quarta-feira, 24 de junho de 2009

Da série: Comentários

P/ O dilema (de Rejane Evaristo)

Dizem que querer é poder
Mas não se sabe
Se é melhor seguir o coração
Ou à cabeça obedecer

Um coisa é sempre certa
Tente ao menos viver um pouquinho
Dividindo-se entre a cabeça
E ao coração de pequeno nicho

Pois um dia olharás para trás
E verás tudo o que se passou
Nem ao coração nem à cabeça obedecestes
E o tempo simplesmente acabou

Um bj...


Da série: Comentários

P/ Assim Como Sou (de Kiko)

Amigo, meu caro amigo
Respeito você tem de sobra
Pelo menos da minha parte
Sou diferente e estou à parte
Daquele que lhe cobra

Você pode sim ser livre
Pelo menos na sua mente
Longe de tudo e de todos
Evitando desavenças
Daquele que lhe desmente

Mas lhe peço meu caro amigo
Nunca pare de escrever
Se não tivermos mais teus textos
Vou perguntar ao Google
"O que será de nós sem você?"

Da série: Comentários

P/ Viver apenas viver (de Rejane Evaristo)

Viver, apenas viver
É uma frase muito bonita
Simples em todo o contexto
Principalmente pra quem acredita

Enquanto se vive se sofre
E ao mesmo tempo sorrimos
Revezamos entre esses dois
Tudo aquilo que sentimos

Te digo, ó minha Pretinha
Você não está sozinha
Sempre serei seu príncipe
E você minha rainha...

Da série: Comentários

P/ Pedido sincero (de Kiko)

Teus poemas me são incógnitas
Um eterno teorema
Me deixam tão confuso
Que chego até a falar "pobrema"

P/ Será assim (de Kiko)

Vejo assim, nós, amigos
Ficamos sem eira nem beira
Loucos pra tomar uma cerva
Quando chega a sexta-feira...

P/ Vacilo (de Kiko)


Meu irmão apaixonado
Desse jeito não ande de carro
Quando seu cotovelo doer
Tente apenas fumar um cigarro...


P/ Testamento (de Kiko)


Nada a ver esse poema
Não rimou a sensatez
É como acabar esse verso
E não vou rimar, eu confesso
Sem pedir ao Juarez


Da série: Comentários

P/ Texto sem nome (de Rejane Evaristo)

Rejane ó amada Rejane
As coisas não são bem assim
Porque escreves desse jeito
Parecendo que chegou o fim?

Não vês que estamos aqui
Todos juntos do seu lado?
Tira, pois as escamas dos olhos
E perceba que és, mais do que tudo
Um ser humano amado

Da série: Comentários

P/ Oração dos novos dias (de Kiko)

Que seu blog se multiplique
Que seja eterno enquanto dure
Mas por hora é só isso
Pois já vou na manicure...



Da série: Comentários

P/ Sometimes (de Rejane Evaristo)

Às vezes tudo e todos nos enganam
Porque confiamos um pouco demais
Mas pensando bem, confiar nunca é demais
Pensando sempre que, n'aquilo confiar, encontraremos a paz

Mas tente confiar desconfiando
Não digo "tratar mal". Jamais!
Simplesmente quando encontrares um novo rumo
Tenha pelo menos, um pé atrás

Pois há coisas e pessoas
Que pensamos ser uma coisa
Ou talvez, por algum motivo, pensamos ser outra coisa

Por isso minha cara
Tente seguir sua vida
Errando e acertando
Pois como já disse Cazuza:
"O tempo não pára!"

Da série: Comentários

P/ Kilômetro Inexistente (de Kiko)


Salve mesmo
Bonitos que são
Nos deixam um vão
Por não entender
Por muitas vezes
O que quis dizer

Mas mesmo assim
Admiro tanto
Todos aqueles
Que falam de amor, nostalgia
Sorriso e pranto

Por hoje já li demais
Mas prometo que entro amanhã
E você terá novamente
Mais um comentário tosco
Do seu maior fã...



