!!!”

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

The "Ari" s...


Hei, hei, hei..., gritou Marina, mas Ari não ouvia (ou não queria ouvir). Até que Marina indignou-se e jogou-lhe uma pedrinha.

“Na mosca", ela comemorou. Ari olhou, pensou, olhou de novo e começou a fazer xixi no poste que estava à sua frente, uma atitude corajosa de Ari, pois marina odeia quando ele faz isso.

Para se vingar, Marina destila o veneno que destrói Ari, Marina espera ele terminar e grita: "Me espera Aristóteles!!!".

Ari(stóteles), indignado com a provocação que mais lhe enfurece virou-se para o poste e tentou fazer xixi novamente para se vingar de Marina mas a "fonte" havia secado.

Até que ela o alcançou, e Ari, ao deparar-se com a beleza de Marina que ele já conhece, encosta suas mãos molhadas (molhadas de que?!?!?!) no rosto de Marina e... e... e... e...

(uma voz grita)

Aristóteles!!! Aristóóóóteles!!! Acorda minino!!! Olha a hora!!!!

Ari acorda indignado, era tudo um sonho. Agora ele está realmente indignado: "Já acordei, e não me chame de Aristóóóóóóteles!!!!!"

Desímpar "O carma dos Raimundos Nonatos"


Todos os poderes significam nada para Raimundo. O que mais o chateia é que ele é um... um... um... um Nonato!!!

Ele tinha tudo, tinha a todos à direita, à esquerda, à frente e à retaguarda. Era amado e odiado, mas ele seguia a filosofia "falem bem ou falem mal, mas falem de Raimundo e não toquem em Nonato!!!".

Era seu carma. Já brigou com a mãe, espraguejou o pai, mas nada adianta, nada mitiga o repúdio que tem por "Nonato", sua marca registrada. Isso tudo porque Raimundo tem tudo - ou melhor, quase tudo - o que sempre quis.

Mas tem algo que lhe confrange o coração, algo que impede o maior anseio de Raimundo: ser diferente, ser único!!!

O desespero de Raimundo instalou-se no dia em que leu uma frase de outdoor, a frase que o tornava não diferente como queria. Mas o tornava normal como o mais simples dos homens. Como o mais simples dos brasileiros. Em bom português, a frase dizia assim: "Todo Raimundo é Nonato!!!"

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O óbito


Aquela faca cortou fundo...
Ele sentiu a dor depois que o vermelho tomou conta do tapete e o interessante é que não ouvia nada. As cenas se passavam, homens fardados corriam de um canto a outro carregando algumas ferramentas que pareciam ser instrumentos médicos. Até que um deles se aproximou, pegou no pulso direito e tentou impedir que o sangramento prosseguisse, mas ele já havia perdido muito sangue e desmaiou.
Algumas horas depois quando acordou, viu uma luz forte e branca, olhou para os lados e concluiu que estava um leito de hospital. Não enxergava direito, não ouvia muito bem nem tampouco sentia seus membros. Uma mulher, não muito atraente, trouxe alimento e alguns comprimidos, ele preferiu os comprimidos, a comida estava com uma cara péssima e um cheiro horrível, sem falar que Márcio odeia fígado.
Até que entra outra mulher (essa sim era atraente) e deu-lhe um beijo na boca que deve ter durado uns cinco segundos, talvez mais. Márcio virou o rosto em forma de protesto. Não queria ver ninguém, muito menos Marina, sua noiva. Eles haviam brigado feio, tudo por causa de um mal entendido que fora causado quando Marina viu Márcio se despedindo de uma amiga da faculdade, a amiga havia lhe beijado a boca acidentalmente na despedida e Marina viu.
Os planos de vingança fluíam paulatinamente na cabeça de Marina.
Ela se arrependeu de ter acusado o noivo daquela forma tão veemente e chorou durante alguns minutos ao pé da cama onde estava Márcio. Uma enfermeira tentou oferecer algum consolo e conseguiu retirá-la do quarto. Os cigarros, o wisque, a tv, a família, nada nem ninguém finalizava a aflição que assolava Marina, e que também assolava, a essa altura, a família do rapaz, os amigos mais próximos, companheiros de trabalho e de faculdade. A essa altura, quase uma multidão preenchia a porta e os corredores daquele hospital localizado no centro de São Paulo. Tamanha movimentação trouxe ao local também, nada mais que a imprensa, a grande imprensa, os primeiros repórteres a chegar foram os da Folha de São Paulo, pouco a pouco, O Globo, O Estadão, O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil tinham no local seus representantes. O motivo pelo qual tantos jornalistas estavam presentes podia ser agora ouvido pelo noticiário da Tv: “Um enorme grupo de jovens está concentrado na entrada e nos corredores do Hospital Regional de São Paulo, tudo para que todos possam visitar o amigo Marcos Brandão Nunes de 23 anos, estudante de direito da USP, que teria cometido uma tentativa de suicídio logo após discutir com a noiva Marina Morena Escalante de 22 anos. Os jovens, na boa intenção de visitar o Marcos, acabaram congestionando dois corredores do hospital e conseqüentemente atrapalham, neste exato momento, o trabalho dos médicos que tentam socorrer oito vítimas de um acidente automobilístico que ocorreu há aproximadamente 20 minutos na Via Dutra.
Mas infelizmente os médicos que cuidam do caso de Marcos acabaram de informar que o jovem não resistiu e foi à óbito.
Pode-se observar uma cena curiosa na entrada e corredor central do hospital: os jovens estão cantando a música I’am outta time da banda britânca Oásis em homenagem ao jovem que acabou de falecer.
É uma cena marcante! Vozes e lágrimas se misturam e ecoam pelos corredores do hospital num tom de inconformidade com o fato. Os jovens cantam toda a letra enquanto se abraçam e choram copiosamente. É mais uma cena chocante que anunciamos com grande pesar, mais uma vida que se foi.
Voltamos para os estúdios.

