terça-feira, 8 de setembro de 2009

Leia vc msm


Questionei um amigo sobre algumas incorreções ortográficas (que ele escreveu no conhecidíssimo Msn). A resposta foi amarga: “Véi, tu é o único idiota que escreve desse jeito (corretamente) no msn”.
Eis aí uma boa questão para discutir. Como a gente cansou de ouvir nos ensinos fundamenta e médio, o mundo de hoje é globalizado. E me parece que o pouco caso com a língua portuguesa ou qualquer uma outra também é. Isso se dá graças a essa ferramenta que facilitou a comunicabilidade entre homo sapiens, e dificultou a aplicação de um bom português ao cotidiano de nossos jovens.
Hj (hoje), tbém (também), bjs (beijos), vc (você), fds (final de semana). A lista não é infinita, mas é longa no mundo em que todos os termos são mais fáceis de serem aplicados. Difícil mesmo é respeitar a língua, e ter paciência para praticar algo que será de grande valia lá na frente.
Se dermos uma voltinha pela net tentando desvendar alguns termos misteriosos (para nós) encontraremos até alguns tímidos dicionários de Msn em blogs e sites.
Fui repreendido pelo meu amigo. Mas isso só reforça a idéia de que não preciso estar na moda para me sentir bem comigo mesmo. Tentar escrever corretamente me faz bem. Dar minha parcela de contribuição à língua me acalma um pouco mais.
Enquanto muitos só querem dizer. Eu quero falar com todas as letras que tenho direito. Não estou com pressa mesmo...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Até...


Uma das piores experiências do ser humano é perder um grande amor. Hoje protagonizei um fato desses, perdi um amor com o qual eu acreditava que viajaria pelo Brasil, e talvez até pelo mundo. E o engraçado é que era justamente aquele relacionamento que os outros olham e desconfiam de tal sucesso.
É, estou arrasado, são 16:44 do dia 20 de agosto. Meus olhos estão lacrimejando bem pouquinho, mas o sentimento de angústia ainda toma formas físicas para expressar as manifestações, por mais tímidas que sejam.
Eu fui um pouco arrogante, eu sei. Cobrava demais, eu sei. Mas foi tudo por amor. Só sei dizer que por vezes, na intenção de repreender, ou de elucidar alguma questão, a gente se precipita e fala o que não deveria. Escolhemos palavras fortes demais para outras pessoas suportar, ninguém é de ferro, mas minhas palavras foram como chumbo que é expelido pela explosão que ocorre no interior do cartucho da bala, quando acionado o gatilho.
Eu queria estar aí, sorrindo, fazendo música, sonhando, e com a mesma esperança. Gostaria de pedir desculpas a quem participou das discussões e a quem as ouviu. Pois ouvir também é doloroso, ver dois seres se digladiando, mesmo que com palavras, não é nada agradável. Mas eu sou meio babaca mesmo. Sempre faço isso, vivo em busca de alguém em quem possa confiar e no fim das contas (ou até mesmo no meio ou no começo), eu dou um jeito de afastar ou de me afastar.
Espero que um dia a Sattamini’s me aceite de volta. Não tenho para onde ir, sei que meu lugar é aí, mas os ânimos estão bem exaltados, e as mágoas estão à flor da pele.
Não há mais com quem tocar, não acho em ninguém uma recíproca verdadeira; nem um sinal de confluência; nenhum solo que se encaixe à minha harmonia; nenhum amigo que cozinhe um arroz às quatro da madrugada ou algo do tipo.
Bom, já deixei meu recado. Agora vou ficar na minha, só escrevendo, porque já sei que falando sou um desastre. Até um dia.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Não liguem!!!


Bom leitores, gostaria de ressaltar que estou embriagado. E isso é fruto do uso de várias coisas. Sobre isso, sem comentários.

Vim para casa torcendo para que a pista fosse um pouco maior para que coubesse os zigue-zagues da minha bike. Mas enfim, quero dissertar sobre as filosofias de um embriagado.

Para nós, abraços e juras de amor aos amigos nunca são demais. Tudo está bom e toda hora é hora.

Para nós não existe falsidade, entregamos as mágoas (com uma certa ênfase), e falamos tudo, tudinho na cara.