sexta-feira, 19 de junho de 2009

Novelas


A gente quando vive, vive de tudo um pouco. E por esses dias vivenciei uma novela das oito na qual eu era o ator que bancava o trouxa, mas que não se deu mal no final.
Conheci uma garota (rs, em novelas isso é super relevante) beeeeeeeeeeem bonita, coxas grossas, cabelos loiros e cacheados e um sorriso lindo. Numa noite enluarada e com algumas Antárcticas na idéia, eu dividia minha atenção entre a mulher e meu contrabaixo. Eu tocava num barzinho, e meus amigos haviam levado a tal loira, que por sua vez, não hesitava em me seduzir com o olhar. Toquei horas a fio sob aquela mira que lançava por terra meu pudor, pois automaticamente as expectativas fluíram.
E não foi pra menos. No fim da noite, beeeeeeem no finzinho, eu peguei, e xonei.
A partir daí foram telefonemas, textos, músicas, acordos e, não obstante, utopias. Ela havia ficado sem aparelho celular e perdi o contato.
O interregno da interrupção do interrelacionamento:
Eu comentava com alguns amigos sobre minhas expectativas e saudades até que o primeiro me disse: “Ela tem namorado”, o segundo confimou, o terceiro reforçou, o quarto encerrou: “Não fique alimentando ilusão”.
Preferi acreditar nos meus amigos, largar a causa da loira e tentar arranjar alguém, eu até que consegui uma aqui, outra ali...
E, em certa feita fui convidado a tomar cerveja numa tarde quente e convidativa para tal exercício. Fui. Lá chegando percebi a presença de todos os amigos e para meu espanto, a loira também estava. Fiz questão de sentar-me próximo a ela - era muita saudade, eu não agüentei. Mas de cara fechada como eu estava, não iria sair papo nenhum e há dias eu queria encontrá-la para questionar o lance do namorado dela.
E ali estava eu, bem do ladinho, chamei-a para conversar e ela se recusou a ir, na segunda tentativa ela fingiu que não me ouviu e não terceira ela cedeu. Encostamo-nos num carro, ficamos tête à tête e lancei a pergunta: “Você tem namorado” e, na lata ela respondeu: “Não, eu não tenho namorado. Aliás, eu estava com você e fiquei sabendo que você ficou com outra garota, portanto eu não tenho mais confiança em você, podemos ser amigos, mas não podemos ficar”. Alguém da mesa havia dito que eu fiquei com outra garota. Por qual motivo fizeram isso, eu não sei.
Aff, aquilo foi o fim da picada, fiquei arrasado por ter estragado tudo. Garota bonita, aparentemente legal, trabalha, estuda. Fui em casa para tomar um banho e voltei para o bar. Eu estava bem vestido, levei violão para tocar umas músicas na roda e assentei-me novamente ao lado dela quando, subitamente, ela atente ao celular e sai em busca de alguém. Cinco minutos depois volta a linda loira com um rapaz que, sobre uma moto acompanhou o carro dela.
O dito cujo se sentou na cadeira que ela estava, ou seja, do meu lado. E num despudor sem limites ela se sentou no colo dele e os dois começaram a se beijar ali, do meu ladinho.
Obviamente, a essa altura, não havia lugar onde eu pudesse enfiar minha enorme cara de tacho. Ela havia mentido, me acusou de traição, mentiu dizendo que não tinha namorado e foi buscar o cabra na maior cara dura. É uma p.... mesmo!!!
Mas como disse no primeiro parágrafo, eu não me considero um perdedor no final de tudo. Pois o chifrado da história foi ele e de quebra eu descobri quem foram as pessoas que me queimaram para a loira naquela mesa.
Não sei o que essas pessoas ganharam falando de mim. E não sei o que essa loira ganhou tentando brincar comigo.
Gosto de descobrir quem são realmente as pessoas que dizer ser amigos, que batem no ombro e dizem que “pode confiar”. Foi uma grande decepção, mas no dia seguinte eu me afastei, e, quer saber, estou me sentindo muito melhor, pois agora só ando com algumas pessoas daquele grupo. Não tenho raiva de ninguém, de verdade, não tenho mesmo, só procuro evitar alguns, para evitar outra novela...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Parabéns pra você...


Marcos Sattamini, 43 anos de histórias pra contar. Dentre tantas vividas por ele está aquela que ele sempre conta: “Eu sou batera! Vim do Rio, já toquei com Tim Maia e com Cazuza...” Nesse coração sempre cabe mais um, mais dois, mais três. Nesse mundo que o rodeia, estamos nós. Intrusos que somos, não pedimos licença porque ele sempre diz que a casa é nossa e podemos ficar à vontade. É curioso observar como em seus 43 anos ele ainda é muito mais jovem do que qualquer um de nós. É o tipo do cara que não deixa transparecer mais nada além do sorriso de sempre, e aquele velho “aaaahhh”, que, por mais repetitivo que pareça ser, tem sempre um ar de graça peculiar do momento.
Há muito mais coisas bonitas para dizer acerca dessa figura. Mas eu prefiro economizar nas palavras e dizer logo que a gente te ama pra caramba. E esperamos que você viva no mínimo mais 43 para que possamos ser transeuntes dessa bela estrada que você nos apresentou. O caminho da felicidade. Parabéns meu irmão mais velho...

Jr. Sattamini

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Recesso

Olá leitores!

Não estou nos meus melhores dias, isso tem me trazido algumas chateações, porque sempre relato meu Status Cuo. Daí, algumas pessoas começam a me bombardear com broncas. Portanto, decidi diminuir a freqüência de minhas postagens. Não tenho problemas para escrever diariamente. Mas se for para escrever todos os dias, não vai sair muita coisa boa. Chega de bronca.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pode ser?