Amor em Cíanos


A cidade resplandecia em tons de azul com verossimidades de cíano de tão suave que era sua cor. Os amores uniam-se nos banquinhos branquinhos da praça bem iluminada. E o vendedor de rosas atendia à demanda.

Quando as mãos se uniam, concomitantemente a respiração aumentava e paulatinamente os batimentos do coração aumentavam. Os pensamentos dedicam-se a fabricar frasezinhas românticas e de impacto. E o amor aumentava. (Quanta redundância!)

Pode-se observar de longe os coraçoezinhos vermelhos flutuando por entre os pares de rostos apaixonados. A essa altura o cupido já está gastando quase que a última de suas infalíveis flechas na praça que fica no bairro ao lado.

Até que ela vence pela insistência, a primeira gota de lágrima não pode ser contida, e as posteriores também não. Ele a consola com um abraço, daqueles que lhe envolve a dor e toma para si. Ela se sente melhor, mas apenas o abraço não é suficiente para mitigar a dor de Marina.

"São apenas dois meses, só mais dois meses". Marina sofria de câncer, lhe restavam apenas dois meses de vida, e isso lhe confrangia o coração, pois há três semanas conhecera Luciano - seu grande amor.

"Serão dois meses de intenso amor, tenha certeza!" Exclamou Luciano, que passou a passar as noites com Marina na inspiradora praça, rendendo-lhe discursos laudatórios e juras de amor. Porém, o tempo não lhes perdoara e cumpriu sua parte, passou e passou.

Luciano dedicava-se o dia todo a pensar na amada que partiria. Já não se concentrava mais no trabalho, as notas da faculdade caíram, também emagrecera cerca de oito quilos.

Marina já não pode mais ir à praça. Agora, a UTI lhe é abrigo, é também de Luciano, o qual não levanta dali um minuto sequer. Fica ao pé da cama observando-a pormenorizadamente. E beija-lhe de cinco em cinco minutos. Até que os médicos observam... e pedem que Luciano os deixem à sós com Marina. Este reluta, mas entende que é necessário. Luciano deixa a sala, mas espera na porta juntamente com a família da moça.

"Ehhh, infelizmente..." Luciano não espera o médico encerrar o veredicto e desesperadamente invade a sala aos prantos e abraça o corpo de Marina. Ninguém o tira dali. A não ser quando o corpo é recolhido para ser preparado para o velório.

Luciano não compareceu ao velório, nem ao enterro. Foi um pedido de Marina, que só queria a presença de Luciano enquanto ela estivesse presente. Em vida. O pedido de Marina foi respeitado pelo amado, que, agora, tenta (inutilmente) não pensar nos bancos brancos que outrora foram palco do maior amor vivido em todos os tempos.

...