E por ser assim, a gente leva umas na cara, mas no outro dia sara, assim como a embriaguez. Há alguns que beijam, cedem, pagam, choram. Mas, incondicionalmente, todos têm seu teor de chatice. E, como de natureza, enchem o saco.

Mas nos entendam, somos sinceros. Ao invés de querer nos bater, tentem arrancar ou uma verdade, ou uma grana. A gente paga, somos gente boa. Vivemos no mundo mais tranqüilo quando estamos como estamos. E acredite, nos colocamos nessa situação sempre que podemos. Então poderão enriquecer às nossas custas (ou à nossa embriaguez) se quiserem.

Eu mesmo. Um exemplo, sou um cara legal, gosto de ligar para as pessoas, beijá-las. Enfim, estou muito doido pra continuar, quando eu estiver assim novamente e com disposição, eu concluo.

Um abraço.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Para quebrar o jejum (nada de mais)


Não sei se sorrir demais é tão bom assim. Rodas, brothers, aperitivos e afins...
Por hora isso me satura. Usei a velha desculpa do frio para ir embora e consegui uma blusa bem quente. Sinceramente, as piadas são boas e em sua maioria saudáveis. Mas vejo que nisso ainda não está minha felicidade. Tampouco o que me completa. Mas sei que em alguns daqui, existe uma tal de recíproca verdadeira.
De alguma forma não estou só. Não mesmo! Posso compartilhar as dissonâncias doidas do meu Taylor. Ouvir risos dos meus contos clichês. Nunca fui tão filósofo como agora! Nunca pensei tanto na vida como nessa vigência.
Virar um pensador, em partes, não me fez muito bem. Penso em tudo isso que faço e porque faço isso tudo.
Por hoje é só. O texto está ruim, tema de alguns anteriores, mas com um teor mais contemporâneo. Obrigado por tê-lo lido até aqui pois acaba nas próximas linhas sem uma frase de impacto, mas com uma essência totalmente verídica.

Jr.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Da série: Comentários

P/ Sobre o Tempo e a Distância – Para Hélio Filho – (De Kiko)


Esse escrito me remete aos que já se foram.

Aos tantos aos quais não pude mais dar

Aquele velho feliz aniversário

Nem jogar uma bola

Ou trocar uma prosa, que seja

Estão sob a terra, vermelha, branca, bege

Falar de amigos distantes

Seja de qual natureza for a distância

Me motiva a curvar a cabeça

E pensar comigo mesmo:

"Como seria se eles estivessem aqui?

Que saudade..."

Da série: Comentários

P/ Dança dos Confusos (Kiko)

Esse blog é uma dança confusa.
Tem amor, putaria, colcheias e semifusas.
Tem comida bebida, um Back e uma coca...
Poesia soneto, aforismo e prosa.

Aff, tô confuso!!!

Da série: Comentários

P/ Outro grande desabafo (de Rejane Evaristo)


Reclamar nem sempre funciona
Pense, tente achar a raiz
Talvez assim encontrará o cerne
Daquilo que lhe fará feliz

Se não está nos homens
Muito menos estará nos ídolos
Nem tampouco no murmúrio
Que faz do amor um confisco

Tente sempre e mais
Gostar muito mais de si mesma
Pois se um dia lhe faltar amigos
Dentro de si encontrará a paz
Que tanto, mas tanto desejas...

Da série: Comentários

P/ Arranjo (de Kiko)

"Porra", "Caralho", "Nussss", "Esse cara não existe"...
Foi tudo o que me veio à cabeça ao findar a última linha...

Da série: Comentários

P/ O dilema (de Rejane Evaristo)

Dizem que querer é poder
Mas não se sabe
Se é melhor seguir o coração
Ou à cabeça obedecer

Um coisa é sempre certa
Tente ao menos viver um pouquinho
Dividindo-se entre a cabeça
E ao coração de pequeno nicho

Pois um dia olharás para trás
E verás tudo o que se passou
Nem ao coração nem à cabeça obedecestes
E o tempo simplesmente acabou

Um bj...