Como estás nesse dia que se desfaz hora a hora? Bem? Mal? Triste? Alegre? O que vais fazer depois do expediente? Topa um filme ou um sorvete? Vamos verter amor um no outro? E que tal fazer castelo na areia daquela praça nova? A gente pode até arriscar novas formas. Hoje eu posso pegar o carro do meu pai pra gente dar uma volta e olhar as árvores passarem. Posso ir à sua casa e levar aquele cd do Cazuza que você tanto gosta. Pode ser? Vamos, não custa nada! Já sei, a gente pode tentar compor uma música. Você disse que compõe e eu sei tocar violão. Que tal? Não né? Tudo bem. Mas bem que a gente poderia assistir ao novo filme que está em cartaz. Eu pago.

Carta à uma amiga



Ok. Respeito seu direito de não querer mais assunto comigo. Só queria pedir desculpas pelas vezes em que me comportei mal e te feri.
Sinceramente, nunca tive intenção de ferir algum de meus amigos (porque assim a considero). Mas sei que mesmo sem querer a gente fere quando se toma "certas iniciativas" como as que eu tomei. Sou um cara cheio de problemas e vocês não têm que sofrer com isso, ou pelo menos não deveriam.
Digo com todas as letras e fonemas que minha maior aquisição nesse ano foram meus amigos, e você faz parte dessa conquista. De verdade! Mas parece que eu tenho o dom de estragar as coisas. Eu escrevo coisas bonitas pra vocês, canto músicas legais, mas quando parto para as atitudes, descubro que não passo de um imaturo.
Bom, eu não queria ser assim, não gosto de ser assim: Depressivo, melancólico, pessimista. Mas... minha imunidade para essas coisas é muito baixa. Sempre foi. Saiba de uma coisa: vocês não são os primeiros a sentirem-se incomodados com certas atitudes tomadas por mim.
Eu estou sendo muito sincero nessas linhas, não quero te perder por nada, eu gosto de você, me sinto bem com você, és uma ótima amiga, conselheira. Cuidou de mim um dia inteirinho quando fiquei enfermo, isso pra mim, não tem preço, você nem foi trabalhar naquele dia. Ninguém até hoje (além da minha mãe) havia feito isso por mim.
Reconheço minha pequenez, e minha característa de estúpido. Mas sei amar, e se não sei, estou aprendendo com vocês. Até um dia...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Pronunciado



Levei algumas broncas porque explicitei um fato nesse blog. Querem que eu pense coisas boas, sorria incessantemente e que eu escreva coisas bonitas. Sendo que, no MEU blog, eu escrevo o que quero, tanto que o fiz para isso: para me explicitar. Meu blog se chama Eu Júnior, fala de mim, fala do Júnior. Independentemente do meu estado de espírito, vou falar de mim de maneira crua e nua, escrevo sobre minha pessoa, fatos, ficções que crio, e tudo isso é fruto da maneira como me sinto. Se um texto tem um teor de alegria, e porque estou alegre, se tem um conteúdo mórbido, é porque assim me sinto. Então, peço a vocês, amados leitores, que caso algum de meus escritos os incomode, não venham me repreender pela maneira como compus um texto, apenas tentem entender que não sou personagem de conto de fadas, muito menos um poeta enamorado. Sou um ser humano dotado de falhas e dificuldades impostas pela vida como qualquer outro reles mortal. Portanto, permaneço em minha posição de transparência, que ao invés de criticar, vocês deveriam admirar...

terça-feira, 26 de maio de 2009

...


Minha semana começou na terça-feira, e não muito bem. Meus pensamentos parecem estar espremidos. Lembro que ontem (segunda-feira) peguei o violão no intervalo das aulas e tentei proferir alguns acordes. Além da oxidação das cordas, minha falta de inspiração só me rendeu poucas notas sem brilho algum. O som do violão até que estava bom, mas eu estava um lixo. Hoje eu subi as escadas do meu trabalho com quase uma bigorna na cabeça de tanto peso que habita na minha consciência. Segui em direção à porta da minha sala, não dei bom dia aos demais e pensei algo do tipo: “mais um dia ruim”. Tomei café e estou aqui, pensando se vim para trabalhar ou alimentar minha depressão. As coisas se tornaram mais difíceis para mim de uns tempos pra cá. Não sou feliz. Definitivamente não sou feliz. Não gosto deste trabalho nem da minha faculdade. E não sei se largar tudo isso faria com que eu me sentisse melhor. Pois de repente, ficar sem trabalho e sem estudo, também não me fizesse feliz. Esse é o grande motivo pelo qual eu me desespero. O que eu vivo me desespera e o que eu hei de viver pode me deixar mais aflito do que hoje. Hoje, eu quero que passe. Tomara que as horas voem, tomara que ninguém me note. Que eu passe desapercebido na frente do chefe para que ele não me confira nenhuma demanda ou me chame para uma conversa. Não quero participar das piadas, nem tampouco rir delas. Estou emagrecendo espiritualmente. Rumo ao óbito, eu caminho freneticamente. Meus amigos, minha mãe, ninguém percebe. Mas uma hora eu me vou. O que espero, é que esse dia chegue logo.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um grande aforismo