Com o amor interrompido, assim Paulo sofreu, - O amor era tão sincero! (pensou) Como eu o perdi, deslizou como a água que não posso conter nas mãos, que agora estão secas e precisam de tua umidade meu amor. Mas que amor? Ele não havia sido interrompido?
É mesmo, (lembrou Paulo) tô viajando muito na maionese.
Paulo foi ao armário (ah, eram 9:47 da manhã) e lançou a mão no waffer de nozes, só que ele lembrou que "esse é o último daquela compra que eu fiz com..."
Foi à sua cadeira manjada de todas as manhãs, com o dedão do pé esquerdo ligou o estabilizador, com o dedão do pé direito ligou a cpu. E, como que de propósito, ninguém estava online no msn, e só havia recebido toneladas de vírus no Orkut (um palavrão lhe escapou pelos lábios). As esperanças também lhe escaparam, cabia ao waffer conferir-lhe uma última lembrança. Nesse dia ele não queria sair de casa, tentou proferir uma melodia mas o violão de cordas de aço de tensão pesada não mediava nenhuma emoção, só acordes. "Onde estão meus sentimentos?" (questionou Paulo)
Estavam todos ali, no waffer, que, por sinal, estavam próximos do fim (do pacote). A inquietude crescia, e o amor retornava ao seu lugar de origem, os waffers de nozes enfim realizavam sua missão aqui na terra!
Foi aí que Paulo recorreu àquela roupa, aquela bem bonita, e saiu pela porta à procura de Mônica, mulher com a qual fez sua última compra dos 37 pacotinhos de waffers de nozes.
O amor havia renascido!!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Falta de assunto


É impressionante como nos falta assunto na hora em que mais precisamos dele. Digo isto porque meu professor pediu-me uma crônica e não sei sobre o que falar, sobre qual tema dissertar e nem por onde começar.

Percebo nessas horas de aflição que a falta de inspiração é um mal que assola toda a comunidade de estudantes em todos os níveis. Isso mesmo, do fundamental ao superior falta-nos argumento justamente na hora “H”. Remonto-me aos tempos de menino quando a Tia pedia para a gente escrever sobre nossa família e nossos amiguinhos. Nossa! Como eram minutos difíceis! Parece que todo mundo era craque e todos os textos eram perfeitos e bonitinhos menos o meu.

Mas o martírio não para por aí. Logo depois vem o ensino fundamental onde a pré-adolescência bate à porta juntamente com novas idéias e a formação da mentalidade. Mas parece que nossa capacidade de compor um texto não corresponde à nossa formação mental, física e de caráter (não que isso tenha algo a ver com o tema (ou com a falta dele)). Não foram poucas as vezes que passei apuros entre uma mesa e uma cadeira para fazer uma redação sobre a falta de água no planeta, a violência no meu bairro ou a corrupção no Brasil. Donde concluo que eu havia crescido, mas não plenamente.

Mas pensando bem, não tenho certeza de que esse problema teria algo a ver com má formação em alguma de minhas faculdades mentais, pois, logo após a fase supracitada, entramos num período da vida onde a palavra “cobrança” nos acompanha onde quer que estejamos. É o ensino médio que, por natureza, nos remete a palavra vestibular. E é sem dúvida, uma fase na vida do jovem, onde essa cobrança ininterrupta forma uma camada de peso na consciência por ter que ser o melhor em testes didáticos e decidir logo o futuro. A essa nossa época cabem exemplos verídicos de pressão psicológica que nos fazem falhar na hora de escrever pra valer: são os vestibulares, concursos a torto e a direita e afins. A pressão de ter que ser o melhor nessas horas é, em alguns (muitos) casos, o motivo pelo qual não conseguimos por no papel nossas idéias de maneira clara ou às vezes o argumento nem nos vem à cabeça.

Pergunto-me, não sou um estudante de jornalismo? (eu mereço) É outra pressão. Os jornalistas não são aqueles cuja letra está em todo tempo na ponta da língua e do lápis? Não, não são. Pois, como todo ser humano, somos passíveis de erro, e de maus dias, nos quais não conseguimos assinar nem o próprio nome, quanto mais compor um texto, ou uma simples nota que seja. Uma crônica então, um texto cuja opinião do escritor é o que predomina, exige deste, pleno domínio sobre o assunto. Na crônica, normalmente, o jornalista toma um viés diferente do que é pregado na mídia, dissecando as diversas ramificações de um mesmo assunto. Mas como disse acima, um jornalista é feito de carne e osso e o cronista também. Será que nunca faltou assunto a Ruy Castro, Nelson Rodrigues ou Rubem Braga? Claro que sim.

Afirmo com veemência que houve dias em que um desses sentou à mesa de sempre para compor e tomou um susto ao perceber que naquele dia não havia nada para dizer, o lápis não mediava nenhum sentimento ou a mais simples das idéias, que fosse.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

"Tempo" "Perdido"


Parece que chega uma época na vida da gente que não é preciso ser velho para se sentir velho. Sem amigos, sem aquelas companhias de outrora etc.

A gente chega à idade adulta, mas sem uma preparação que a idade pede, longe dos amigos, das rodas de conversa e risos. Tudo agora demanda responsabilidade e isso é chato, pois ainda há um pré-adolescente dentro de nós que sente falta de agir inconseqüentemente com era de costume.

Sem horários, sem preocupação e sem dinheiro. Éramos assim e vivíamos muito felizes, pois os horários e compromissos de hoje em dia só servem para nos sufocar, e o dinheiro que ganhamos com o tão sonhado trabalho, não compra a felicidade da qual a gente desfrutava gratuitamente. Gratuitamente!