Da série: Comentários

P/ Assim Como Sou (de Kiko)

Amigo, meu caro amigo
Respeito você tem de sobra
Pelo menos da minha parte
Sou diferente e estou à parte
Daquele que lhe cobra

Você pode sim ser livre
Pelo menos na sua mente
Longe de tudo e de todos
Evitando desavenças
Daquele que lhe desmente

Mas lhe peço meu caro amigo
Nunca pare de escrever
Se não tivermos mais teus textos
Vou perguntar ao Google
"O que será de nós sem você?"

Da série: Comentários

P/ Viver apenas viver (de Rejane Evaristo)

Viver, apenas viver
É uma frase muito bonita
Simples em todo o contexto
Principalmente pra quem acredita

Enquanto se vive se sofre
E ao mesmo tempo sorrimos
Revezamos entre esses dois
Tudo aquilo que sentimos

Te digo, ó minha Pretinha
Você não está sozinha
Sempre serei seu príncipe
E você minha rainha...

Da série: Comentários

P/ Pedido sincero (de Kiko)

Teus poemas me são incógnitas
Um eterno teorema
Me deixam tão confuso
Que chego até a falar "pobrema"

P/ Será assim (de Kiko)

Vejo assim, nós, amigos
Ficamos sem eira nem beira
Loucos pra tomar uma cerva
Quando chega a sexta-feira...

P/ Vacilo (de Kiko)


Meu irmão apaixonado
Desse jeito não ande de carro
Quando seu cotovelo doer
Tente apenas fumar um cigarro...


P/ Testamento (de Kiko)


Nada a ver esse poema
Não rimou a sensatez
É como acabar esse verso
E não vou rimar, eu confesso
Sem pedir ao Juarez


Da série: Comentários

P/ Texto sem nome (de Rejane Evaristo)

Rejane ó amada Rejane
As coisas não são bem assim
Porque escreves desse jeito
Parecendo que chegou o fim?

Não vês que estamos aqui
Todos juntos do seu lado?
Tira, pois as escamas dos olhos
E perceba que és, mais do que tudo
Um ser humano amado

Da série: Comentários

P/ Oração dos novos dias (de Kiko)

Que seu blog se multiplique
Que seja eterno enquanto dure
Mas por hora é só isso
Pois já vou na manicure...



Da série: Comentários

P/ Sometimes (de Rejane Evaristo)

Às vezes tudo e todos nos enganam
Porque confiamos um pouco demais
Mas pensando bem, confiar nunca é demais
Pensando sempre que, n'aquilo confiar, encontraremos a paz

Mas tente confiar desconfiando
Não digo "tratar mal". Jamais!
Simplesmente quando encontrares um novo rumo
Tenha pelo menos, um pé atrás

Pois há coisas e pessoas
Que pensamos ser uma coisa
Ou talvez, por algum motivo, pensamos ser outra coisa

Por isso minha cara
Tente seguir sua vida
Errando e acertando
Pois como já disse Cazuza:
"O tempo não pára!"

Da série: Comentários

P/ Kilômetro Inexistente (de Kiko)


Salve mesmo
Bonitos que são
Nos deixam um vão
Por não entender
Por muitas vezes
O que quis dizer

Mas mesmo assim
Admiro tanto
Todos aqueles
Que falam de amor, nostalgia
Sorriso e pranto

Por hoje já li demais
Mas prometo que entro amanhã
E você terá novamente
Mais um comentário tosco
Do seu maior fã...