Não tenho tempo nem para procurar uma toca.
Ou assistir mais um filme triste.
Minha guitarra me convida todos os dias, mas eu ignoro.
Meus pensamentos fazem o mesmo, mas eu os repudio.
As BR’s não sentem mais o tato dos pneus da minha bicicleta.
E o vento não sente mais o calor da minha pele.
O cantor do rádio não tem mais a minha segunda voz.
E a banda não tem mais o meu arranjo.
As namoradas não têm mais meus beijos.
As amantes não têm mais meu sexo.
As mães fictícias não têm mais meus filhos.
E as casas fictícias não têm mais minha família.
A repartição não tem mais minha demanda.
E as escadas do trabalho não têm mais a sola abatida do meu sapato.
O amor não tem mais seu maior fã.
A paixão não tem mais aquele aventureiro com o qual ela brincava, deitava e rolava.
O céu não tem mais o brilho dos meus olhos admirados.
As árvores não têm mais meu amor pelos seus verdes.
As juras de amor não têm mais seu orador prolixo e eloqüente.
As fábulas felizes não perderam seu criador de outrora.
As coisas não mais me têm.
Eu não me tenho mais.
Já me tive um dia.
Assim como um cigarro, desfiz-me.
Igual fumaça...

Sempre ele...


Ahhh, o amor...

Já tentei entender esse sentimento diante de diversas experiências, já compus textos nos quais eu dizia parecer entender de amor. Mas eu vejo que a complexidade do amor enquanto característica, é um vão que só pode ser preenchido com conhecimento empírico. Ou seja, vivenciando.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mudanças, boas mudanças


O vento agora tem formato e cor, a cor agora tem cheiro e corpo
O amor não é mais abstrato tanto que podemos vê-lo de frente e tocar sua pele ora tenra, ora áspera
Os sentimentos foram materializados, de forma que podemos destruir os ruins e adicionar arranjos de flores aos bons
O mal está sofrendo, está ficando transparente, é como se, devagar, a essência dele se desfizesse paulatinamente, pouco a pouco, passo a passo, e não pudéssemos mais vê-lo
As palavras têm um tom a mais de maciez, suscitando assim, mais paz de espírito a cada vez em que são proferidas
Os olhares não mais como outrora, não têm mais segundas intenções, somente a primeira e única que é, através de cada mirar, conferir confiança e carinho
Os abraços abraçam-se como se fosse pela última vez hoje, o de amanhã é mais apertado, o de depois de amanhã é uma fusão
Os carinhos ganham mais vida, tornam-se mais saudáveis e presentes no inter-relacionamento, afago, desvelo, cuidado e zelo fazem parte do contexto
Os passos andam tão juntos agora que parece até que ensaiaram como metrônomo e tudo
Os corações atuam no mesmo BPM, e tudo ao redor e ao derredor torna-se sinônimo de encaixe, de compreensão, de confluência, de convergência
Tudo parece ter dado certo para todo mundo, e quando todo mundo mais precisava...

Finalmente


Depois de quase cair no mar bravio, depois de tanto remar à esmo e procurar por todo lugar. Depois de beber uma impura água, depois de respirar um impuro ar, eu encontrei vocês.
Depois de tanto chorar de tristeza, e desfalecer porque me doei e a recíproca nunca era verdadeira, depois de tanto empresar, ou até mesmo dar, depois de confiar e até defender a causa, nunca dava certo, mas eu encontrei vocês.
Depois de ouvir juras de amizade cheias de eloquência que chegaram a me convencer, vocês nem me disseram nada, mas nossa amizade é empíricamente comprovada.
Vocês preenchem meu vazio, me fazem esperar ansiosamente pela sexta-feira, e depois que ela chega, tudo que eu não quero é que a segunda-feira chegue.
É muito bom estar aqui, é muito bom ter um espaço que me caiba no coração de vocês. É muito bom tocar violão por noites, tardes e manhãs a fio. É muito bom transcender a má fase, é maravilhoso sair da depressão, vocês são divinos, vocês são ímpares.
Agora tudo está em calma pra mim, nem um estoque de maracujina me acalma tanto quando estar em vossa companhia, eu precisava de paz e acho que encontrei.
Eu encontrei vocês.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Hamas, terrorismo ou libertação?