Fico me perguntando continuamente, para que rumo estou caminhando?

Não queria esperar chegar o futuro para saber onde tudo isso vai dar, a filosofia tornou as coisas mais sofridas e difíceis para mim. Agora, questiono e duvido de tudo, virei um pensador, e não sei se isso foi bom, não sei o que é bom, não sei se sou bom, não sei quem é bom...

Dá pra perceber que estou perdidinho né rsrsrs

quinta-feira, 26 de junho de 2008


Fazer o que...

Hoje me dei conta de que sou um péssimo administrador, perdi minha namorada, perco meu dinheiro, perdi minha sal...


Meu pai me ligou e pediu "500 ou 600 reias, tem como?" "Olha pai, não tenho muita certeza, mas acho que tenho esse dinheiro sim, estou num restaurante agora e daqui a mais ou menos uma hora te ligo." Foi essa minha resposta. Ele havia me pedido dinheiro emprestado e eu estava orgulhoso por poder ajudá-lo num momento de dificuldade.
A decepção


Após terminar o almoço, fui rapidamente ao banco verificar meu saldo disponível. Estava torcendo para ter pelo menos 500 em conta, quase caí trás, só tinha 144 reais! Eu havia gastado tudo sem nem perceber, nesse mês recebi dois mil reais de salário e torrei tudo num piscar de olhos. Fui a um atendente para que ele me confirmasse se estava tudo certo mesmo, e ele me assegurou de todos os meus gastos e do que restava do dinheiro.


Não sei como contar para meu velho, ele já me ligou de novo, eu não retornei. Não sei como ajudá-lo. Cogito agora a possibilidade de tomar a referida quantia emprestada de algum banco. Será massante ter que arcar com ela, mas tenho que ajudar meu pai de alguma forma.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Confissões


Eu deveria ter posto um fim antes que a água tivesse chegado ao pescoço. Antes que tivéssemos sido molhados juntamente nas águas do envolvimento corporal.
Os laços já estavam mais forçados do que aqueles de marinheiro, amarramo-nos paulatinamente um ao outro ou outro ao um. Nossa idiossincrasia era uma bela relação, um exemplo de confluência, de convergência, de encontro, de junção...
Mas um deles não estava de acordo, não mais correspondia, nem comprava chocolates ou mandava mensagens pelo site da claro, a parte feminina dava tudo de si e fazia até o que não estava ao seu alcance.
"Tudo pelo homem", parecia ser esse o dilema da moça, mas o canalha, o miserável não correspondia à altura, nem sequer se lembrava de coisas importantes para ela, pode ser que ele nem se lembrava que era comprometido, esquecia-se de tudo, de todos, e dela até...

(continua)

domingo, 23 de setembro de 2007

Acho esse texto interessante (não reflete meu "status quo")


Eis-me aqui novamente, dessa vez sem ficção. A fim de, tão somente, "tentar" compartilhar um drama metafísico.
Embora eu já tenha dado inúmeros conceitos para meus maus bocados, acho que continuo sem saber o que mais se aproxima de um... ...quem sabe um substrato. Até agora só cheguei perto dos "pseudos".
Sinceramente, dá uma raiva! A droga da essência do problema não emerge! Já cansei de perguntar para mim mesmo o que que tá pegando, (Ops! Tô subvertendo a linguagem. Desculpe.) mas como sempre, tenho obtido silêncio como resposta.
É, como eu disse num texto (abaixo) massante essa rotina (apesar de que a vida é uma rotina), mas falo dos pormenores, dos ruins, dos aniquiladores de sonhos, esses sim são devoradores de tudo.
E para acabar de acabar, acabou meu dinheiro (tão cedo). Já estou quaser para receber de novo para, tão cedo, devolvê-lo aos outros, aos tantos novamente.
Mas, eu estava falando de problemas, né? Desculpe minha desconexão. Sou desligado mesmo. Você ainda quer ouvir? Então tudo bem. Continuemos o ratiociniu.
Não consigo conversar com ninguém. Se for conversa sincera não. Meus valores estão corrompidos e isso me causa constrangimento. Discorro apenas sobre assuntos supérfluos e não consigo, de forma alguma, exercer dialética com minha família e minha namorada.
Falta-me um norte, ou talvez um oeste, um leste e sul cairíam bem. Na verdade já os tenho, mas não os sigo, e, por conseguinte, extravio. Passo por lugares sombrios, os quais, não encontram definição na mais lúcida racionalidade. É o eu, o inter, o cerne da questão que, com certeza, eu não daria para Freud resolver (ele só sabia falar de sexo).