sexta-feira, 19 de junho de 2009

Novelas


A gente quando vive, vive de tudo um pouco. E por esses dias vivenciei uma novela das oito na qual eu era o ator que bancava o trouxa, mas que não se deu mal no final.
Conheci uma garota (rs, em novelas isso é super relevante) beeeeeeeeeeem bonita, coxas grossas, cabelos loiros e cacheados e um sorriso lindo. Numa noite enluarada e com algumas Antárcticas na idéia, eu dividia minha atenção entre a mulher e meu contrabaixo. Eu tocava num barzinho, e meus amigos haviam levado a tal loira, que por sua vez, não hesitava em me seduzir com o olhar. Toquei horas a fio sob aquela mira que lançava por terra meu pudor, pois automaticamente as expectativas fluíram.
E não foi pra menos. No fim da noite, beeeeeeem no finzinho, eu peguei, e xonei.
A partir daí foram telefonemas, textos, músicas, acordos e, não obstante, utopias. Ela havia ficado sem aparelho celular e perdi o contato.
O interregno da interrupção do interrelacionamento:
Eu comentava com alguns amigos sobre minhas expectativas e saudades até que o primeiro me disse: “Ela tem namorado”, o segundo confimou, o terceiro reforçou, o quarto encerrou: “Não fique alimentando ilusão”.
Preferi acreditar nos meus amigos, largar a causa da loira e tentar arranjar alguém, eu até que consegui uma aqui, outra ali...
E, em certa feita fui convidado a tomar cerveja numa tarde quente e convidativa para tal exercício. Fui. Lá chegando percebi a presença de todos os amigos e para meu espanto, a loira também estava. Fiz questão de sentar-me próximo a ela - era muita saudade, eu não agüentei. Mas de cara fechada como eu estava, não iria sair papo nenhum e há dias eu queria encontrá-la para questionar o lance do namorado dela.
E ali estava eu, bem do ladinho, chamei-a para conversar e ela se recusou a ir, na segunda tentativa ela fingiu que não me ouviu e não terceira ela cedeu. Encostamo-nos num carro, ficamos tête à tête e lancei a pergunta: “Você tem namorado” e, na lata ela respondeu: “Não, eu não tenho namorado. Aliás, eu estava com você e fiquei sabendo que você ficou com outra garota, portanto eu não tenho mais confiança em você, podemos ser amigos, mas não podemos ficar”. Alguém da mesa havia dito que eu fiquei com outra garota. Por qual motivo fizeram isso, eu não sei.
Aff, aquilo foi o fim da picada, fiquei arrasado por ter estragado tudo. Garota bonita, aparentemente legal, trabalha, estuda. Fui em casa para tomar um banho e voltei para o bar. Eu estava bem vestido, levei violão para tocar umas músicas na roda e assentei-me novamente ao lado dela quando, subitamente, ela atente ao celular e sai em busca de alguém. Cinco minutos depois volta a linda loira com um rapaz que, sobre uma moto acompanhou o carro dela.
O dito cujo se sentou na cadeira que ela estava, ou seja, do meu lado. E num despudor sem limites ela se sentou no colo dele e os dois começaram a se beijar ali, do meu ladinho.
Obviamente, a essa altura, não havia lugar onde eu pudesse enfiar minha enorme cara de tacho. Ela havia mentido, me acusou de traição, mentiu dizendo que não tinha namorado e foi buscar o cabra na maior cara dura. É uma p.... mesmo!!!
Mas como disse no primeiro parágrafo, eu não me considero um perdedor no final de tudo. Pois o chifrado da história foi ele e de quebra eu descobri quem foram as pessoas que me queimaram para a loira naquela mesa.
Não sei o que essas pessoas ganharam falando de mim. E não sei o que essa loira ganhou tentando brincar comigo.
Gosto de descobrir quem são realmente as pessoas que dizer ser amigos, que batem no ombro e dizem que “pode confiar”. Foi uma grande decepção, mas no dia seguinte eu me afastei, e, quer saber, estou me sentindo muito melhor, pois agora só ando com algumas pessoas daquele grupo. Não tenho raiva de ninguém, de verdade, não tenho mesmo, só procuro evitar alguns, para evitar outra novela...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Parabéns pra você...


Marcos Sattamini, 43 anos de histórias pra contar. Dentre tantas vividas por ele está aquela que ele sempre conta: “Eu sou batera! Vim do Rio, já toquei com Tim Maia e com Cazuza...” Nesse coração sempre cabe mais um, mais dois, mais três. Nesse mundo que o rodeia, estamos nós. Intrusos que somos, não pedimos licença porque ele sempre diz que a casa é nossa e podemos ficar à vontade. É curioso observar como em seus 43 anos ele ainda é muito mais jovem do que qualquer um de nós. É o tipo do cara que não deixa transparecer mais nada além do sorriso de sempre, e aquele velho “aaaahhh”, que, por mais repetitivo que pareça ser, tem sempre um ar de graça peculiar do momento.
Há muito mais coisas bonitas para dizer acerca dessa figura. Mas eu prefiro economizar nas palavras e dizer logo que a gente te ama pra caramba. E esperamos que você viva no mínimo mais 43 para que possamos ser transeuntes dessa bela estrada que você nos apresentou. O caminho da felicidade. Parabéns meu irmão mais velho...