Engraçado, quando estou a conversar sobre assuntos do tipo: guerra, terrorismo, Oriente Médio e conseqüentemente a longínqua guerra entre israelenses e árabes, é normal (normal até demais) ver aquele estereotipado sentimento de raiva para com o grupo Hamas.
Afirmo com veemência que não há motivos para odiar tanto esse grupo sem ao menos saber a razão pela qual ele existe, luta, bombardeia ou sei lá, use sua imaginação...
O Hamas, ao contrário do que a grande mídia brasileira prega e tacha, não é um grupo de seguidores de Osama Bin Laden doidos para serem como o mestre. Muito pelo contrário, é um grupo politicamente organizado que, pasmem, ganhou as eleições democráticas da Palestina em janeiro de 2006 e desde então está no controle do tão subjugado país.


MAS QUAL É O MOTIVO DESSA GUERRA?


É importante que relembrar o principal motivo da guerra que já dura mais de meio século. Como está registrado nos anais da história do Oriente Médio, os judeus que não foram mortos no holocausto promovido por Adolf Hitler na Alemanha foram remanejados pela ONU a terras que até então pertencia aos palestinos. O resultado dessa imigração foi uma ocupação final de 78% do território palestino que ocorreu após a homologação do Estado de Israel (na terra dos islãs) que ocorreu em 14 de maio de 1948. Embora a terra prometida estivesse sendo entregue nas mãos dos judeus, a estrela de Davi erguida pelos israelenses vem sendo ofuscada pela falta de diplomacia que, desde então, reverbera em todo o mundo em virtude da guerra contra os árabes.


E O QUE O HAMAS TEM A VER COM ISSO?


O Hamas, além de governar (e muito bem) a Palestina, exerce o papel de defensor do território e dos valores morais e religiosos do país. Pois, como se não bastasse a Israel receber (repito) 78% de um país todinho só para ele, mata milhares de civis nos ataques às terras palestinas.
Com citei acima, o Hamas ganhou as eleições e governa muito bem o país. Isso é fato, mas não é pregado pela mídia. Embora o grupo tivesse o objetivo central de implantar ideologias religiosas e militares no início do governo, isso não foi posto em prática. Não no tempo esperado pelo grupo, pois as necessidades de um governo que fosse melhor que o anterior, sobrepujaram os planos em longo prazo do Hamas. O governo, que estava sob o domínio o Fatah (em árabe, essa sigla significa “Movimento de Libertação Nacional da Palestina”) estava corrompido quase que por completo. O que se via eram Escândalos políticos e governantes esbanjando prosperidade que contrasta com a pobreza existente em grande parte da Palestina. Isso causou grande fúria por parte da população que, a essa altura, esperava por algo que lhes conferisse segurança, proteção.
É aí que o Hamas entra. Consertou a casa, trouxe à tona a luta pelo direito à não ocupação das terras que lhes sobraram e promove um islamismo aparentemente saudável à população. Lutam por uma vida melhor e mais justa aos pobres, criam programas para resolver problemas mais emergentes e, por isso, tiveram que dar um tempo nas metas de longo prazo, como a luta pela recuperação total de seu território.


A PALESTINA NÃO ESTÁ SÓ


É difícil explicar, mas grande parte dos movimentos de libertação politicamente organizados na Palestina abandonaram a luta pela resistência conta Israel. O Hamas veio em um tempo oportuno, e não merece ser tido como “o único que sobrou”, mas sim como pessoas que embora não tenham valores morais compatíveis aos de todos nós Ocidentais, demonstram uma coisa em comum com nós brasileiros, “não desistem nunca”.

(Texto escrito há cinco meses)

Imagine só...


João parecia um bebê. Choraaaaaava...
João estava tão mal que chega a fingir que poste é gente só para abraçar e isso não basta, ele cria amigos imaginários. Uma de suas amizades imaginárias acabou ontem à noite porque Paulo furou com ele, que havia marcado em sua casa para assistir Jackass, e apenas Márcio e Juliana – também amigos imaginários (aliás, Juliana é namorada imaginária) – compareceram ao evento. Mas tudo bem, ele não considerava Paulo um grande amigo.
No lugar de Paulo ele criou seu irmão imaginário Juarez, homem dotado de grande riqueza intelectual e é o melhor atual conselheiro de João. Nada melhor do que pedir conselho para o irmão mais velho não é?
Mas os dias passam, e João troca de amigos como se troca de cueca. Ele não consegue criar nenhum brother. Juarez dava bronca demais, Juliana era muito grudenta, e Márcio estava lhe devendo uma tábua de cortar carne e não pagou.
Mas ele prefere ter decepções inexistentes a voltar a lidar com pessoas de verdade. Já foi passado para trás, traído, assaltado, esquecido, subjugado etc.
Vive de uma pensão vitalícia, o pai deixou uma casa e a mãe o abandonou quando ele tinha cinco anos. Parece ser um histórico ruim, mas ele até que se conforma com o fato de não mais ter a mãe real por perto, pois só assim, pode criar sua mãe imaginária que atualmente está na Itália, ela é diplomata e liga de dois em dois dias para saber como estão as coisas e dar boa noite ao filho.
Agora, João está ligando para alguns amigos imaginários de outras cidades. Ele vai marcar um piquenique num parque de verdade, e ser feliz de mentira...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sem mais