Jr. Sattamini

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Recesso

Olá leitores!

Não estou nos meus melhores dias, isso tem me trazido algumas chateações, porque sempre relato meu Status Cuo. Daí, algumas pessoas começam a me bombardear com broncas. Portanto, decidi diminuir a freqüência de minhas postagens. Não tenho problemas para escrever diariamente. Mas se for para escrever todos os dias, não vai sair muita coisa boa. Chega de bronca.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pode ser?


Como estás nesse dia que se desfaz hora a hora? Bem? Mal? Triste? Alegre? O que vais fazer depois do expediente? Topa um filme ou um sorvete? Vamos verter amor um no outro? E que tal fazer castelo na areia daquela praça nova? A gente pode até arriscar novas formas. Hoje eu posso pegar o carro do meu pai pra gente dar uma volta e olhar as árvores passarem. Posso ir à sua casa e levar aquele cd do Cazuza que você tanto gosta. Pode ser? Vamos, não custa nada! Já sei, a gente pode tentar compor uma música. Você disse que compõe e eu sei tocar violão. Que tal? Não né? Tudo bem. Mas bem que a gente poderia assistir ao novo filme que está em cartaz. Eu pago.

Carta à uma amiga



Ok. Respeito seu direito de não querer mais assunto comigo. Só queria pedir desculpas pelas vezes em que me comportei mal e te feri.
Sinceramente, nunca tive intenção de ferir algum de meus amigos (porque assim a considero). Mas sei que mesmo sem querer a gente fere quando se toma "certas iniciativas" como as que eu tomei. Sou um cara cheio de problemas e vocês não têm que sofrer com isso, ou pelo menos não deveriam.
Digo com todas as letras e fonemas que minha maior aquisição nesse ano foram meus amigos, e você faz parte dessa conquista. De verdade! Mas parece que eu tenho o dom de estragar as coisas. Eu escrevo coisas bonitas pra vocês, canto músicas legais, mas quando parto para as atitudes, descubro que não passo de um imaturo.
Bom, eu não queria ser assim, não gosto de ser assim: Depressivo, melancólico, pessimista. Mas... minha imunidade para essas coisas é muito baixa. Sempre foi. Saiba de uma coisa: vocês não são os primeiros a sentirem-se incomodados com certas atitudes tomadas por mim.
Eu estou sendo muito sincero nessas linhas, não quero te perder por nada, eu gosto de você, me sinto bem com você, és uma ótima amiga, conselheira. Cuidou de mim um dia inteirinho quando fiquei enfermo, isso pra mim, não tem preço, você nem foi trabalhar naquele dia. Ninguém até hoje (além da minha mãe) havia feito isso por mim.
Reconheço minha pequenez, e minha característa de estúpido. Mas sei amar, e se não sei, estou aprendendo com vocês. Até um dia...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Pronunciado



Levei algumas broncas porque explicitei um fato nesse blog. Querem que eu pense coisas boas, sorria incessantemente e que eu escreva coisas bonitas. Sendo que, no MEU blog, eu escrevo o que quero, tanto que o fiz para isso: para me explicitar. Meu blog se chama Eu Júnior, fala de mim, fala do Júnior. Independentemente do meu estado de espírito, vou falar de mim de maneira crua e nua, escrevo sobre minha pessoa, fatos, ficções que crio, e tudo isso é fruto da maneira como me sinto. Se um texto tem um teor de alegria, e porque estou alegre, se tem um conteúdo mórbido, é porque assim me sinto. Então, peço a vocês, amados leitores, que caso algum de meus escritos os incomode, não venham me repreender pela maneira como compus um texto, apenas tentem entender que não sou personagem de conto de fadas, muito menos um poeta enamorado. Sou um ser humano dotado de falhas e dificuldades impostas pela vida como qualquer outro reles mortal. Portanto, permaneço em minha posição de transparência, que ao invés de criticar, vocês deveriam admirar...

terça-feira, 26 de maio de 2009

...


Minha semana começou na terça-feira, e não muito bem. Meus pensamentos parecem estar espremidos. Lembro que ontem (segunda-feira) peguei o violão no intervalo das aulas e tentei proferir alguns acordes. Além da oxidação das cordas, minha falta de inspiração só me rendeu poucas notas sem brilho algum. O som do violão até que estava bom, mas eu estava um lixo. Hoje eu subi as escadas do meu trabalho com quase uma bigorna na cabeça de tanto peso que habita na minha consciência. Segui em direção à porta da minha sala, não dei bom dia aos demais e pensei algo do tipo: “mais um dia ruim”. Tomei café e estou aqui, pensando se vim para trabalhar ou alimentar minha depressão. As coisas se tornaram mais difíceis para mim de uns tempos pra cá. Não sou feliz. Definitivamente não sou feliz. Não gosto deste trabalho nem da minha faculdade. E não sei se largar tudo isso faria com que eu me sentisse melhor. Pois de repente, ficar sem trabalho e sem estudo, também não me fizesse feliz. Esse é o grande motivo pelo qual eu me desespero. O que eu vivo me desespera e o que eu hei de viver pode me deixar mais aflito do que hoje. Hoje, eu quero que passe. Tomara que as horas voem, tomara que ninguém me note. Que eu passe desapercebido na frente do chefe para que ele não me confira nenhuma demanda ou me chame para uma conversa. Não quero participar das piadas, nem tampouco rir delas. Estou emagrecendo espiritualmente. Rumo ao óbito, eu caminho freneticamente. Meus amigos, minha mãe, ninguém percebe. Mas uma hora eu me vou. O que espero, é que esse dia chegue logo.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um grande aforismo


Não tenho tempo nem para procurar uma toca.
Ou assistir mais um filme triste.
Minha guitarra me convida todos os dias, mas eu ignoro.
Meus pensamentos fazem o mesmo, mas eu os repudio.
As BR’s não sentem mais o tato dos pneus da minha bicicleta.
E o vento não sente mais o calor da minha pele.
O cantor do rádio não tem mais a minha segunda voz.
E a banda não tem mais o meu arranjo.
As namoradas não têm mais meus beijos.
As amantes não têm mais meu sexo.
As mães fictícias não têm mais meus filhos.
E as casas fictícias não têm mais minha família.
A repartição não tem mais minha demanda.
E as escadas do trabalho não têm mais a sola abatida do meu sapato.
O amor não tem mais seu maior fã.
A paixão não tem mais aquele aventureiro com o qual ela brincava, deitava e rolava.
O céu não tem mais o brilho dos meus olhos admirados.
As árvores não têm mais meu amor pelos seus verdes.
As juras de amor não têm mais seu orador prolixo e eloqüente.
As fábulas felizes não perderam seu criador de outrora.
As coisas não mais me têm.
Eu não me tenho mais.
Já me tive um dia.
Assim como um cigarro, desfiz-me.
Igual fumaça...

Sempre ele...


Ahhh, o amor...

Já tentei entender esse sentimento diante de diversas experiências, já compus textos nos quais eu dizia parecer entender de amor. Mas eu vejo que a complexidade do amor enquanto característica, é um vão que só pode ser preenchido com conhecimento empírico. Ou seja, vivenciando.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mudanças, boas mudanças


O vento agora tem formato e cor, a cor agora tem cheiro e corpo
O amor não é mais abstrato tanto que podemos vê-lo de frente e tocar sua pele ora tenra, ora áspera
Os sentimentos foram materializados, de forma que podemos destruir os ruins e adicionar arranjos de flores aos bons
O mal está sofrendo, está ficando transparente, é como se, devagar, a essência dele se desfizesse paulatinamente, pouco a pouco, passo a passo, e não pudéssemos mais vê-lo
As palavras têm um tom a mais de maciez, suscitando assim, mais paz de espírito a cada vez em que são proferidas
Os olhares não mais como outrora, não têm mais segundas intenções, somente a primeira e única que é, através de cada mirar, conferir confiança e carinho
Os abraços abraçam-se como se fosse pela última vez hoje, o de amanhã é mais apertado, o de depois de amanhã é uma fusão
Os carinhos ganham mais vida, tornam-se mais saudáveis e presentes no inter-relacionamento, afago, desvelo, cuidado e zelo fazem parte do contexto
Os passos andam tão juntos agora que parece até que ensaiaram como metrônomo e tudo
Os corações atuam no mesmo BPM, e tudo ao redor e ao derredor torna-se sinônimo de encaixe, de compreensão, de confluência, de convergência
Tudo parece ter dado certo para todo mundo, e quando todo mundo mais precisava...