Temos realmente muito poder em nossas mãos para sujar nossas fichas, poluir águas, acrescentar peso à nossa consciência.
Pendemos mais para o erro do que para o acerto. Estamos mais vulneráveis para os fatídicos e afins.
Às vezes as noites sombrias passam em câmera lenta ofuscando a imensa vontade de ver o sol nascer. E muitas vezes precisamos de óculos de um alto grau para vê-lo reluzir trazendo nos raios um rápido calor de esperança por saber que a estrela mais aguerrida, ainda arde em pleno vigor.
Mas com um pequeno toque de pessimismo convertemos essa luz em trevas dentro do nosso ser confuso, e pobre de amor.

Amor...

Amor...

Amor...

Por mais que tenhamos embasamento intelectual filosófico acerca desse sentimento, ele – o amor – torna-se automaticamente uma vítima do nosso estado de depressão. Ele tenta se aproximar e entrar no nosso coração, mas como que de propósito, jogamos a chave fora e não abrimos mais para ninguém.
Nos agachamos nos cantos mais escondidos e escuros como se aquele pequeno espaço nos trouxesse o silêncio que tanto almejamos, como se as sombras que dominam aquele metro quadrado nos fossem uma trincheira contra acusações, cobranças e decepções.
Meus olhos querem lacrimejar, mas, não é suficiente, nem tampouco alivia, só acentua os tão facilmente multiplicáveis dramas metafísicos, outrora e agora, por mim vivenciados.
Queria, sinceramente ter poder suficiente para materializar toda sorte de sofrimento para poder esmiuçá-la com minhas próprias mãos, e só assim, poder descansar em paz por saber que tudo o que era ruim virou pó.

Sem mais...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

É cada uma que me aparece




Realmente eu estou devendo muito. Afundei-me numas dívidas de uns tempos pra cá e tem sido difícil sair dessa maré. Parece até areia movediça, quanto mais eu tento sair, mais eu me afundo. Vai emprestar dinheiro pra que?
Estava eu conversando com uma amiga sobre dívidas e eu contava meus problemas financeiros infindáveis, quando ela disse que havia passado pelas mesmas tribulações. Eu citei exemplos relatei os fatos e disse os porquês de ter emprestado dinheiro a outrem.
E ela decidiu também colocar um pouco de pormenor na conversa. Assim como eu, começou a dizer dos casos até que um me chamou atenção e nos arrancou longos risos.
Dizia ela que um amigo adquiriu uma linda cadela, ainda filhote. Mas, para total desilusão do proprietário, num determinado momento eles puderam notar a ausência de um orifício muito importante na vida de qualquer ser humano, qual seja: o ânus. Isso mesmo: o cú! A pobre cahorrinha veio sem o ‘o’. Mas o amor falou mais alto. Numa tentativa de amenizar ou dar fim ao sofrimento do animal, o dono foi em busca de dinheiro para realizar uma cirurgia “fura buraco” pela qual o serviço veterinário cobrou a significativa quantia de 800,00 R$ (Oitocentos reais).
E foi do bolso da minha amiga que saiu o financiamento do bendito cú.
Podemos imaginar o tamanho da felicidade desse animal e maior ainda do dono, que agora não vê mais o bichinho gritar de dor ao ter que passar o fax pela vagina. É uma pena que, assim como meus devedores, ele não devolveu o dinheiro à minha amiga. Mas de que vale o dinheiro? O mais importante é ver que a cadela agora não sente mais dor, não se sente mais excluída pela comunidade canina, pois pode ser cheirada atrás pelos patrícios também dotados de cú. Ops, de anus...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Status cuo



Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...

Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...

Romântico
É uma espécie em extinção!
Romântico
É uma espécie em extinção!

Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...

Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...

Romântico
É uma espécie em extinção!
Romântico
É uma espécie em extinção!

Românticos são poucos
Românticos são loucos
Como eu!
Românticos são loucos
Românticos são poucos
Como eu! Como eu!