Finalmente


Depois de quase cair no mar bravio, depois de tanto remar à esmo e procurar por todo lugar. Depois de beber uma impura água, depois de respirar um impuro ar, eu encontrei vocês.
Depois de tanto chorar de tristeza, e desfalecer porque me doei e a recíproca nunca era verdadeira, depois de tanto empresar, ou até mesmo dar, depois de confiar e até defender a causa, nunca dava certo, mas eu encontrei vocês.
Depois de ouvir juras de amizade cheias de eloquência que chegaram a me convencer, vocês nem me disseram nada, mas nossa amizade é empíricamente comprovada.
Vocês preenchem meu vazio, me fazem esperar ansiosamente pela sexta-feira, e depois que ela chega, tudo que eu não quero é que a segunda-feira chegue.
É muito bom estar aqui, é muito bom ter um espaço que me caiba no coração de vocês. É muito bom tocar violão por noites, tardes e manhãs a fio. É muito bom transcender a má fase, é maravilhoso sair da depressão, vocês são divinos, vocês são ímpares.
Agora tudo está em calma pra mim, nem um estoque de maracujina me acalma tanto quando estar em vossa companhia, eu precisava de paz e acho que encontrei.
Eu encontrei vocês.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Hamas, terrorismo ou libertação?



Engraçado, quando estou a conversar sobre assuntos do tipo: guerra, terrorismo, Oriente Médio e conseqüentemente a longínqua guerra entre israelenses e árabes, é normal (normal até demais) ver aquele estereotipado sentimento de raiva para com o grupo Hamas.
Afirmo com veemência que não há motivos para odiar tanto esse grupo sem ao menos saber a razão pela qual ele existe, luta, bombardeia ou sei lá, use sua imaginação...
O Hamas, ao contrário do que a grande mídia brasileira prega e tacha, não é um grupo de seguidores de Osama Bin Laden doidos para serem como o mestre. Muito pelo contrário, é um grupo politicamente organizado que, pasmem, ganhou as eleições democráticas da Palestina em janeiro de 2006 e desde então está no controle do tão subjugado país.


MAS QUAL É O MOTIVO DESSA GUERRA?


É importante que relembrar o principal motivo da guerra que já dura mais de meio século. Como está registrado nos anais da história do Oriente Médio, os judeus que não foram mortos no holocausto promovido por Adolf Hitler na Alemanha foram remanejados pela ONU a terras que até então pertencia aos palestinos. O resultado dessa imigração foi uma ocupação final de 78% do território palestino que ocorreu após a homologação do Estado de Israel (na terra dos islãs) que ocorreu em 14 de maio de 1948. Embora a terra prometida estivesse sendo entregue nas mãos dos judeus, a estrela de Davi erguida pelos israelenses vem sendo ofuscada pela falta de diplomacia que, desde então, reverbera em todo o mundo em virtude da guerra contra os árabes.


E O QUE O HAMAS TEM A VER COM ISSO?


O Hamas, além de governar (e muito bem) a Palestina, exerce o papel de defensor do território e dos valores morais e religiosos do país. Pois, como se não bastasse a Israel receber (repito) 78% de um país todinho só para ele, mata milhares de civis nos ataques às terras palestinas.
Com citei acima, o Hamas ganhou as eleições e governa muito bem o país. Isso é fato, mas não é pregado pela mídia. Embora o grupo tivesse o objetivo central de implantar ideologias religiosas e militares no início do governo, isso não foi posto em prática. Não no tempo esperado pelo grupo, pois as necessidades de um governo que fosse melhor que o anterior, sobrepujaram os planos em longo prazo do Hamas. O governo, que estava sob o domínio o Fatah (em árabe, essa sigla significa “Movimento de Libertação Nacional da Palestina”) estava corrompido quase que por completo. O que se via eram Escândalos políticos e governantes esbanjando prosperidade que contrasta com a pobreza existente em grande parte da Palestina. Isso causou grande fúria por parte da população que, a essa altura, esperava por algo que lhes conferisse segurança, proteção.
É aí que o Hamas entra. Consertou a casa, trouxe à tona a luta pelo direito à não ocupação das terras que lhes sobraram e promove um islamismo aparentemente saudável à população. Lutam por uma vida melhor e mais justa aos pobres, criam programas para resolver problemas mais emergentes e, por isso, tiveram que dar um tempo nas metas de longo prazo, como a luta pela recuperação total de seu território.