(Música - Vander Lee)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Castelodecartas


Tento ver a menor expectativa possível nas coisas que me ocorrem. Tenho feito textos cheios de esperanças. Escritos coisas motivadoras para mim mesmo – é só ler os de baixo.
Mas, as adversidades nunca descansam, e não tem sido diferente comigo. Parece que quando tudo está na medida em que esperávamos, uma brisa sorrateira derruba nosso lindo castelo de cartas.
E é tão difícil reconstruí-lo, as cartas parecem ficar mais escorregadias, perdemos parte da coordenação motora de uma maneira tal, que não conseguimos passar nem do alicerce. Daí passo a fingir que meu castelo é bonito com ás de ouro e reis nas partes superiores. Mas não passa de cartas espalhadas à esmo, que a gente não sabe se recomeça com o coringa ou sete de paus. Não sabe de que lado começa, ou qual formato terá o novo castelo, se ele será largo ou alto, desafiador ou simples.A frustração chega e as cartas caem no começo novamente dando ar a um desespero que já vem desde a primeira queda. Nessas horas eu abaixo a cabeça, acendo um cigarro e escrevo um texto, para só depois, puxar a primeira carta. A que dará início a um novo castelo cheio de esperanças...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Persistência


Tudo é belo e todos são belos. Basta ter esse ponto de vista. Tudo depende dos óculos que usa. Depende apenas de suas expectativas, de querer ver além dos problemas e suas conseqüências. De acreditar que no fim tudo acabará bem.
Tudo é belo e todos são belos. Todos os momentos por mais adversos que tenham sido, têm belas lições as quais podemos levar para o resto da vida.
Só é preciso um pouco de discernimento. Só é preciso entender as situações e os motivos pelos quais elas acontecem.
Só precisamos exercitar um pouco mais nossa auto-estima, crer em nós mesmos, crer nas pessoas – mesmo que queiram agir com má fé. Fazer nossa parte é fundamental. Colaborar para uma completa harmonia, nos faz sentir bem e ao outro também. Faz bem a todo mundo ser gente boa. Faz bem a todo mundo contar uma piada, cantar uma música, dar um bom dia somado a um abraço com direito a olhos fechados e um beijo nos ombros.
Dizer “eu te amo” é outra tática legal. Dizer “gosto de você do jeito que você é” nos traz alívio. Dizer “você é importante pra mim” nos faz sentir especiais.
Chorar com as pessoas é uma maneira de tomar para nós metade da dor vigente ou de multiplicar por dois a alegria que flui daquele momento. Escrever para um amigo e dizer que “você faz falta...” poderia ser o que ele estava precisando ouvir naquele dia, naquele determinado momento.
Não precisa de palavras bonitas ou poemas consagrados. Basta deixar que o coração fale e passar tudo para o papel. Basta querer ajudar de verdade. Só basta querer mostrar para as pessoas como tudo é belo e como todos, absolutamente todos são muito belos...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Arranjos ou detalhes?


Conheci uma garota interessante, e vou descreve-la da maneira como enxerguei qualidades e curiosidades que – supostamente – habitam na pessoa daquela linda morena.
Vamos começar. Como já disse, ela é morena, tem olhos convidativos, lábios cujos arcos são acentuados em cima e em baixo dando vida a um lindo sorriso, cabelos cacheados que lhe são uma adorável peculiaridade, e um corpo perfeito que acredito ter sido cultivado com cuidado pela proprietária. Demonstrou uma personalidade que me faz querer conhecê-la cada vez mais. Uma conversa que fluía originalmente, sem disfarces ou medos, me fez confiar nela, inicialmente, como companheira de confidencias “superficiais a priori”.
Citadas as qualidades das qualidades, quero trazer à tona uma curiosidade que fez pensar numa questão para a qual até hoje eu não havia me dedicado.
Estávamos dentro do meu carro até que, numa tentativa de fazer uma brincadeira, lhe perguntei: “Qual seu nome mesmo?” tão logo ela respondeu com ar de decepção: “Ah, fala sério”...
Nós nos conhecíamos a dois dias, e eu já sabia o nome dela, tentei justificar o que eu disse, mas a reciprocidade parece ter sido negativa, do tipo: “Como esse cara tá aqui comigo e não sabe nem meu nome???”
Aquilo me serviu como um norte reflexivo que me transportou para uma questão do que é de fato relevante num relacionamento que, quem sabe, estará em vias de se estabelecer. Pois o que há de tateável para mim é nada mais, nada menos do que esperanças em forma de pintura abstrata. Não digo utopia porque ela é real, e me transmitiu segurança, decisão, carinho, auto-estima etc.
Mas voltando ao ratiociniu: o nome. Naquele momento a temperatura abaixou, o coração voltava ao BPM corriqueiro, a racionalidade era retomada paulatinamente, e os instintos desfaziam-se como as fumaças de um fumante sob a luz de um poste.
Não penso que detalhes devem reger uma relação, ou o que quer que seja. Os detalhes são nada mais nada menos que pequenos adornos em grandes arranjos, os quais, dão brilho ao momento, à vida a dois, ao amor. O amor por sua vez, deve conter arranjos cujos detalhes lhe confiram essência de confiança mútua, a qual se apega a detalhes sim! Mas que não deixa cair por terra uma história de vida, ou de uma noite que seja, por causa de um detalhe.
Um detalhe é apenas uma parcela, um ponto percentual. Dizem que “ninguém é cem por cento”, ou que “nem tudo é perfeito”, e isso se dá porque volta e meia se esquece de um detalhe que reduz em uma escala de um a cem por cento as chances precedentes. Só depende da interpretação do outro. Não quero ter que medir palavras simplesmente porque uma delas poderá reduzir minhas chances. Isso é da vida, do cotidiano, das convivências. Isso, é detalhe...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Contraste


Só sei que de algum jeito tudo iria ficar muito estranho. No começo era apenas homem x animal, peão contra boi e vice-versa. Para mim, a festa transcorria bem até que a convite de bons velhos amigos me uni a eles numa mesa abatida por jogos de truco ou por banais bêbados empolgados.