A PALESTINA NÃO ESTÁ SÓ


É difícil explicar, mas grande parte dos movimentos de libertação politicamente organizados na Palestina abandonaram a luta pela resistência conta Israel. O Hamas veio em um tempo oportuno, e não merece ser tido como “o único que sobrou”, mas sim como pessoas que embora não tenham valores morais compatíveis aos de todos nós Ocidentais, demonstram uma coisa em comum com nós brasileiros, “não desistem nunca”.

(Texto escrito há cinco meses)

Imagine só...


João parecia um bebê. Choraaaaaava...
João estava tão mal que chega a fingir que poste é gente só para abraçar e isso não basta, ele cria amigos imaginários. Uma de suas amizades imaginárias acabou ontem à noite porque Paulo furou com ele, que havia marcado em sua casa para assistir Jackass, e apenas Márcio e Juliana – também amigos imaginários (aliás, Juliana é namorada imaginária) – compareceram ao evento. Mas tudo bem, ele não considerava Paulo um grande amigo.
No lugar de Paulo ele criou seu irmão imaginário Juarez, homem dotado de grande riqueza intelectual e é o melhor atual conselheiro de João. Nada melhor do que pedir conselho para o irmão mais velho não é?
Mas os dias passam, e João troca de amigos como se troca de cueca. Ele não consegue criar nenhum brother. Juarez dava bronca demais, Juliana era muito grudenta, e Márcio estava lhe devendo uma tábua de cortar carne e não pagou.
Mas ele prefere ter decepções inexistentes a voltar a lidar com pessoas de verdade. Já foi passado para trás, traído, assaltado, esquecido, subjugado etc.
Vive de uma pensão vitalícia, o pai deixou uma casa e a mãe o abandonou quando ele tinha cinco anos. Parece ser um histórico ruim, mas ele até que se conforma com o fato de não mais ter a mãe real por perto, pois só assim, pode criar sua mãe imaginária que atualmente está na Itália, ela é diplomata e liga de dois em dois dias para saber como estão as coisas e dar boa noite ao filho.
Agora, João está ligando para alguns amigos imaginários de outras cidades. Ele vai marcar um piquenique num parque de verdade, e ser feliz de mentira...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sem mais


Temos realmente muito poder em nossas mãos para sujar nossas fichas, poluir águas, acrescentar peso à nossa consciência.
Pendemos mais para o erro do que para o acerto. Estamos mais vulneráveis para os fatídicos e afins.
Às vezes as noites sombrias passam em câmera lenta ofuscando a imensa vontade de ver o sol nascer. E muitas vezes precisamos de óculos de um alto grau para vê-lo reluzir trazendo nos raios um rápido calor de esperança por saber que a estrela mais aguerrida, ainda arde em pleno vigor.
Mas com um pequeno toque de pessimismo convertemos essa luz em trevas dentro do nosso ser confuso, e pobre de amor.

Amor...

Amor...

Amor...

Por mais que tenhamos embasamento intelectual filosófico acerca desse sentimento, ele – o amor – torna-se automaticamente uma vítima do nosso estado de depressão. Ele tenta se aproximar e entrar no nosso coração, mas como que de propósito, jogamos a chave fora e não abrimos mais para ninguém.
Nos agachamos nos cantos mais escondidos e escuros como se aquele pequeno espaço nos trouxesse o silêncio que tanto almejamos, como se as sombras que dominam aquele metro quadrado nos fossem uma trincheira contra acusações, cobranças e decepções.
Meus olhos querem lacrimejar, mas, não é suficiente, nem tampouco alivia, só acentua os tão facilmente multiplicáveis dramas metafísicos, outrora e agora, por mim vivenciados.
Queria, sinceramente ter poder suficiente para materializar toda sorte de sofrimento para poder esmiuçá-la com minhas próprias mãos, e só assim, poder descansar em paz por saber que tudo o que era ruim virou pó.

Sem mais...