Para meu profundo e metafísico incômodo, havia ali uma rosa que lutava por um espaço entre os copos repletos de cerveja e, não obstante, cigarros baratos. Prostitutas, amigos de toda sorte e natureza marcavam presença ao derredor do objeto/palco de minha linha de raciocínio, a mesa.

Pobre da rosa. Tão ingênua como uma criança que está para nascer. Mas foi ela quem ressarciu minha ânsia por manter-se puro. Inalei o odor da rubra planta até perceber o quão inversa, segundo valores morais urbanos, era aquela situação.

Tive pena da rosa que apesar de tão bela, corrompia-se paulatinamente com tanta promiscuidade a assolar sua beleza natural.

Um pequena interregno me motivou a aspirar novamente o tal perfume. Eu precisava sair dali e salvar a rosa, mas me deixei levar por risos e juras de amizade.

Neste momento estou no meu quarto. São duas e cinqüenta e um da madrugada. Saí ileso daquela mesa, abandonando, por mera distração, a causa de ser “O Salvador da Rosa”.

Mas tenho certeza absoluta (mesmo que esteja cometendo pleonasmo) de que a essência daquela rosa permanecerá nos anais da história da minha vida. Continuo sem entender o motivo deste texto, mas hei de discernir o porquê de esse fato ter acontecido. Só não se vou conseguir em meio a tanta confusão que me ocorre agora.

Mas em meio a tantas pessoas que insistiam em puxar assunto, algo com caule e pétalas me chamou a atenção e arrebatou-me os sentidos, e você já sabe o que é.

Novidades...


Quero começar a viver de um novo jeito. Ter outros tipos de compromissos. Esses de agora já me sufocaram e me envelheceram por demais. Estou me sentido como um ranzinza precoce mas consigo esconder esse meu lado caduco numa boa. Mas não quero ter que esconder nada, ou não quero ter nada para esconder. Quero ter motivos reais para pegar o violão e cantar minhas músicas favoritas. Sentar com amigos e falar de minhas investidas e seus resultados, ou simplesmente falar da cor do céu daquela tarde, ou do brilho das estrelas daquela noite. Quero amar intensamente a música e meus cachorros. Quero ter mais tempo para minha família, de um tempo pra cá eu percebi o quanto eles são importantes na minha estabilidade emocional, embora certas desavenças insistam em querer implantar desajustes em nosso relacionamento. Quero conquistar mais amigos ou colegas. Quero arranjar uma namorada, bem bonita, por dentro e por fora. Quero viver um pouquinho mais, para ter certeza de que tudo não foi em vão, de que tantas solas não foram gastas à tôa. De que troquei tantos encordoamentos sem ter tocado um coração sequer. De que fiz tantos acordes sem ter encontrado a harmonia perfeita...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

...


O que você quer dessa vida? Ela, definitivamente não tem algo duradouro a te oferecer a não ser alegrias e tristezas, dúvidas e certezas. Não se sabe o que virá em maior número, mas costumamos ser otimistas em meio a trovões barulhentos que ofuscam vozes de paz e harmonia.
Droga! Esse texto está horrível! Um assunto tão complexo e batido, tema de pessoas depressivas e que só conseguem ver o lado ruim das coisas. Vivem queixando-se do muito ou do pouco que têm. Nada presta e nunca vai prestar, esse é o lema!
Que nada. As árvores são tão, mas tão verdes que até dá gosto de ficar olhando. Os pássaros sempre cantam no tom, e às vezes rola até uma segunda voz. As formigas, sempre dando lição de moral e coexistência, trabalham feito loucas para poderem ficar de boa, e dar um rolê com a mulher e os filhos na praça sem ter que se preocupar com mantimento. Os cachorros são tão brothers, que a gente nem se sente merecedor de tanta lealdade e companheirismo.
Mas a porra da depressão não deixa ver essas coisas simples. Tem sempre um motivo para chorar de tristeza, para se suicidar, ou largar tudo e sumir...


Daí lá vou eu ouvi Cry for you do Andy Timmons e abaixar a cabeça. Sempre que faço isso no trabalho levo uma bronca do chefe. Porque não tenho ânimo nem para ler os processos ou, simplesmente, ligar o computador que seja...